FALSO: Vídeo da queda de avião de Marília Mendonça e toda sua equipe

No momento em que o país inteiro está devastado com a morte da cantora Marília Mendonça, de 26 anos, e mais quatro pessoas na tarde desta sexta-feira (5) após a queda de um avião de pequeno porte perto de uma cachoeira na serra de Caratinga, interior de Minas Gerais, um suposto vídeo da queda do avião é divulgado por alguns sites de notícias e nas redes sociais, inclusive no WhatApp e TikTok.

No entanto, a COAR fez uma busca reversa das imagens, verificou e analisou que as imagens não representam o momento da queda do avião. As imagens divulgadas em massa, principalmente em grupos de WhatsApp, são referentes há um acidente de 2012, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

O Fato ou Fake já havia apurado essa informação e outra que tratava sobre um áudio mentiroso que circula nas redes sociais, que supostamente revelaria as últimas palavras de piloto do avião da cantora. O que não é verdade. A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso email coarnews@gmail.com ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

G1

Educação no combate à desinformação

Opinião

Teorias conspiratórias e informações negacionistas sobre a pandemia de Covid-19 se alastram rapidamente nas redes sociais, formando bolhas desinformativas que viralizam e incitam dúvidas e questionamentos sobre a ciência e ataques à imprensa por grupos extremistas. Em 2020, o cenário desinformativo expandiu nas eleições municipais do país e também promoveu uma onda de conteúdos verdadeiros sendo divulgados fora de contexto para difamar ou denegrir a imagem de adversários políticos. Diante disso, como é possível lidar ou encontrar respostas para combater ou diminuir os efeitos da desinformação no Brasil e no mundo?

341 projetos de verificação ou fact-checking existem/atuam no mundo conforme o último censo do Duke Reporter´s Lab, lançado em 3 de junho de 2021. Apesar da ascensão desses projetos de checagem para frear as fake news, grupos ou usuários que leem ou compartilham a checagem representam um percentual pequeno diante das páginas e grupos que espalham desinformação. Um relatório “Desinformação, mídia social e Covid-19 no Brasil: relatório, resultados e estratégias de Combate” realizado pelos grupos de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais da Universidade Federal de Pelotas juntamente com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O documento apresentou que de um total de 4256 páginas e grupos que compartilharam desinformação no Facebook, apenas 10% dos grupos compartilharam a checagem. Ainda segundo o relatório, grupos politicamente radicais ou altamente ideologizados tendem a proteger as suas crenças através da negação de fatos ou de evidências contrárias. Ou seja, tendem a repudiar o trabalho de verificação feito por agências de fact-checking ou por organizações jornalísticas.


Em 2020, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP)e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançaram a pesquisa “Desinformação On-line e Eleições no Brasil: a circulação de links sobre desconfiança no sistema eleitoral brasileiro no Facebook e no YouTube (2014-2020)”, em que apresenta dados inéditos sobre a circulação de textos e vídeos nas plataformas, com desinformação que tem como alvo a Justiça Eleitoral e as Eleições de forma geral. O estudo se baseou em um corpus de 1.426.687 posts publicados no Facebook, YouTube e Twitter entre os dias 1 e 30 de novembro, período que compreende as eleições municipais de 2020 no Brasil.

Entre os conteúdos observados e analisados:fraude nas urnas, vulnerabilidade das urnas eletrônicas, farsa e manipulação eleitoral, defesa aguda do voto impresso etc. Dentre os principais resultados da pesquisa, o debate sobre voto impresso foi apontado como mobilizado em todas as principais narrativas ocorridas no período analisado de 30 dias, com destaque para a desconfiança na segurança, na transparência e na integridade dos sistemas do TSE. Esses dados revelam o quanto conteúdos com teor negacionista e que promovem desconfiança às instituições públicas e entidades geram confusão e ruídos nas redes sociais.

Para a pós-doutora em comunicação, Pollyana Ferrari e a doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, Margareth Boarini, o negacionismo não só é antigo como se vale de um espectro bastante abrangente, valendo-se, na grande maioria dos casos, do discurso de poder, passando de Galileu a Holocausto, até a crise climática, vacinas e pandemia da Covid-19, entre outros temas. As pesquisadoras refletem que é preciso não apenas empregar as ferramentas tecnológicas mais modernas e eficazes, mas de trabalhar a educação permanente, a quem os especialistas denominam de life long learning, e o exercício do pensamento crítico.

A educação é, sem dúvidas, uma das ferramentas essenciais para combater a desinformação nesse cenário, inclusive o negacionismo, as teorias conspiratórias e o discurso de ódio. Como dizia o saudoso escritor Machado de Assis: “Quem mal lêmal ouvemal falamal vê. … De fato, quem mal lêmal ouvemal falamal vê.”, mas é preciso expandir ou incentivar um pensamento crítico e analítico de cada um, que rompa bolhas desinformativas e partidárias, onde a verdade dos fatos e o respeito pela divergência de opiniões prevaleçam.

Texto: Marta Alencar

Paolla Oliveira não declarou que prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito

A desinformação envolvendo o nome da atriz global, Paolla Oliveira, embora tenha sido desmentida por várias sites de fact-checking e de jornalismo, continua a circular em grupos de WhatsApp e no Twitter. A desinformação envolve uma suposta declaração dela, ligando atrizes da TV Globo com prostituição.

Paolla Oliveira desmente a desinformação

Segundo a atriz, seu nome foi citado como se ela tivesse dito que “a prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito”.

“Está circulando uma MENTIRA (famosa FAKE NEWS) por aí, de um site que eu nunca ouvi falar, sendo compartilhada sobre uma suposta declaração que eu NUNCA DEI à revista Caras. Nunca existiu”, disse a atriz no post em seu perfil oficial no Instagram.

“É MENTIRA e é tão ÓBVIO que é mentira. Primeiro que você nunca vai encontrar essa declaração minha falando sobre esse assunto, porque eu simplesmente nunca diria isso, envolvendo uma empresa e outras colegas e profissionais, inclusive. Não tem sentido. Pode jogar palavra por palavra no Google e não encontrará NADA, além da mentira plantada”, continua Paolla.

A COAR averigou vários perfis de usuários e bots no Twitter citando a Paolla Oliveira à desinformação sobre prostituição, inclusive fazendo piadas e comentários maldosos contra a atriz. Abaixo um exemplo disso:

Perfil no Twitter faz comentário maldoso contra a atriz

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso email coarnews@gmail.com ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Instagram da Paolla Oliveira

COAR EDUCA lança dois cursos de Produção e Edição de Podcast em parceria com Malamanhadas

Mais uma parceria de sucesso! A Produtora de podcasts no Nordeste, Malamanhadas, idealizada por quatro mulheres incríveis, oferta dois cursos em parceria com o COAR EDUCA: Como Fazer Podcast e Edição de Áudio. Os cursos serão realizados nos dias 30 e 31 de outubro e ministrados pelas professoras:

Jade Araújo – Jornalista, podcaster, produtora e editora de áudio

Aldenora Cavalcante – Jornalista, co-fundadora do Malamanhadas Produtora, podcaster e produtora

Ananda Omati – Jornalista, idealizadora do Malamanhadas Produtora, podcaster e editora de áudio

O Curso de Extensão Como Fazer Podcast terá 3h de duração e custa o investimento de R$ 60. Já o curso Edição de Áudio também com 3h de duração terá o investimento de apenas R$ 80. Os dois cursos custarão R$ 100.

Se você quer fazer sua inscrição basta preencher o Formulário e enviar o comprovante para o email coarnews@gmail.com.

FALSA: Mensagem “Wellington Dias não comprou vacinas contra Covid-19”

É verdade que o governador Wellington Dias (PT) não agilizou a compra de vacinas contra o novo coronavírus para o Piauí? A informação (abaixo) mostra uma imagem do petista, com a bandeira do Brasil ao fundo, e as seguintes informações:

“Governo Federal: 2.176.820 doses [de vacinas contra a Covid-19] enviadas para o Piauí pelo Ministério da Saúde. Zero [vacinas] compradas pelo Wellington Dias”, diz o texto da montagem, dissipada no Facebook.

MENSAGEM IMPRECISA

O site do Ministério da Saúde mostra que atualmente o número de vacinas enviadas ao estado é de 3.085.180, ou seja, ultrapassou já o contingente destacado na imagem checada, o que mostra que a mesma não é recente.

E o governador Wellington Dias, ele realmente não agilizou a compra de nenhum imunizante? Falso. Ainda este mês o Piauí negociou, por meio do Instituto Butantã, a compra de 500 mil doses da vacina chinesa Coronavac. A informação foi confirmada pelo chefe do executivo piauiense no último dia 13. A entrega deve acontecer já no próximo mês de setembro.

Wellington, antes, tentou viabilizar, através do Consórcio de Governadores do Nordeste, a compra de imunizantes russos contra a doença, mas esbarrou em uma série de condicionantes impostos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A volta atrás foi anunciada no dia 05 deste mês. Era prevista a compra de 37 milhões de doses da Sputnik V, a serem distribuídas entre todos os estados do Nordeste.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Referências da COAR:

Ministério da Saúde

Portal Cidade Verde

CONTEÚDO IMPOSTOR: Mensagem forja assinatura do Grupo Unimed para repassar informações falsas sobre variante Delta

Uma mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp que supostamente teria a assinatura do “Grupo Unimed” faz um falso alerta sobre a variante Delta da Covid-19. De acordo com o texto, a variante não apresenta: sintomas de tosse e nem febre, “mas articulações muito doloridas, dor de cabeça, dor no pescoço e na parte superior das costas, fraqueza geral, perda de apetite e pneumonia”, alerta a mensagem.

Mensagem Falsa

A COAR verificou que o conteúdo compartilhado é falso. A Unimed não compartilhou nenhuma mensagem assinada como “Grupo Unimed” e ainda com informações imprecisas. Em comunicado oficial, a Unimed esclarece que o Sistema Unimed” somente se pronuncia por intermédio dos canais oficiais de comunicação, promovendo o acesso a informações seguras e confiáveis”, informou.

No mesmo comunicado a Unimed também apresentou informações a respeito da variante Delta, explicadas pelo infectologista Alexandre Naime, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).  A variante Delta tem como principal característica a sua alta transmissibilidade. Em relação à cepa original do vírus, a variante é 97% mais transmissível, conforme estudo do King’s College London.

“De acordo com essa pesquisa, publicada há um mês, os sintomas de quem tem a variante delta são mais tênues, com menos ocorrência de tosse e dor no corpo. Em pacientes mais jovens, os sintomas se assemelham a um resfriado, com menos perda de olfato e paladar”, explicou.

A flexibilização de medidas restritivas e a redução da imunização é um dos fatores para o agravamento e a propagação da variante Delta. Especialistas alertam que é necessário acelerar a vacinação e a população continuar com os mesmos cuidados desde o início da pandemia: evitar aglomerações, distanciamento social de no mínimo um metro, uso de máscara e lavagem das mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel 70%.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Sistema Unimed

Metrópoles

BBC Brasil

E-COAR entrevista Malamanhadas

Ouvir e produzir podcast já é uma realidade no Piauí, e as nossas convidadas que vivem o o formato no dia a dia: Aldenora Cavalcante —jornalista, co-fundadora da Malamanhadas Produtora, podcaster e produtora —, e Jade Araújo — jornalista, roteirista, produtora e editora de áudio —, nos contam sobre os bastidores do formato midiático na realidade piauiense.

Confira:

ANÁLISE COAR: Teorias conspiratórias e sem fundamento sobre voto impresso

O atual presidente da República, Jair Bolsonaro, insiste duvidar do sistema eleitoral vigente no país. Uma das últimas declarações do mandatário sobre o assunto foi divulgada através do canal Migalhas no YouTube e gerou, aliás, discussões entre internautas.

Na gravação Bolsonaro puxa coro para a aprovação da PEC que institui o voto impresso já para os próximos pleitos e ameaça até uma intervenção caso o Congresso não valide a proposta. De acordo com o chefe do executivo federal, o voto impresso “é uma maneira de termos uma eleição limpa”.

“É uma maneira de termos uma eleição limpa, se não tivermos, vamos ter problemas para no ano que vem; eu estou me antecipando a problemas no ano que vem… Como está aí, a fraude está escancarada”, disse o mandatário.

O presidente também faz um sério ataque ao Supremo Tribunal Federal: “Existe uma articulação de três ministro do Supremo para não ter o voto auditável”, e outro direcionado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tiraram o Lula da cadeia, tornaram ele elegível para ele ser presidente na fraude. E isso não vai acontecer”, acrescentou Jair Bolsonaro.

Mas, afinal, o que tem de verdade em todas essas declarações? Vamos às análises.

Não há nada que comprove a fragilidade do sistema de votação através de urnas eletrônicas. O modelo foi implantado há 25 anos no Brasil.

“É um processo seguro, é um processo auditável, tanto que hoje nós não tivemos nenhuma notícia com nada comprovando qualquer tipo de fraude na urna eletrônica ou qualquer equipamento associado a ela”, disse Anderson Lima, secretário de Tecnologia da Informação do TER-PI, em entrevista à rádio Teresina FM nesta segunda-feira (26).

Também não há informações que levantem suspeitas sobre a articulação de três ministros do STF, como destacou o presidente, para barrar a instituição do voto impresso ou auditável.

E sobre Lula, realmente ele foi solto para viabilizar sua candidatura à presidência da República em 2022? Não existe nada que comprove o fato, ou seja, não passa de uma suposição. Jair Bolsonaro não apresentou, durante a entrevista, provas comprovando a veracidade das declarações.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR

COAMOS: Rodrigo Pacheco (DEM -MG) acatou projeto de voto impresso?

O voto impresso é defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e alguns aliados, e questionado por outros políticos, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre eles, o presidente do órgão, Luís Roberto Barroso.

Algumas das informações a respeito do tema podem ser imprecisas ou falsas. Uma delas, COADA por nossa equipe, afirma que o presidente do Senado acatou o projeto de voto impresso e que uma consulta pública teria sido aberta no site da Casa.

A nossa equipe analisou o conteúdo recebido para verificar a veracidade das informações apresentadas na mensagem  e constatamos que ela é falsa. Pacheco não acatou o projeto de voto impresso, como destaca a mensagem. O presidente não possui poder para decidir isso sozinho. Além disso, há diversas versões da mesma mensagem encontradas na internet e algumas com alterações no texto.

O canal de checagem de fatos do Senado, Senado Verifica, também já desmentiu o conteúdo e apontou algumas informações como imprecisas, como a enquete trazida pela mensagem. Na verdade, ela é uma ideia legislativa apresentada em 2018 que pede “voto impresso em 100% das urnas” para ser analisada pelos senadores, e que foi transformada em sugestão após 20 mil apoios.

Ainda com relação a enquete, de acordo com o Senado, ela deve antes ser votada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Se for aprovada pelos senadores, terá andamento como projeto de lei e seguirá os procedimentos previstos no processo legislativo. Após votação no Senado ainda terá que ser analisada pela Câmara dos Deputados e, se aprovada, poderá ser encaminhada à sanção presidencial para ser transformada em lei.  

Em algumas versões da mesma mensagem, o texto pede para que as pessoas votem o quanto antes, pois a votação está perto de ser encerrada, o que não é verdade. A enquete permanece em aberto até o final da tramitação. 

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Senado Verifica

CNN Brasil

Correio Braziliense

COAMOS: José Dirceu faz chantagem com ministro do STF, Luís Roberto Barroso?

Em meio há diversas mensagens em notícias no período atual, é preciso cuidado com o que se recebe e lê. Recebemos no WhatsApp uma mensagem com tom alarmista e erros de português dando uma notícia sobre a reunião do presidente Jair Bolsonaro com o diretor da CIA, e que José Dirceu estaria articulando no exterior “R$ 5 milhões” para deputados e senadores votarem contra a medida que estabelece o voto impresso ou auditável, já para as eleições de 2022.

Como já destacamos logo no início dessa checagem, a mensagem apresenta tom alarmista e erros de português, isso são sinais de que pode ser um texto desinformativo. Além disso, não foram divulgadas informações sobre o que foi tratado durante a reunião entre o presidente e o diretor da CIA, William Joseph Burns, que ocorreu no dia 1 de julho. No mais, informações indicam que a maioria dos políticos são contra a medida, o que não faz sentido pagar para que os mesmos votem contra.

Casos envolvendo Barroso e Moraes

A mensagem ainda destaca outras informações que não são comprovadamente verdadeiras, como a da chantagem de Dirceu a Barroso. O boato teria começado a se espalhar na internet após um tweet de Bolsonaro, sobre uma chantagem feita a um juiz estava fazendo com que a autoridade levantasse processos contra o presidente e os seus filhos. O presidente não deu nomes, de quem é o juiz e quem é a pessoa por trás da chantagem, apenas se dirigiu ao chantagista usando o nome fictício de “Daniel”. 

Os nomes de Barroso e Dirceu sequer aparecem na postagem, mas só isso foi o suficiente para os bolsonaristas começarem a supor que seriam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-ministro. Tudo isso ligando a fatos passados já desmentidos por agências de fact-checking e sites de notícias. 

O boato nasceu de um texto atribuído a “João Macedo Costa – Jornalista Político”, que não existe. Barroso teria um “apartamento de luxo” em Miami, custeado pelo médium João de Deus, onde viveria “sua vida miserável de bissexual”. Barroso teria se encontrado com adolescentes “agenciados” por João de Deus e que José Dirceu, sabendo disso, teria gravado alguns encontros e chantageado o ministro. Falso.

Outro nome que a mensagem também apresenta é o de Alexandre de Moraes, o caso apresentado também é falso. O boato vem de uma foto manipulada que mostra presidiários da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) com uma faixa em apoio à indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal. Na faixa da fotografia original, do fotógrafo Alex Silva (Estadão Conteúdo), que supostamente estava escrito o nome de Moraes, aparece a frase: “Contra a opressão”.  Ou seja, também é falso.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Carta Capital

Fórum

O Hoje

G1