#FALSA

Máscaras do Piauí com número 666 não estão infectadas

Exclusiva COAR

29/04/2020 8h50

Por: Letícia Santos

Desde as primeiras recomendações das autoridades em saúde sobre a utilização de máscaras, o objeto vem sendo alvo de conteúdos falsos no Piauí. Desta vez, uma mensagem compartilhada massivamente no Whatsapp, Twitter e Youtube dá conta de que máscaras estampadas com o número “666” vindas da China estariam contaminadas com o coronavírus e que a população piauiense deveria evitá-las.  A publicação ainda alerta de que o número “666” seria o da “besta fera” e que a Bíblia está revelando que o fim está próximo. 

A COAR investigou a respeito do conteúdo e encontrou a mesma imagem sendo divulgada de formas diferentes em vários estados, não somente no Piauí. No entanto, devido a mensagem está circulando massivamente no Estado, entramos em contato com a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) para comentar a respeito da mensagem com tom religioso e sem embasamento científico.

De acordo com a pasta, todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) são avaliados pela vigilância sanitária antes de serem distribuídos. Portanto, a mensagem é infundada e falsa. Além disso, os EPIs são destinados aos profissionais de saúde. E o número em questão não tem relação com as máscaras de proteção ou com qualquer suposição de ataque terrorista.

O Ministério da Saúde já esclareceu que não há nenhuma evidência de produtos enviados da China para o Brasil, que tenham tragam o coronavírus (Covid-19).

Leia mais: #FALSO: Áudio alertando sobre máscaras contaminadas distribuídas no Piauí

De acordo com estudos científicos, os vírus sobrevivem no tecido entre 72 e 96 horas. A médica infectologista, Jéssica Sousa, confirma essa informação e explica que não existem estudos específicos sobre o novo coronavírus, mas pode-se levar em consideração estudos de outros vírus já conhecidos.

Cuidados com a máscara de tecido

A infectologista afirma que é necessário ter cuidado com a máscara de tecido. Ao sair de casa, a recomendação é que a máscara não seja manuseada pela parte da frente, somente pelo elástico. Além disso, o ideal é que a máscara não fique folgada no rosto. A recomendação é que ao chegar em casa, a máscara seja colocada de molho em água com sabão ou hipoclorito (água sanitária) e lavada manualmente. 

“É importante ter cuidado nos momentos de retirar e colocar a máscara, considerando sempre que aquela região anterior esteja contaminada. Evite colocar a mão na máscara o tempo inteiro quando sair para a rua, porque sua mãos podem estar contaminadas”, aconselha a infectologista.

A médica infectologista também chama atenção para o perigo das informações falsas que circulam nas redes sociais sobre os equipamentos de proteção individual.

“Quando que você vir uma notícia que considera duvidosa, entre em contato com profissionais ou especialistas área de saúde para esclarecer, antes de sair divulgando uma informação inverídica”, finaliza a médica.

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