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Vacina CoronaVac é produzida pela mesma empresa que vendia vacinas falsas contra pólio, tétano e difteria em 2018?

Novamente um conteúdo verificado anteriormente pela COAR é divulgado nas redes sociais, com uma matéria do site G1 publicada em 2018, tratando sobre a venda de vacinas falsas por uma empresa chinesa.  Em checagem anterior, a COAR identificou que o conteúdo desinformativo citava uma matéria do site Uol.

Desinformação compartilhada nas redes sociais

O conteúdo distorce informações sobre o potencial que as vacinas chinesas possuem no combate à Covid-19. Em meses anteriores, precisamente em 20 de junho deste ano, a COAR já havia feito uma análise do mesmo conteúdo, que vinculava a vacina CoronoVac (produzida pela empresa Sinovac Biotech) com outra empresa chinesa, que foi multada por ter vendido 250 mil doses de vacina contra a difteria, o tétano e a poliomielite, conforme constatado em matérias jornalísticas de 2018. 

Conteúdo checado pela COAR em junho deste ano. A matéria de 2018 divulgada em grupos de WhatsApp era divulgada por usuários para denegrir as vacinas chinesas em contexto errado e manipulado.

A questão é que as vacinas mencionadas são/produzidas por empresas distintas. A CoronaVac é fabricada pela companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech.  E a mencionada no conteúdo (checado) de 2018 é a Changsheng Life Science – conforme a imagem verificada. Nenhuma empresa tem qualquer relação, muito menos as vacinas.

Em 2018, a empresa Changchun Changsheng foi indiciada pelo governo chinês pela fabricação de vacinas para tétano, difteria e poliomielite (paralisia infantil). Com fluídos misturados e expirados de validação e dados de produção falsos. No total, foram 250 mil o número de doses feitas pela Changsheng Life Science que já estavam sendo distribuídas. A empresa foi multada em 9,1 bilhões de yuans (moeda chinesa), aproximadamente R$ 6, 916 bilhões. Em 2019, a organização anunciou falência.

Em checagens recentes, a COAR citou os testes das vacinas chinesas e a segurança delas com base em informações coletadas nos sites da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A COAR aponta que o conteúdo foi divulgado recentemente pelo perfil “Médicos Pela Liberdade” no Twitter. A página conta com mais de 46 mil seguidores. O grupo formado por médicos da direita reafirma em seu perfil que luta “em prol das liberdades individuais e contra o totalitarismo disfarçado de ciência”. No entanto, existem várias publicações distorcidas sobre a vacina chinesa, principalmente sensacionalistas e com tom ácido sobre as publicações científicas.

Caso você receba mensagens com informações duvidosas, questione e não compartilhe. Entre em contato conosco por meio do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Marta Alencar e Danilo Kelvin

Referências da COAR:

G1
UOL 

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