LOCKDOWN: OMS não condena isolamento total

Com mais de 290 mil mortes registradas por Covid-19 no Brasil, o volume de desinformações sobre o vírus cresce cada vez mais. Nesse cenário, desinformações já verificadas e contestadas por fact-checkers e jornalistas em 2020 voltam a circular novamente este ano. Uma delas está em destaque abaixo:

A informação distorce o posicionamento da OMS

Primeiramente, os conteúdos desinformativos utilizam a imagem do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom ao invés de David Nabarro, enviado especial da OMS, que concedeu uma entrevista para a revista britânica The Spectator, e onde apontou pontos positivos e negativos do lockdown.

A entrevista de David Nabarro, enviado especial da OMS foi distorcida e compartilhada por imagens, vídeos e textos nas redes sociais, principalmente no Facebook e WhatsaApp. Na verdade, Nabarro disse que o lockdown diminui a velocidade de contágio do vírus.

“Eu gostaria de afirmar novamente: nós, da Organização Mundial de Saúde, não defendemos o lockdown como o primeiro meio de controle do vírus. O único momento em que nós acreditamos que o lockdown é justificado é para ganhar tempo para reorganizar, reagrupar e rebalancear seus recursos; proteger seus profissionais de saúde que estão exaustos. Mas, em geral, nós preferimos não fazer isto”. Embora esteja ligado à OMS, David Nabarro não é um dos diretores da organização. Ele atua como enviado especial da OMS para assuntos relacionados à pandemia.

Dias após a entrevista de Nabarro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, reforçou que a entidade não condena o isolamento total e declarou:

Existem muitas ferramentas à nossa disposição: a OMS recomenda localização de casos, isolamento, testes, cuidado compassivo, rastreamento de contato, quarentena, distanciamento físico, higiene das mãos, máscaras, etiqueta respiratória, ventilação, evitar multidões e muito mais.  Reconhecemos que, em certos pontos, alguns países não tiveram escolha a não ser emitir pedidos de permanência em casa e outras medidas para ganhar tempo. Muitos países usaram esse tempo para desenvolver planos, treinar profissionais de saúde, colocar suprimentos, aumentar a capacidade de teste, reduzir o tempo de teste e melhorar o atendimento aos pacientes. A OMS espera que os países usem intervenções direcionadas onde e quando necessário, com base na situação local.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

The Spectator

Estadão Verifica

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s