Fora de contexto: Informação de que atleta Laurel Hubbard conquistou ouro nas Olimpíadas 2020

A atleta transgênero Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, ganhou os holofotes durante participação nesta edição das Olimpíadas. Mesmo enfrentando críticas, conseguiu o aval para disputar a competição de levantamento de peso, na categoria acima de 87kg, contra mulheres.

Antes mesmo da participação de Hubbard, surgiram, nas redes sociais, críticas justamente ao fato da atleta competir contra mulheres. Ela ficou de fora da disputa por medalhas, mesmo assim os ataques não pararam.

Uma das publicações, feita através do Facebook, dá a entender que a neozelandesa conquistou o topo do pódio nas Olimpíadas 2020. A parte que chama mais atenção é a imagem das halterofilistas que aparecem ao lado de Laurel, ambas com fisionomia de descontentamento, abrindo brecha para críticas sobre a suposta superioridade da atleta da Nova Zelândia.

O problema é que a informação está fora de contexto. Dá a entender que a neozelandesa foi superior às demais competidoras e levou o ouro no levantamento de peso justamente nas Olimpíadas do Japão, o que não aconteceu, como já destacado acima. “Tony Fox” é o perfil responsável pela publicação (feita no dia 02 de agosto deste ano).

A postagem já foi compartilhada 2,8 mil vezes e conta, atualmente, com mais de 400 comentários, a maioria desses criticando o fato de Laurel Hubbard, por ser transgênero, competir contra mulheres.

A imagem destacada diz respeito aos Jogos do Pacífico de 2019. Na oportunidade, como consta em matéria veiculada pelo Extra (portal de notícias brasileiro) em julho daquele ano, Laurel Hubbard conquistou dois ouros e uma medalha de prata em três categorias de peso-pesado (acima de 90kg).

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Escrito por: Wanderson Camêlo


LOCKDOWN: OMS não condena isolamento total

Com mais de 290 mil mortes registradas por Covid-19 no Brasil, o volume de desinformações sobre o vírus cresce cada vez mais. Nesse cenário, desinformações já verificadas e contestadas por fact-checkers e jornalistas em 2020 voltam a circular novamente este ano. Uma delas está em destaque abaixo:

A informação distorce o posicionamento da OMS

Primeiramente, os conteúdos desinformativos utilizam a imagem do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom ao invés de David Nabarro, enviado especial da OMS, que concedeu uma entrevista para a revista britânica The Spectator, e onde apontou pontos positivos e negativos do lockdown.

A entrevista de David Nabarro, enviado especial da OMS foi distorcida e compartilhada por imagens, vídeos e textos nas redes sociais, principalmente no Facebook e WhatsaApp. Na verdade, Nabarro disse que o lockdown diminui a velocidade de contágio do vírus.

“Eu gostaria de afirmar novamente: nós, da Organização Mundial de Saúde, não defendemos o lockdown como o primeiro meio de controle do vírus. O único momento em que nós acreditamos que o lockdown é justificado é para ganhar tempo para reorganizar, reagrupar e rebalancear seus recursos; proteger seus profissionais de saúde que estão exaustos. Mas, em geral, nós preferimos não fazer isto”. Embora esteja ligado à OMS, David Nabarro não é um dos diretores da organização. Ele atua como enviado especial da OMS para assuntos relacionados à pandemia.

Dias após a entrevista de Nabarro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, reforçou que a entidade não condena o isolamento total e declarou:

Existem muitas ferramentas à nossa disposição: a OMS recomenda localização de casos, isolamento, testes, cuidado compassivo, rastreamento de contato, quarentena, distanciamento físico, higiene das mãos, máscaras, etiqueta respiratória, ventilação, evitar multidões e muito mais.  Reconhecemos que, em certos pontos, alguns países não tiveram escolha a não ser emitir pedidos de permanência em casa e outras medidas para ganhar tempo. Muitos países usaram esse tempo para desenvolver planos, treinar profissionais de saúde, colocar suprimentos, aumentar a capacidade de teste, reduzir o tempo de teste e melhorar o atendimento aos pacientes. A OMS espera que os países usem intervenções direcionadas onde e quando necessário, com base na situação local.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

The Spectator

Estadão Verifica

VÍDEO de enfermeiro sobre morte de médico vacinado contra Covid-19 é fora de contexto e falso

Seguido por mais de 140 mil pessoas no Facebook, o enfermeiro de Cabo Frio, Anthony Ferrari Penza, que às vezes se intitula de médico em vídeo e nas redes sociais, é conhecido por divulgar informações imprecisas e distorcidas na internet, principalmente sobre Covid-19. A COAR já checou vários conteúdos propagados pelo enfermeiro. Um vídeo de 2020 do mesmo enfermeiro voltou a viralizar novamente nas redes sociais após o plano de vacinação contra a Covid-19 se iniciar no país.

No vídeo, o enfermeiro declara que o médico João Pedro Rodrigues Feitosa, voluntário no ensaio clínico da vacina de Oxford, foi “vítima da vacina” e faleceu em decorrência do imunizante. De acordo com o atestado de óbito do jovem, obtido pelo Comprova, ele faleceu em decorrência de uma pneumonia viral causada pela covid-19.

Brasileiros são cobaias de vacinas da China e Inglaterra? COAMOS vídeo de  enfermeiro – COAR
Enfermeiro de Cabo Frio, Anthony Ferrari Penza

Em contato com sites de fact-checking e jornalistas, a farmacêutica AstraZeneca afirmou que não poderia divulgar informações sobre os voluntários, pois as informações sobre qualquer voluntário são tratadas em sigilo. Tanto a farmacêutica quanto a Universidade de Oxford, parceiras na produção da vacina, se recusaram a confirmar se Feitosa recebeu o placebo ou a vacina na época. Porém fontes ligadas ao estudo, confirmam que o médico recebeu apenas placebo – e não a vacina propriamente dita. Ou seja, a morte de Feitosa não tem relação direta com a vacina em testes no Brasil e sim foi em decorrência de complicações da Covid-19.

Caso você receba mensagens com informações duvidosas, questione e não compartilhe. Entre em contato conosco por meio do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Projeto Comprova

Estadão

Grupos de WhatsApp informam que Ciro Nogueira novamente espalha outdoors em apoio a Lula

O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, e também alinhado ao governo de Jairo Bolsonaro (sem partido), tem seu nome envolvido novamente em uma imagem ao lado do ex-presidente Lula (PT). A imagem de fato é verdadeira, no entanto vem sendo utilizada fora de contexto e espalhada como se fosse atual por alguns perfis nas redes sociais e grupos de WhatsApp.

Imagem é fora de contexto e divulgada nas eleições de 2018

A imagem em questão é de 2018 quando Ciro Nogueira espalhou diversos outdoors com a sua imagem ao lado ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, na disputa pelo Senado Federal. Na época em entrevista a TV Cidade Verde, Ciro disse que seguiria com o Lula até o fim. Mesmo o ex-presidente ter sido preso em 7 de abril de 2018 após ter sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP). Convém informar que Lula foi solto após 580 dias preso. Todavia, a parceria com Lula chegou ao fim e o senador atualmente apoia o presidente Jairo Bolsonaro (sem partido) e é o principal nome da oposição ao governador Wellington Dias (PT). 

Convém recordar que em 2013, o parlamentar defendeu a formalização de uma coligação inédita no plano nacional com o PT em apoio a reeleição da presidente Dilma Rousseff. O PP e o PT já estiveram juntos em disputas regionais, mas nunca tiveram para o Palácio do Planalto, essa foi a primeira vez. Já em 2014, o senador progressista esteve ao lado de Lula para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff em vários eventos do partido petista. Na época, Dilma conseguiu vencer a disputa com mais de 54 milhões de votos.

Portal Cidade Luz – Ciro Nogueira acredita que Lula em ministério  reaglutina base de Dilma
O senador Ciro Nogueira apoiou a eleição, reeleição e também o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)

No entanto em 2016, o partido de Ciro decidiu votar a favor da continuidade do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que iniciou em 2015 e encerrou em 31 de agosto de 2016. E mesmo tendo votado a favor do impeachment, o senador Ciro Nogueira chegou declarar em diversas entrevistas que a parceria com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), continuaria.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Senado Federal

Correio Braziliense

Uol

TV Cidade Verde

Eleições nos EUA: Imagem de Guga Chacra chorando ao vivo está fora de contexto

A cobertura das eleições norte-americanas está gerando memes e sátiras, principalmente desinformativos. Um deles foi um vídeo em que Guga Chacra, jornalista da Globo News, chora ao vivo. A gravação é de participação no programa Manhattan Connection de março deste ano. O vídeo usado fora de contexto nas redes sociais é referente a um episódio em que Guga comentava as previsões sobre os impactos do novo coronavírus. No Twitter e em outras redes sociais, utilizaram a imagem manipulada do jornalista para afirmarem que o choro era uma reação a uma possível reeleição de Donald Trump nas eleições americanas. O Estadão Verifica foi um dos primeiros a desmentir e classificar o vídeo como fora de contexto.

Apoiadores de Donald Trump no Brasil continuam usando imagens desde ontem (4) do comentarista da GloboNews emocionado em coberturas anteriores para insinuar que o jornalista teria ficado triste com a vitória do presidente americano em estados onde Joe Biden poderia ser competitivo, como a Flórida e o Texas.

O jornalista comentou no Twitter a repercussão do assunto e desmentiu o vídeo fora de contexto

Ainda ontem (4), o jornalista Guga Chacra declarou que vai processar quem tirou cenas suas de contexto para informar que ele ficou emocionado com a apuração dos votos das eleições americanas.

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Estadão Verifica

Uol