COAMOS

Wellington Dias e outros 21 governadores se negaram a diminuir o preço dos combustíveis?

Circula nas redes sociais uma imagem destacando que 22 governadores brasileiros rejeitaram baixar o preço dos combustíveis. Na lista consta em destaque o chefe do executivo piauiense, Wellington Dias (PT).

Frentista abastecendo um caminhão em posto da gasolina no Rio de Janeiro (Foto: reprodução/Exame)

A legenda diz: “conheça os 22 governadores que rejeitaram baixar o preço dos combustíveis”. Logo acima é destacada a palavra “vergonha”. Depois de pesquisa feita pela nossa equipe, foi possível constatar que a imagem, sem as frases destacadas acima ou qualquer outra montagem, consta em uma matéria jornalística publicada, em 06 de fevereiro de 2020, no site Clic Oeste, do interior de Santa Catarina.

Foto: reprodução/internet

Ou seja, o assunto não é recente (portanto, a informação está fora de contexto); ganhou holofotes justamente em fevereiro de 2020 depois de provocação do presidente da República, Jair Bolsonaro. Via Twitter, no dia 02 daquele mês, ele criticou os gestores estaduais devido à não viabilização de uma redução nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias da Petrobras.

“Como regra, os governadores não admitem perder receita, mesmo que o preço do litro nas refinarias caia para R$ 0,50 o litro”, escreveu Bolsonaro na publicação. A crítica foi feita após reajuste realizado no preço dos combustíveis ainda no início do ano passado.

É fato que os gestores citados não entraram em acordo visando o reajuste no preço da gasolina, diesel e outros combustíveis, mas a informação contida na imagem analisada não é totalmente precisa. Vamos explicar logo abaixo o porquê.

Vários governadores rebateram o presidente da República por meio de carta conjunta. Comprometeram-se em promover a diminuição dos impostos que incidem nos combustíveis, para que fossem repassados a um preço menor ao consumidor final, desde que houvesse uma contrapartida por parte da União.

Os mandatários cobraram a organização de fóruns para o debate do assunto, além da realização de estudos técnicos. Destacaram, ainda na carta, que o governo federal “pode e deve imediatamente abrir mão das receitas de PIS, COFINS e CIDE, advindas de operações com combustíveis”. Ainda não houve diálogo com o Palácio do Planalto nesse sentido.

Só não assinaram o documento os governadores de Goiás, Rondônia, Acre e Tocantins.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da Coar:

Portal da revista Exame

Revista digital Valor Econômico

1 comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: