#FALSA

Chás de boldo e erva doce não curam Covid-19

Mensagens, áudios ou vídeos. Essas são algumas das inúmeras ferramentas usadas para compartilhar conteúdos enganosos, falsos ou sem fundamentação científica. Dessa vez, um áudio de uma mulher – não identificada – narrando sobre a eficácia do chá de boldo para Covid-19 viralizou nas redes sociais. A autora do áudio diz que os sintomas da doença desaparecem em até três horas após a ingestão do chá.

O próprio Ministério da Saúde desmistificou essa informação e outra a respeito de efeitos milagrosos do chá de erva doce. Segundo o órgão, nenhuma receita caseira pode ser utilizada para substituir um tratamento adequado contra a gripe, muito menos contra o novo coronavírus. Até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus.

A COAR entrou em contato com o infectologista Carlos Henrique Nery Costa, que explicou sobre a ineficiência desses chás caseiros para Covid-19.

“Esses chás não têm base científica. Não existe comprovação de que eles têm efeito de cura ou mesmo de amenizar os sintomas de Covid-19. Além disso, a população deve continuar seguindo as medidas de segurança, que são adotadas pelos órgãos de Saúde: isolamento social, uso de máscaras, a higienização das mãos, entre outras”.

Diante da desinformação sobre assuntos relacionados a saúde, o Dr. Carlos Henrique Nery Costa ressalta que todo remédio ou medicamento segue evidências científicas, além de longo processo de testabilidade por pesquisadores e médicos para validar se aquele medicamento ou receita realmente é eficaz para combater uma determinada doença. Inclusive, há publicações internacionais e nacionais que são importantes pra validar essas evidências. “Até o momento não há vacina ou medicamento que seja 100% recomendável para prevenção do novo coronavírus”, esclareceu.

O médico ainda reforça que é importante as pessoas evitarem confiar em informações que recebem nas redes sociais. “Elas devem ler informações com comprovação científica”. 

Se houver dúvidas sobre um conteúdo que recebeu no WhatsApp, dê preferência a sites de credibilidade, entre os quais de notícias e de órgãos da Saúde.

Escrito por: Naiane Feitosa e Marta Alencar

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