Um áudio que está sendo disseminado pelo Whatsapp, denuncia a existência recente de um falso levantamento organizado por criminosos, que apresentam-se como uma equipe do Instituto Datafolha em parceria com o Ministério da Saúde. Na sonora, uma mulher – não identificada – relata que a quadrilha finge analisar a situação da população em meio à pandemia, por meio de telefonemas. A seguir o trecho da descrição do áudio e na íntegra aqui.

“Tem uma quadrilha que está fazendo uma pesquisa para o Datafolha, pelo celular. Eles pegam seu número, confirmam vários dados e no final é perguntado sobre a covid-19. A linguagem é bem técnica, quase não dar para perceber que é uma quadrilha”
Dessa maneira, os criminosos enviam uma mensagem com 6 dígitos e pedem o retorno desse código para confirmar a pesquisa. A mulher ainda diz que aqueles que acreditam tratar-se apenas de um estudo acabam repassando a sequência numérica. Então a falsa equipe clona o Whatsapp da vítima e rouba os dados bancários.
A COAR verificou o fato, e constatou que na última análise que o instituto efetivou em relação à pandemia tratava-se da opinião do brasileiro sobre a implementação da medida de confinamento lockdown. Ela ocorreu por telefone, porém ainda em maio, entre os dias 25 e 26 e sem a parceria com o Ministério da Saúde. Além disso, o instituto realizou telefonemas, mas pediu dados relacionados basicamente sobre a idade, profissão, sexo e favorecimento ou não à medida.
Golpes realizados por falsos pesquisadores já ocorreram no período eleitoral em 2018. Atualmente, mesmo que o site do órgão possua uma ouvidoria que permite a comunicação sobre dúvidas, ainda há informações fraudulentas que afirmam fazer parte da instituição.
Devido a pandemia da Covid-19, as pesquisas do órgão realizam-se através de telefonemas. Desse modo, muitos infratores veem o cenário perfeito para convencer facilmente as vítimas e então, roubarem dados pessoais das mesmas.
Contudo, a equipe da COAR entrou em contato com a assessoria do Datafolha através da ouvidoria contida no site da instituição e também pelo Whatsapp (0- xx- 11 99486-0293), responsável por averiguar a veracidade de informações duvidosas. Entretanto, não obtivemos respostas complementares ou uma nota explicativa sobre o ocorrido.
Escrito por: Maria Luísa Araújo
Edição: Daniel Silva
Referências da COAR:
- Site Datafolha
- Site Gazeta do Povo