Uma a cada 55 mil crianças chegam a óbito no Brasil devido à Covid-19?

No Twitter, usuários de Teresina, Minas Gerais e outros estados alegam que apenas uma a cada 55 mil crianças, de 0 a 12 anos, chegam a óbito no Brasil devido à Covid-19. Esses usuários criticam ainda o isolamento social e solicitam o retorno das aulas presenciais em plena pandemia.

Para defender esses dados, um internauta de Minas Gerais baseou os seus argumentos em duas imagens. A primeira imagem (apresentação em slides) classifica a faixa etária, porcentagem de infectados por Covid-19, probabilidade de morte, taxa de morte pela doença e aumento da probabilidade de óbito. A segunda imagem contida na publicação possui uma tabela parecida com a primeira e indica que foi elaborada por um estudo espanhol sobre o desenvolvimento de anticorpos em uma determinada população afetada pelo coronavírus. Porém, a fonte da pesquisa não é citada. A COAR esclarece que o conteúdo é falso, pois não consta em sites de pesquisas ou órgãos de saúde.

O link da pesquisa abaixo da primeira tabela encaminha para um site norte-americano sobre previdência social. Esse site apresenta uma tabela diferente daquela compartilhada no Twitter. Já os dados são referentes à expectativa de vida baseados no ano de 2017 (quando o novo coronavírus ainda não existia). A mesma plataforma ainda notifica os leitores de maneira aleatória e suspeita para pesquisas não associadas a ele.

Pesquisas como a realizada pelo Massachusetts General Hospital (instituição afiliada à Harvard) e pelo hospital infantil Mass General concluíram que as crianças carregam uma carga viral do novo coronavírus muito mais alta em suas vias aéreas, se comparado com adultos hospitalizados em UTIs.

No Brasil já foram registradas pelo menos 341 mortes entre crianças de 0 a 5 anos pelo novo coronavírus. Já a faixa etária de 6 a 19 anos somam 347 mortes pela doença, segundo os dados epidemiológicos divulgados no mais recente boletim do Ministério da Saúde, que consolida dados de 02 a 08 de agosto – ou seja, ainda não traz os números atualizados dos últimos 10 dias.

Entretanto, alguns estados planejam datas para o retorno do ensino presencial, tanto público como privado. Amazonas, Maranhão e Distrito Federal estão permitindo a retomada parcial das atividades escolares.Nesse sentido, há inconformações por parte de professores, pais e alunos. O governo do Maranhão autorizou a reabertura apenas para escolas particulares e municipais. Em Manaus, as escolas particulares retornaram as aulas desde o dia 6 de julho. No Distrito Federal, as aulas devem acontecer de forma gradual a partir do dia 31 de agosto.

Comparativo de óbitos de crianças devido à dengue ou Covid-19 em Teresina

Averiguamos também que a mesma questão é debatida por alguns usuários teresinenses nas redes sociais, que fizeram comparativo de crianças que morrem por dengue, Covid-19 ou Influenza A (gripe H1N1).

Usuário em Teresina critica decisão do prefeito Firmino Filho a partir de um comparativo equivocado.

A partir de informações oficiais da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a COAR simulou essas expectativas com o público infantil de Teresina e fez um comparativo com dados de crianças que morreram por causa da dengue ou de Covid-19, entre janeiro a agosto de 2020.

O órgão informou que desde janeiro de 2019 até o fechamento desta matéria, nenhuma criança com menos de 13 anos morreu de Covid-19, dengue ou Influenza A (gripe H1N1). A COAR também entrou em contato com o médico infectologista, Carlos Henrique Nery Costa. O médico explica que os sintomas da Covid-19 são mais leves em crianças. Porém, pode haver um alto nível de transmissibilidade entre elas caso estejam em um ambiente fechado. Nesse sentido, o vírus pode ser repassado para os adultos (seja para professores ou pais). Podemos interligar esse ambiente fechado a locais como escolas.

Com base em informações cedidas pela Secretaria Municipal de Educação de Teresina (SEMEC), os alunos estão aprendendo pelo regime de atividades pedagógicas não presenciais, por meio de aulas online, transmissão de atividades em 5 canais de TV e através de distribuição de atividades impressas para aqueles que não possuem acesso às demais plataformas. São 85 mil alunos incluídos na educação infantil e fundamental de Teresina.

A partir disso, é notável que os estudantes em retorno para as escolas poderiam não apenas se infectarem com muita facilidade, mas transmitirem o vírus para adultos com doenças preexistentes.

Quanto às instituições federais, o Ministério da Educação (MEC) autorizou apenas o ensino a distância até o fim de 2020 e publicou um protocolo de biossegurança para retorno das atividades que devem ocorrer de modo gradual e obedecer os seguintes critérios sanitários:

. Desinfecção frequente da escola;

. Organizar tendas de desinfecção para a comunidade acadêmica;

. Uso de máscaras;

. Grupos menores de alunos dentro da sala de aula;

. Distanciamento de pelo menos 1 a 1,5 metros entre as pessoas;

. Horários diferentes de entrada e saída;

. Afastamento de professores incluídos no grupo de risco.

Em caso de qualquer dúvida, você pode entrar em contato com a nossa equipe pelo WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Maria Luísa Araújo e Marta Alencar

Referências da COAR:

Texto compartilhado no Twitter: 1 e 2

Site norte-americano de seguro social

MEC anuncia protocolo para volta às aulas em institutos federais

G1

Protocolo de Biossegurança para retorno das atividades nas Instituições Federais de Ensino

Estudo americano

VERIFICAMOS: Eficácia de Hidroxicloroquina, zinco e azitromicina para curar Covid-19

Um vídeo da declaração da médica africana, Stella Immanuel, tem gerado controvérsias e discussões na internet. A médica garante que 350 pacientes foram curados por meio da combinação dos fármacos: hidroxicloroquina, zinco e azitromicina. Stella tem formação pela Universidade de Calabar, na Nigéria, e dirige uma clínica em Houston, nos Estados Unidos.

Embora a declaração seja de uma médica, a informação é considerada falsa. Existem vários estudos sobre o assunto, inclusive um desenvolvido pelo projeto Recovery, ensaio clínico do Reino Unido, que testou a hidroxicloroquina em 1.542 pacientes com Covid-19, escolhidos aleatoriamente. Entretanto, o medicamento não colaborou para a recuperação dos participantes. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que não há medicamento ou vacina capaz de curar a doença ainda.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), chegou a divulgar a declaração da médica em seu Twitter com 84 milhões de seguidores, na segunda-feira (27). Entretanto, a publicação foi excluída por possuir “informações falsas de tratamento ou cura para a Covid-19”.

A divulgação na rede social foi removida

Outras publicações também estão sendo excluídas no YouTube, Facebook e Instagram — como ocorreu no Instagram da cantora Madonna, que acabou deletando a postagem.

No Brasil, o conteúdo foi disseminado por vários apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que acreditam na eficácia desses medicamentos e defendem o uso dos mesmos.

Caso você receba mensagens com informações duvidosas, questione e não compartilhe. Entre em contato conosco através do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Publicado por: Maria Luísa Araújo

Edição: Marta Alencar

Referências:

Compartilhamentos do vídeo no Twitter ( 1 e 2)

Compartilhamentos do vídeo no Instagram (1, 2 e 3)

Conselho Médico do Texas

Site da OMS

Pesquisa Francesa sobre as consequências da hidroxicloroquina junto à azitromicina, como tratamento antiviral para COVID-19 em humanos

https://www.recoverytrial.net/news/statement-from-the-chief-investigators-of-the-randomised-evaluation-of-covid-19-therapy-recovery-trial-on-hydroxychloroquine-5-june-2020-no-clinical-benefit-from-use-of-hydroxychloroquine-in-hospitalised-patients-with-covid-19

Tratamento retal anunciado pelo prefeito de Itajaí não é eficaz

Em meio a diversas tentativas de busca por uma cura para o novo coronavírus, o que repercutiu nesta terça-feira (4) foi o anúncio feito pelo prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastone. O gestor disse que pretende adotar a Ozonioterapia para cuidar de pacientes infectados pela covid-19. Em uma live, transmitida pelo Facebook da prefeitura na segunda-feira (3), Morastone explica que será oferecido o ozônio, em uma aplicação via retal, simples e rápida. No entanto, a COAR informa que o tratamento indicado pelo prefeito não é eficaz.

Filiado ao MDB, Morastoni também é médico. Segundo reportagem publicada no Uol, ele graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná e fez pós-graduação em Pediatria e em Saúde Pública.

Na live, o administrador municipal chegou a declarar:

“Vamos oferecer o ozônio. É uma aplicação simples, rápida, de 2,3 minutinhos por dia. Provavelmente vai ser uma aplicação via retal, que é uma aplicação tranquilíssima, rapidíssima de dois minutos. Num catéter fininho, e isso dá um resultado excelente. Vamos, em breve, estar implantando isso também. E a pessoa tem que fazer durante 10 dias seguidos. São dez sessões de ozônio.”

O ozônio é usado como terapia complementar e trata mais de 250 patologias, inclusive patologias estéticas. O ozônio tem um poder de cicatrização excelente. Mas não é um tratamento definitivo para a Covid-19.

O prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastone, já passou outros tratamentos, sem eficácia comprovada, para o novo coronavírus. A ivermectina foi um dos medicamentos distribuídos em Itajarí, no mês de julho.  A prefeitura também tentou hemopatia e cloroquina como tratamento para a covid-19. Todos sem eficácia comprovada.

Perfil do prefeito

A OMS (Organização Mundial de Saúde) já alertou, diversas vezes, que ainda não existem tratamentos eficazes contra o novo coronavírus. “até o momento, não há vacinas ou medicamentos específicos para a COVID-19. Os tratamentos estão sendo investigados e serão testados por meio de estudos clínicos.” Organização Mundial da Saúde.

Em caso de qualquer dúvida você pode entrar em contato com nossa equipe pelo WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias que verificaremos para você.

Escrito por: Naiane Feitosa e Jackelany Vasconcelos

Edição: Marta Alencar

Referências:

Site UOL

Site G1

Teresina é uma das capitais com menor transparência orçamentária?

Recentemente, o vereador Dudu (PT-PI) compartilhou no Instagram uma denúncia feita ao Ministério Público Eleitoral contra a deputada estadual Lucy Soares (PP-PI) e o pré-candidato à prefeitura da capital piauiense Kléber Montezuma (PSDB-PI). O principal argumento utilizado pelo petista foi abuso de poder econômico de ambos e coação de servidor público para realizar campanhas através de conselhos escolares.

Em uma sessão plenária na Câmara Municipal de Teresina, no dia 22 de julho, o parlamentar declarou que os gastos da Prefeitura não são transparentes. O áudio do vereador acabou sendo compartilhado em vários grupos no WhatsApp. Na gravação, ele cita os rankings elaborados pela ONG Contas Abertas, que indicariam que o executivo teresinense vem perdendo credibilidade por conta da pouca transparência na prestação de contas envolvendo o uso do dinheiro público.

A COAR verificou que a Associação Contas Abertas, fundada em 2005, realiza rankings sobre a transparência orçamentaria de estados, capitais e municípios. No entanto, o último levantamento elaborado por ela é de 2014. Por isso, a declaração do vereador é imprecisa. Não há rankings recentes feitos pelo site Contas Abertas capazes de comprovar que a capital piauiense vem diminuindo sua credibilidade em informar os verdadeiros gastos efetivados.

A COAR entrou em contato com o fundador e secretário-geral da Contas Abertas, Gil Castello Branco, que fez o seguinte esclarecimento: “Este ranking é o mais recente. Desde 2014, a transparência avançou muito. Se a Contas Abertas for fazer um novo ranking haveriam diversos novos parâmetros para ser considerados”.

Em 2010, o índice de transparência destacou apenas os estados brasileiros. Na época o Piauí encontrava-se em último lugar

No ranking de 2012, o Piauí chegou a 24º posição.

No último índice de transparência realizado pela associação em 2014, Teresina encontra-se no 22º lugar da tabela

Outras iniciativas semelhantes foram elaboradas pela ONG Transparência Internacional e pela Plataforma Custo Piauí. O fundador desta última empresa, André Portela, opinou sobre o ocorrido:

“O vereador utilizou um ranking antigo para transparecer a realidade atual. No entanto, podemos confirmar que a transparência da prefeitura de Teresina, principalmente em relação aos gastos com a pandemia estão distantes do aceitável. Toda vez que é realizado uma compra ou despesa, a prefeitura deve esclarecer isso aos órgãos de controle que é o Tribunal de Contas do Estado (TCE – PI). Ficamos tristes em saber que a prefeitura se nega a obedecer a lei e prestar contas. O vereador Dudu fala que a prefeitura não tem transparência, eu entendo que é dever da Câmara Municipal fiscalizar a transparência, mas a própria Câmara no qual Dudu faz parte não presta contas com a sociedade piauiense. A Câmara Municipal de Teresina é uma “mini caixa preta”. A gente tem aproximadamente cinco ações na justiça juntamente com pedidos administrativos para ter acesso às contas da Câmara”.

André Portela também fala sobre a denúncia que a Custo Piauí realizou ao TCE–PI contra a omissão da prefeitura de Teresina em apresentar os contratos de despesas públicas para combater a Covid-19:

“O gestor tem 3 dias após a despesa para cumprir a obrigação de prestar contas no Sistema Contratos Web no Tribunal de Contas e a prefeitura não fez isso. Justamente por esse motivo que a Custo Piauí analisou que mais de 40 milhões de reais foram utilizados no combate à Covid-19, mas não foram registrados. Isso ocorreu em abril. Vimos que há despesas na compra de respiradores no valor de 8 milhões de reais. Entretanto, não sabemos a quantidade desses respiradores, onde foram comprados, para onde foram enviados, como serão utilizados e qual o valor por unidade para fazer a comparação com outros estados. Após isso, o TCE-PI notificou todas as prefeituras para prestar contas não só a da capital, mas as do interior que não estão cumprindo com a legislação vigente”.

Durante a pandemia do novo coronavírus, a ONG Transparência Internacional também publicou o ranking dos estados e capitais brasileiras que divulgam de forma mais transparente as informações sobre contratações emergenciais feitas em resposta à pandemia da Covid-19.

Neste ranking, o Piauí está em 24º lugar

A Ong considera critérios do Guia de Recomendações para Transparência de Contratações Emergenciais em Resposta à Covid-19, produzido pela entidade junto do Tribunal de Contas da União.

Caso você tenha dúvida sobre alguma informação, entre em contato conosco através do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Maria Luísa Araújo e Wanderson Camêlo

Edição: Marta Alencar

Referências:

Câmara Municipal de Teresina SESSÃO ORDINÁRIA Nº 43 e Nº 44 –

Contas Abertas- Ranking transparência 2010

 Contas Abertas- Ranking transparência 2012

Contas Abertas- Ranking transparência 2014

ONG Transparencia Internacional- Ranking de transparência em contratações emergenciais

 

VERIFICAMOS: Informação de que 80% da população é imune à Covid-19

Voltou a circular na internet, a informação de que 80% da população é imune à Covid-19. A COAR verificou a informação e constatou que é falsa. Pois, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não há estudos suficientes sobre o novo coronavírus para confirmar quem pode ter imunidade sobre a doença ou não.

Um dos perfis que ajudou a disseminar essa desinformação foi o do investidor e empresário brasileiro, Winston Ling, que tem 81,9K de seguidores no Twitter. Ele fez várias publicações com base nos dados de uma matéria da Frontliner. Eis o primeiro dos tweets:

O tweet publicado por Winston Ling em junho

Uma das bases teóricas para a matéria publicada no Frontliner é o estudo Targets of T Cell Responses to SARS-CoV-2 Coronavirus in Humans with COVID-19 Disease and Unexposed Individuals, publicado em meados de maio na revista científica Cell, da Elsevier. Nele é sugerido que entre 40% e 60% das pessoas não expostas ao Covid-19 têm resistência devido à imunidade adquirida por terem tido contato com outros tipos de coronavírus. O estudo basicamente pegou o sangue de alguns doadores que havia sido doado entre 2015 e 2018 e o expôs ao novo vírus.

As células sanguíneas, após serem expostas, apresentaram uma reação ligada ao sistema imune do corpo. Especula-se que, devido ao contato que os doadores possam ter tido com algum tipo de coronavírus, o sangue tenha desenvolvido uma proteção ao Covid-19. A hipótese não é infundada. É provável que o contato anterior com alguns tipos mais leves de coronavírus tenham feito aquelas células desenvolverem uma certa defesa ao Covid-19, porém isso ainda não foi plenamente confirmado e ainda trata-se de uma hipótese.

Diante de tantas polêmicas e discussões sobre o assunto, a COAR entrevistou o médico infectologista, Carlos Henrique Nery Costa, que explica sobre o estudo publicado na revista Cell.

“O que a pesquisa publicada na revista Cell do Instituto La Jolla, na Califórnia, mostrou foi que uma proporção daquela específica e limitada população tinha imunidade. Chamamos isso do tipo celular não detectada por anticorpos para outros coronavírus. E a partir daí vem toda uma série de especulações sobre o quanto essa imunidade existiria nas diversas populações globais.” 

O infectologista alertou que os números citados no estudo não devem ser levados em conta. A informação, porém, não quer dizer que assintomáticos não transmitam à Covid-19 adiante de forma alguma.

É importante ressaltar que o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, veio a público, no dia 10 de junho, confirmar isso (o que foi dito anteriormente), alertando sobre a necessidade de mais estudos sobre o tema para confirmar algo de fato.

Em caso de qualquer dúvida você pode entrar em contato com nossa equipe pelo WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias que verificaremos para você.

Por: Jackelany Vasconcelos e Guilherme Cronemberger

Edição: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

  1. Site Exame
  2. Site Frontliner (link 1, link 2)
  3. Site Relevante News
  4. Site Cell
  5. Independent Stage
  6. Site Galileu
  7. Site Saúde Abril
  8. Site Uol

VERIFICAMOS: Imagem do resultado da votação de deputados federais piauienses sobre FUNDEB

Uma imagem sobre a votação da Proposta de Emenda Constitucional, que fixa o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), circulou nos últimos dias. A COAR analisou a imagem, que antecipou como os deputados federais piauienses teriam voltado na sessão, realizada na última terça-feira (21).

Montagem divulgada pelo site Na Pressão (Foto: reprodução)

Algumas pessoas acabaram entendendo que os dados apresentados eram definitivos. Porém, essa é uma interpretação equivocada. Na própria imagem contendo informações falsas, o usuário nota um link do site “Na Pressão”. O site, como o nome já sugere, tem como objetivo pressionar políticos a mudarem de postura após informar aos cidadãos como eles (os políticos) estão pensando em votar algo.

É possível identificar no conteúdo, três deputados piauienses apontados como contrários ao FUNDEB, quatro indecisos e três que supostamente seriam a favor. Isso era a previsão da votação durante a campanha no “Na Pressão”, porém, não foi isso que ocorreu na prática. A verdade é que todos os 10 deputados piauienses estiveram presentes na sessão e votaram a favor da PEC.

Contudo há alguns pequenos equívocos na montagem dissipada e algumas observações precisam ser feitas sobre as informações que constam lá, como: 1° – Paes Landim é apenas suplente, o outro deputado piauiense (que completa os 10 representantes) é o Capitão Fábio Abreu (PL-PI). 2º – Na imagem o Paes Landim aparece ligado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), porém, ele é do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). 3º – Outro que está associado a um partido diferente é o Júlio César. Lá o parlamentar é destacado como sendo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), contudo, ele é do Partido Social Democrático (PSD).

Votação dos governadores?

A COAR também explica outra imagem, que vem circulando nas redes sobre os governadores não terem assinado a favor do FUNDEB. Pessoas não muito inteiradas na política podem pensar que os gestores estaduais (citados na imagem) votaram contra o Fundo. No entanto, eles não têm poder de voto nessa questão. Como a frase está mal explicada, e isso pode gerar interpretações equivocadas.

Montagem divulgada pelo site Na Pressão (Foto: reprodução/Na Pressão)

O que esses sete governadores possuem em comum é não terem colocado seus nomes na carta feita e assinada pelos outros 20 governadores do Brasil. A carta foi publicada na segunda-feira (20) e é relacionada ao FUNDEB. Seu conteúdo é, basicamente, uma pressão ao legislativo para que mantenham o texto apresentado pela deputada Federal Professora Dorinha, em substituição à PEC 15/2015. No fim, sendo o texto aprovado ou não, os governadores não terão participado diretamente disso pois, como já foi dito, não possuem poder de voto na Câmara nem no Senado.

A equipe da COAR reforça que em caso de dúvidas você pode entrar em contato com o WhatsApp: (86) 99517- 9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Guilherme Cronemberger

Edição: Wanderson Camêlo

As referências:

Site Câmara dos Deputados (link 1, link 2, link 3)
Portal Folha de São Paulo
Portal G1
Site Na Pressão
Portal Correio Braziliense
Site Brasil de Fato
Portal Rede Brasil Atual

VERIFICAMOS: Distribuição de kits Covid-19 da Unimed

Uma informação de que a Unimed, filial em Santa Catarina, vem distribuindo “Kits Covid-19” viralizou no Twitter. O conteúdo informa que o tal Kit conta com medicamentos, como hidroxicloroquina, ivermectina, vitamina D, zinco quelado, além de uma orientação sobre como usar a medicação de maneira preventiva. A COAR constatou que a informação é verdadeira, embora com algumas ressalvas.

O kit é distribuído pela unidade, no entanto, a empresa esclareceu que o coquetel com hidroxicloroquina, ivermectina, vitamina D, e Zinco quelado, não é recomendado a toda a população (como fica subentendido na descrição de algumas postagens), e que a intenção do kit é, especificamente, evitar que médicos contraiam o vírus Sars- Cov-2 (transmissor da Covid-19). Destacou também que a receita é enviada apenas aos profissionais que efetivaram exames para comprovar possíveis reações indesejáveis.

O estabelecimento se posicionou sobre o assunto através do Twitter oficial da Unimed Brasil.

A utilização não é compulsória e o kit foi entregue a profissionais da linha de frente com orientações. Também foram realizados exames para excluir doenças que possam ser agravadas pelo uso da profilaxia. A Unimed orienta suas cooperativas a seguirem as diretrizes previstas pelas associações e sociedades de especialidades médicas brasileiras, além dos protocolos aprovados pela OMS.

Pelo princípio cooperativista, as cooperativas têm autonomia para desenvolver e executar as ações que julgarem pertinentes às suas necessidades, bem como os médicos que as compõem têm autonomia para indicar tratamentos e procedimentos de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina.”

De fato, a ética médica diz que cada profissional tem autonomia para prescrever a receita que julgar mais eficaz. Outra, não há um medicamento ideal contra o novo coronavírus. O Ministério da Saúde recomenda o coquetel de dois medicamentos associados à azitromicina: a cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina ao tratamento precoce da doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, o acesso desses fármacos só é possível por meio de prescrição médica e da assinatura do paciente no Termo de Ciência e Consentimento.

A equipe da COAR reforça que em caso de dúvidas você pode entrar em contato com o WhatsApp: (86) 995179773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Maria Luísa Araújo

Edição: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

  1. Perfil no Twitter Unimed Brasil
  2. Perfil no Twitter Medicina em Debate

Consumo de alimentos alcalinos ajuda o organismo a combater coronavírus?

A COAR recebeu uma imagem que relaciona a COVID-19 ao potencial hidrogeniônico (pH) do organismo humano. O conteúdo que está sendo repassado nas redes sociais mostra que o consumo de alimentos alcalinos, ou seja, com pH alto pode blindar a saúde e combater o novo coronavírus. Entretanto, a informação é falsa.

Apesar de não haver comprovações científicas, as informações destacam que o vírus não adere-se a organismos que possua o pH maior que 5,5. Para isso, a ilustração recomenda o consumo de frutas alcalinas apresentando uma tabela de alimentos como o limão, abacate, laranja, manga, alho, tangerina e abacaxi.

A mensagem sugere que a informação seja compartilhada.

A COAR entrevistou o médico infectologista Kelson Veras. Ele esclarece que a entrada do Sars-CoV-2 ocorre na mucosa do trato respiratório e não pelo estômago. O clínico geral também destaca que o pH do sistema respiratório é imutável.

“O pH do trato respiratório é mantido entre 7,35 a 7,45 por uma série de mecanismos reguladores inatos ao nosso organismo. O que comemos não altera o pH de nossas células. Por outro lado, a ingestão de alimentos em quantidade normal também é incapaz de manter uma alteração do pH gástrico por todo o dia. Ademais, mesmo que fosse possível, não seria saudável, pois o pH do estômago é mantido em um nível ideal para permitir a digestão das proteínas, substâncias fundamentais para a manutenção de nossos músculos e da resposta imunológica”.

Além disso, o site do Ministério da Saúde também explica que alimentos alcalinos não evitam a COVID-19 e que até o momento, não há medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Para a devida prevenção é necessário basicamente:

–  Lavar as mãos frequentemente, com água e sabão;

– Higienizar as mãos com álcool em gel 70%;

– Cobrir o nariz e boca com lenço ou braço quando tossir ou espirrar;

– Evitar contato próximo com pessoas que possuam sintomas parecidos com os da gripe;

 – Permanecer em casa;

– Evite tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Não compartilhar objetos pessoais (como talheres, toalhas, pratos e copos);

– Manter os ambientes ventilados.

Assim como o Ministério da Saúde analisa as Fake News em seu site, a COAR verifica informações duvidosas através do WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias). Qualquer dúvida entre em contato com nossa equipe.

Escrito Por: Maria Luísa Araújo

Edição: Daniel Silva

Referências da COAR:

  1. Site do Ministério da Saúde

ENGANOSO cadastro para receber cesta básica do Governo Federal

A COAR recebeu uma mensagem no WhatsApp sobre um suposto programa do Governo Federal chamado “Prato Cheio”, onde após um cadastro, o usuário receberia uma cesta básica gratuita. Cesta básica de graça sempre é bom, principalmente durante essa crise do coronavírus, que vem afetando milhares de famílias brasileiras. Contudo, verificamos que as informações dessa corrente são enganosas.

Enganoso cadastro de cesta básica

Há sim, um programa chamado Prato Cheio. Porém, ele foi criado pelo governo do Distrito Federal e só funciona por lá e o governo Federal não está envolvido. As informações não são apenas imprecisas, pois o erro não está apenas no fato de terem colocado o Executivo Federal. Mas há outros erros:


1º- Link falso: Na mensagem dizia que o cadastro para o tal programa deveria ser feito acessando o link e isso não é verdade. A COAR verificou que o cadastro para os moradores do Distrito Federal que se enquadram no auxílio deve ser feito no site do Banco de Brasília (BRB). Quanto ao site da mensagem desde hoje já está fora do ar, mas antes o link levava a um site falso, onde o usuário colocaria suas informações, que seriam furtadas por golpistas.


2º- Não é cesta básica: O programa do Distrito Federal não dá cestas básicas. O verdadeiro programa é voltado para a compra de alimentos em estabelecimentos conveniados e os cadastrados recebem R$ 250,00.


A COAR alerta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Guilherme Cronemberger

Referências:

  1. Site Metrópoles