Segundo dia do I Colóquio Nacional sobre o Clima tem mesas a respeito de desinformação nas plataformas digitais, desigualdade de gênero e desertos de notícias

Por Naiane Feitosa e Marta Alencar

Nesta quinta-feira (25/08), o segundo dia do “I Colóquio Nacional sobre o Clima: diálogos para pesquisas acadêmicas e cobertura jornalística” contou com três mesas incríveis: “A Luta contra a desinformação e a garantia da liberdade de expressão nas plataformas digitais”; “Desertos de notícias: mapeando fontes de informação no Brasil” e “Desigualdade de Gênero e Violência contra a Mulher”.

A terceira mesa do evento “A Luta contra a desinformação e a garantia da liberdade de expressão nas plataformas digitais” com Ana Regina Rêgo, coordenadora geral da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD); Ronaldo Henn, coordenador do grupo de pesquisa Laboratório de Investigação do Ciberacontecimento (LIC) e Rafael Grohmann, professor de Estudos Críticos de Plataformas e Dados da Universidade de Toronto. Assista a mesa completa aqui.

“Desinformação tem na sua composição elementos, como discurso de ódio e dados, que são utilizados estrategicamente para desentendimento político. A liberdade de expressão mal utilizada como elemento totalizador da vontade individual e em detrimento da vontade coletiva transforma-se em uma ferramenta auxiliar às ferramentas de construção do biopoder”, destacou Ana Regina Rêgo, professora e coordenadora geral da RNCD.

A quarta mesa do evento “Desigualdade de Gênero e Violência contra a Mulher” contou com as palestras de Maria Clara Aquino, pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e coordenadora do grupo de pesquisa Laboratório de Investigação do Ciberacontecimento (LIC). Pesquisadora do CNPq nível 2. E Ariene Susui, ativista indígena do povo Wapichana, da comunidade indígena Truaru da cabeceira, Terra Indígena Truaru, Estado de Roraima. E mestranda em Comunicação, Territorialidades e Saberes Amazônicos no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Roraima (PPGCOM-UFRR). Assista a mesa completa aqui.

“Medidas efetivas são importantes e necessárias para lidar com a falta de reconhecimento das pesquisadoras no cenário nacional, como trabalho em rede e a construção de coletivos ou parcerias para publicações. Através dessa construção de trabalhos, iremos buscar soluções, talvez mais consolidadas, para aumentar o reconhecimento e, principalmente, o financiamento de pesquisas protagonizadas por mulheres”, destacou a professora Maria Clara Aquino.

A quinta mesa “Desertos de notícias: mapeando fontes de informação no Brasil” foi composta por Francisco Belda, colíder de The Trust Project no Brasil e que cumpre atualmente seu segundo mandato como presidente do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (2019-2021, 2021-2023), entidade que mantém o Observatório da Imprensa; Sérgio Lüdtke, Jornalista, editor-chefe do Projeto Comprova. Atualmente, também coordena os cursos da Abraji e a equipe de pesquisadores do Atlas da Notícia no Projor; Marta Alencar, doutoranda em Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e fundadora da COAR (Startup Jornalística e Educativa de Debunking e de Fact-Checking no Nordeste), do Podcast E-COAR e do Projeto Educacional de Cursos Livres, COAR EDUCA. Assista a mesa completa aqui.

Em relação ao tema Desertos de notícias: mapeando fontes de informação no Brasil, o presidente do Projor, Francisco Belda, explanou a atuação do Atlas da Notícia nos últimos anos e diferenciou sobre desertos e quase desertos de notícias.

“Hoje, a cada dez municípios brasileiros, cinco não possui um veículo local. Temos aí uma população desassistida. Isso é muito preocupante, sobretudo em cenários eleitorais. Pois, sem jornalismo profissional, os cidadãos padecem por não terem um instrumento próximo de fiscalização do poder público”, ressaltou Francisco Belda.

Em seguida, Sérgio Lüdtke, jornalista, editor-chefe do Projeto Comprova, explanou sobre a atuação do Comprova no país, mencionando o empenho em atuar mais nas regiões Norte e Nordeste diante dos desertos de notícias.

“O Comprova funciona de forma colaborativa, com a atuação de jornalistas de diversos veículos. E atualmente, o Comprova tem se empenhado em parcerias com veículos de todas as regiões do país para prepará-los para as eleições estaduais deste ano”, concluiu Sérgio Lüdtke.

O I Colóquio Nacional sobre o Clima ocorre até sexta-feira, 26, de forma remota. O evento é uma realização da COAR.

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