Debate presidencial repercute com conteúdos imprecisos no Twitter sobre políticas públicas voltadas para mulheres

Por Marta Alencar e Leonardo Lima

Onde foram publicados? Twitter

No último domingo (28), o primeiro debate com os candidatos à presidência da República para as Eleições 2022, realizado por um pool formado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, TV Cultura, jornal Folha de S. Paulo e portal UOL, foi recheado de ataques aos adversários e frases marcantes, inclusive entre políticos e militantes no Twitter. Confira as principais publicações checadas pela COAR com base nas declarações dos presidenciáveis, relacionadas às políticas públicas ou violência contra as mulheres.

Um dos tuítes checados é referente a autoria da proposta de aumento do valor do auxílio emergencial durante a pandemia de Covid-19, publicado pela deputada federal e líder do PSOL na bancada federal, Sâmia Bomfim.

A COAR checou a informação e conferiu que a princípio o governo federal havia proposto o valor de R$ 200 como cota do benefício, mas, após negociações com o líder do governo na Câmara à época, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), o Executivo aceitou aumentar para R$ 600. Com isso, ficou aprovado no primeiro momento o pagamento do auxílio nesse valor a pessoas de baixa renda, por um período de três meses, sendo prorrogado posteriormente. A medida foi incluída pelo deputado Marcelo Aro (PP-MG) no Projeto de Lei 9236/17, de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).

Com relação à outra afirmação publicada por Sâmia Bomfim, de que o PSOL propôs o auxílio em dobro para mulheres chefes de família, checamos que o projeto com a proposta foi apresentado pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e outros parlamentares, e aprovado na Câmara com parecer da deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). Sendo assim, constatamos que procedem as informações relatadas pela parlamentar no Twitter.

Outro tuíte é de Leandro Ruschel, que se declara especialista em investimentos, empreendedor, escritor e articulista, que citou uma declaração da jornalista do UOL, Fabíola Cidral, ao formular um questionamento sobre investimento de políticas públicas voltadas para as mulheres:

“Eu vou fazer a terceira pergunta que é endereçada aos candidatos Felipe D’Avila e Jair Bolsonaro. E eu quero falar sobre mulheres também. Porque a cada dez minutos no Brasil uma mulher é estuprada. E a cada sete minutos uma mulher é vítima de feminicídio. É algo muito grave que acontece no nosso país, e a gente sabe que há uma queda nos investimentos de políticas públicas voltadas para as mulheres. […]”

O fato é que ao citar que “a cada sete minutos uma mulher é vítima de feminicídio”, a jornalista acabou se confundindo e errando a prospecção. Pois, na verdade, de acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que em 2021 uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 7 horas. O que significa que ao menos 3 mulheres são mortas por dia no Brasil pelo fato de serem mulheres. O ato falho da jornalista foi reportado pelo próprio UOL, que se retratou na seção Erratas do portal.

Referências da COAR

Portal da Câmara dos Deputados (1 e 2)

Fórum Brasileiro de Segurança Pública

UOL

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo WhatsAppTelegram ou pelo nosso email coarnews@gmail.com ou mesmo pelo Instagram (@coarnoticias).

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