VALE GÁS SOCIAL: É VERDADEIRO, mas não é do Governo Federal. Confira

Frequentemente existem boatos sobre Vale Gás. A COAR já checou vários conteúdos sobre o mesmo assunto. A COAR informa que existiu sim o Vale Gás Social no Ceará no ano de 2020 para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade diante da pandemia. Mas até o momento não foi prorrogado para o ano de 2021. E alerta que as informações contidas na mensagem abaixo são falsas e o link informado também.

Vale Gás Social 2021 informado nesse link é falso

Por volta de 200 mil famílias em situação de vulnerabilidade social validaram seus tíquetes em 2020 no Ceará e fizeram a recarga de seus botijões. Os vales gás foram distribuídos em três lotes, tendo como base a quantidade de beneficiários por município (o total de beneficiários divido por três). Para os beneficiários que receberem o vale gás no primeiro e segundo lote, o prazo para a troca foi até o dia 31/07/2020; e para os que receberem no terceiro lote, até ́o dia 30/08/2020. A validade foi impressa no tiquete.

A COAR entrou em contato com a assessoria do Governo do Ceará que informou que a a prorrogação do Vale Gás Social no estado ainda não foi renovada.

A assessoria do Governo confirmou que o programa foi lançado no ano passado e ainda não foi renovado em 2021

1) Quais foram critérios utilizados para seleção dos beneficiários?
• Famílias beneficiárias do Cartão Mais Infância Ceará;
• Famílias beneficiárias no Programa Bolsa Família, com renda per capita igual ou inferior a R$ 89,34 (para o cálculo dessa per capita considera-se a inclusão do valor do BF);
• Famílias com jovens em situação de vulnerabilidade social, inscritos no Programa Superação.

2) Como foram selecionadas as famílias beneficiadas?
O recorte das famílias beneficiadas foi realizado pelo IPECE e teve como referência:
– a folha de pagamento do Programa Bolsa Família do mês de abril/2020,
– a listagem das famílias atendidas pelo Cartão Mais Infância Ceará e,
– a listagem de jovens assistidos pelo Programa Superação.

COAR alerta que quem clica e se inscreve neste FALSO CADASTRO repassa dados pessoais, como números do CPF e RG, endereço e telefone para golpistas.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referência da COAR:

Governo do Ceará

Inscrições gratuitas! O Webinário “Desinformação no Nordeste” apresenta mesas temáticas e pesquisadores convidados

Mais da metade dos municípios brasileiros são desertos de notícia conforme levantamento realizado pelo Atlas da Notícia, idealizado pelo Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo). Dentre as regiões no país que lidam com esses desertos, o Nordeste é um dos que mais enfrenta desafios e adversidades quanto à cobertura jornalista, principalmente de qualidade.

Diante disso, a ULEPICC-Brasil (Capítulo Brasil da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura) e a COAR (1º projeto independente de fact-checking no Piauí) lançam de 6 a 9 de outubro de 2020, o Webinário “Desinformação no Nordeste: Desafios e oportunidades para o jornalismo”. O evento é totalmente gratuito e exibido na Plataforma Google Meet.

Para a abertura do evento será promovida a Aula Inaugural dia 6 de outubro, às 19h, e apresentada por Carlos Eduardo Franciscato (Currículo Lattes), que é pós-doutor em Comunicação e professor titular da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A partir do dia 7, o Webinário contará com mesas temáticas promovidas por pesquisadores e representantes de entidades do jornalismo regional e nacional. Para os interessados, as inscrições poderão ser realizadas no link disponível.

As mesas estão divididas por temas:

1 – O cenário do acesso à informação no Nordeste: desafios e oportunidades

Sem meios oficiais confiáveis para se informar, nordestinos que convivem com desertos de notícias podem ficam mais suscetíveis a acreditarem em boatos, que muitas vezes não são verdadeiros. Diante cenário desafiador, o Webinário apresenta no dia 7 de outubro, a partir das 16h, a mesa composta pelos seguintes pesquisadores:

Janaine Aires: Doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É líder do EPA! – Grupo de Pesquisa em Economia Política do Audiovisual. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Cristiane Portela: Doutora em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Piauí (PPGCOM/UFPI). Confira mais o Currículo Lattes da palestrante.

– Anderson Santos: Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Presidente do Capítulo Brasil da União Latina da Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc- Brasil). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

2 –O que é desinformação? E o impacto das plataformas digitais na cobertura jornalística de qualidade

A diretora do First Draft (instituto ligado à Universidade de Harvard), Claire Wardle, afirma que o termo fake news não dar conta de explicar a complexidade da desordem informacional na atualidade. Por isso, a diretora prefere utilizar o termo desinformação. Mas, o que é desinformação de fato? E como as plataformas digitais vêm ampliando a desinformação no cenário atual. Na oportunidade será apresentado o projeto Nujoc Checagem da Universidade Federal do Piauí. O Webinário será dia 7 de outubro, às 19h.

– Ana Regina Rêgo: Pós-doutora em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ(2020). Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação (NUJOC) e do Projeto Memória do Jornalismo. A professora também é coordenadora do Projeto Nujoc Checagem. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Jonas Valente: Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Coordenador do grupo de trabalho sobre indústrias midiáticas do capítulo brasileiro da União Latina da Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (Ulepicc-Brasil).Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Juliana Teixeira: Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior (Covilhã/Portugal). Líder do grupo de pesquisa Jornalismo, Inovação e Igualdade (JOII). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

3– Regulando desinformação e fakenews no Nordeste

No Brasil, há regulamentações vigentes que tratam especificamente sobre a internet, entre elas: o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD ou LGPDP). Mas neste cenário predominante de desinformação, é preciso criar mais leis? E como criar leis que não firam a liberdade e a privacidade? Todos esses pontos serão discutidos no Webinário no dia 8 de outubro, a partir das 16h, a mesa contará com os seguintes pesquisadores:

– Rodrigo Vieira: Professor de Direito Público da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró (UFERSA). Vice-Coordenador do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (PPGD/UFERSA). Pesquisador-Líder do DigiCult (Estudos e Pesquisas em Direito Digital e Direitos Culturais). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Helena Martins:Doutora em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB). Docente (Adjunta-A) na Universidade Federal do Ceará (UFC)e integrante do Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação Social). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Raquel Saraiva: Doutoranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).Presidenta e fundadora do IP.rec (Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Heloísa Massaro: Mestranda em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP). Coordenadora de pesquisa na área de Informação e Política no InternetLab. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

4 – Os discursos de ódio e a desinformação

Neste cenário repleto de informações fraudulentas, há também os desertos de notícias e os discursos de ódio que distanciam a população da liberdade de expressão e dos meios democráticos. Então, o que pode ser feito? E o que vem sendo feito no Nordeste para minimizar o volume dessas atrocidades? Essa aula ocorrerá no dia 8 de outubro, a partir das 19h, e contará com uma mesa formada pelos seguintes pesquisadores:

– José Maria da Silva Monteiro Filho: Doutor em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Tem experiência na área de Ciência da Computação com ênfase em Banco de Dados e Engenharia de Software. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Paulo Fernando: Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Professor Associado II da Universidade Federal do Piauí, coordenador do Grupo de Pesquisa Jornalismo e Discursos (JORDIS) e diretor da Rádio Universitária desde 2013. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Pedro Jorge Chaves Mourão: Doutorando em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).Pesquisador do Laboratório Grupo de Estudos da Conjuntura e das Ideias Políticas (GECIP-UECE) e do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (LEPEM-UFC). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Francisco Mesquita: Doutor em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professor no Departamento de Ciências Sociais, nos programas de pós-graduação em Sociologia e gestão pública da UFPI. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Francisco Laerte: Doutor em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

5 – Pesquisas acadêmicas sobre desinformação

No dia 9, a partir das 16h, a mesa abordará pesquisas focadas sobre o tema desinformação.

– Sônia Maria: Mestra em História do Brasil e graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, ambas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).Docente efetiva, pesquisadora e extensionista do Curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí.Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Carlos Figueiredo: Doutor em Sociologia e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Realizou pesquisa de pós-doutorado sobre coletivos de mídias a partir da interdisciplinaridade entre as Teorias dos Movimentos Sociais e a Economia Política da Comunicação. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Thiago Freire Gomes: Mestrando em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (Poscom/UFBA). Pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital – ICTD.DD. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

6 – Fact-checking: ascensão na cobertura política do Nordeste

A crise do jornalismo hoje, atinge principalmente a credibilidade transmitida pelos conglomerados da mídia. Neste cenário de descrédito com os meios tradicionais, o fact-checking vêm ganhando destaque na cobertura jornalística, principalmente em pleitos eleitorais.Diante dessa realidade, o Webinário apresenta no dia 9 de outubro, a partir das 19h, a mesa composta pelos seguintes pesquisadores:

– Alice de Souza: Mestre em Indústrias Criativas, pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com dissertação sobre automatização de checagem de fatos. Atua como jornalista, coordenadora editorial do projeto Confere.ai no Jornal do Commercio e colaboradora do Projeto Comprova. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Francisco Rolfsen Belda: Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (USP). Presidente do Projor, coordenador acadêmico do Projeto Credibilidade e professor do curso de jornalismo e do programa de pós-graduação em mídia e tecnologia da Unesp.  Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Carla Risso:Pós doutora pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).O projeto realizado no pós-doutorado foi o projeto “À sombra da (Des)informação: a proliferação de mensagens enganosas em períodos eleitorais Brasil/Portugal”. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Marta Alencar: Mestranda em Comunicação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Especialista em Gestão de Marketing Digital e graduada em Comunicação Social. Fundadora da COAR, primeiro projeto independente de Fact-Checking do Piauí. Associada da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

Vídeo de motociclistas de Rondônia cruzando Cânion do Rio Poti

Com quase sete milhões de visualizações, o vídeo de uma expedição em um Cânion chamou a atenção de milhares de internautas no início deste mês. Na gravação com belíssimas paisagens, muitas pessoas acreditaram serem do Cânion do Rio Poti, que fica localizado na divisa entre os estados do Piauí e Ceará e conta com uma extensão de mais de 570 Km. A COAR então entrou em campo para verificar a veracidade do vídeo e a conclusão foi: o vídeo está fora de contexto

O vídeo teve mais de seis milhões de visualizações

O verdadeiro cânion registrado nas gravações fica no Peru, país sul-americano, que faz divisa com o norte do Brasil, e se chama Cânion Uchco. Quem começou a desatar essa grande confusão foi o geógrafo e guia turístico piauiense Augusto Junior Vasconcelos.

Usuários confundiram a imagem do Cânion no Peru com o do Piauí

No dia 23 de junho, Vasconcelos publicou uma mensagem no Facebook, explicando aos usuários, que houve confusão na citação do local apresentado no vídeo em grupos de WhatsApp:

O guia turístico Augusto Vasconcelos esclareceu a confusão do vídeo

A COAR entrou em contato com o guia, que há quase duas décadas realiza a travessia no local. Para a COAR, Augusto apontou as principais diferenças visíveis com o vídeo em questão. O especialista explicou que o cânion Uchco no Peru possui uma formação rochosa advinda de montanhas da Cordilheira dos Andes (localizada no extremo leste do continente sul-americano). Já a superfície piauiense não possui uma cadeia de montanhas, sendo composta por planaltos, planícies e depressões.

Além dos aspectos geológicos, outro fator importante verificado pela COAR é a mobilidade. O Cânion do Uchco, localizado entre os distritos de Alis e Tomas na Província de Yauyos, possui 120 km de estrada asfaltada que permite o passeio de moto. Já o Cânion do Poti não possui estrada asfaltada.

A estrada existente é de terra e serve apenas para chegar até o ponto de embarque, onde é preciso trocar o meio de transporte terrestre por um barco, que servirá pelo resto do passeio.

A importância disto? O vídeo foi gravado em um passeio de moto por um local asfaltado e não dentro de um barco. Por falar em moto, a empresa que gravou e divulgou o vídeo é a Tagino Adventure, companhia de Rondônia especializada em excursões de motociclismo pelos cinco continentes. A gravação da empresa foi feita em uma excursão de 14 dias pelo Peru, em maio de 2019.

Em entrevista para a COAR, João Tagino, tour-líder da companhia, afirmou que já visitou o Piauí quinze vezes. “Iremos levar em breve muitas pessoas para o Piauí em uma excursão bacana e repleta de novidades”, disse. João planeja visitar o Piauí novamente em uma excursão em novembro deste ano. E assim conhecer o Cânion do Rio Poti.

A excursão faz parte da Expedição Sertões Gaia, um evento que está marcado para os dias 5 e 16 de novembro. Tal evento rodará o sertão brasileiro, passando por locais como o estado do Piauí. 

O vídeo original do percurso no Cânion do Peru

A equipe da COAR reforça que em caso de dúvidas você pode entrar em contato com o WhatsApp: (86) 99517- 9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Publicado por: Guilherme Cronomberger, Isaac Haron e Marta Alencar

Referências da COAR:

  1. Perfil no Facebook Augusto Junior Vasconcelos
  2. Perfil no Facebook da agência Tagino Adventure Tour
  3. Site da Tagino Adventure Tour
  4. Site G1