Médica argentina declara que o país agora é da China? COAMOS posts que alertam que país argentino está sob comando dos chineses

É comum encontrarmos mensagens e postagens com discursos de ódio e desinformação que declaram que o vírus SARS-CoV-2 da COVID-19 foi criado em laboratório da China ou que a vacina chinesa Coronavac não tem eficácia comprovada ou que a China está dominando o mundo e espalhando o comunismo na pandemia. É realmente fácil encontrar esses conteúdos no Twitter, Instagram e em grupos de WhatsApp. Um dos que repercutiram bastante em 2020 e ainda se espalha em pleno 2021 é uma postagem de uma médica argentina que lamenta sobre a pandemia e alerta que a Argentina é agora da China.

O primeiro ponto que chama atenção na mensagem divulgada desde o ano passado é que a médica citada em questão não é identificada. O segundo ponto é que a mensagem informa que a China já instalou uma base militar chinesa no país e que nem a Polícia Argentina pode entrar na própria Argentina, o que distorcem os fatos reais. É importante informar que a China construiu um aparato de 450 toneladas, com um imenso disco voltado ao céu (a peça central de uma estação de controle de satélites e de missões especiais construída pelas Forças Armadas chinesas), ao custo de US$ 50 milhões. A China assim como os Estados Unidos tem interesses comerciais na América Latina, então desde 2015 a China vem expandindo fortemente seu comércio na região e ajudando a resgatar governos em crise.

É verdade sim que cerca de 60.000 PMEs (Pequenas e Médias empresas) fecharam na Argentina durante a pandemia em 2020. Além disso, o novo presidente da Argentina é Alberto Fernández que faz parte da coalizão de esquerda Frente de Todos. Após um mandato de Macri, que é um político de centro direita e não de esquerda, os argentinos optaram por voltar ao kirchnerismo, que governou o país por mais de uma década, de 2003 a 2015.

A mensagem ainda alerta que a Argentina não existe mais e que agora é da China, o que não é verdade. Vários sites de fact-checking já haviam desmentindo no início do ano de 2020 outra mensagem semelhante a essa:

A ARGENTINA Não existe mais!! Agora é China. O COMUNISMO chinês conseguiu o que tanto sonhara! Mas o sonho de consumo da maldita China é o Brasil, o nosso BRASIL brasileiro… Argentina já era, quebraram quase todas as Empresas, o governo vai ser dono de tudo,…

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Agência Brasil

Folha

COAMOS: China não registrou novo surto da Covid-19 e não teve vacinação?

Desde o surgimento do novo coronavírus, na cidade de Wuhan, a China sofre ataques desmedidos; muitas das vezes relacionando teorias da conspiração do tipo: “o coronavírus foi criado intencionalmente em laboratório pelos chineses para abalar a economia do restante do mundo”.

Já checamos várias informações responsabilizando a China pela pandemia e outras tantas que põem em cheque a segurança da vacina desenvolvida por laboratórios do país para combater a doença. Nossa equipe checou mais uma dessas mensagens em tom de ataque ao país asiático.

Na informação, dissipada em grupos de WhatsApp, o autor (não identificado), faz os seguintes questionamentos: “nada de vacinação; nada de segunda onda? Qual o segredo? ”.

Foto: reprodução/WhatsApp

A resposta para a primeira pergunta está em reportagem publicada no portal Diário do Nordeste no dia 11 de setembro.

“Sinopharm, laboratório da China que desenvolve duas vacinas candidatas contra a Covid-19, já aplicou as fórmulas em centenas de milhares de pessoas no país asiático, ainda que durante a fase de testes. Outra companhia chinesa, a Sinovac Biotech, que testa sua vacina candidata no Brasil, já imunizou 3 mil pessoas. Os contemplados seriam funcionários da empresa e seus familiares, incluindo o presidente do laboratório”, diz trecho do texto.

A segunda onda de infecção pelo novo coronavírus na China também existiu. O fato foi registrado em maio deste ano, praticamente no início da pandemia aqui no Brasil, e foi registrado em matérias jornalísticas publicadas por portais do mundo todo.

Casos de reincidência da doença foram registrados primeiramente nas províncias de Heilongjiang e Jilin, Nordeste do país asiático.

Também houve registro de um novo surto da Covid-19 na província de Sichuan no início deste mês. Devido a isso, o governo chinês adotou medida de caráter urgente para imunizar 2 milhões de pessoas que pertencem ao grupo de risco da região.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

Portal UOL

Revista Super Interessante

COAMOS: Posts distorcem informações sobre vacina e poderio histórico da China

É comum encontrarmos na internet conteúdos que distorcem sobre a eficácia ou os testes das vacinas de Covid-19. Um recente divulgado em grupos de WhatsApp informa que o governo chinês preferiu usar a vacina da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca ao invés daquelas que estão sendo produzidas no próprio país. A informação não procede, pois um acordo feito pelo laboratório privado chinês Shenzhen Kangtai, em 6 de agosto, prevê a produção de ao menos 100 milhões de doses experimentais da vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford. Todavia, imunizantes chineses estão sendo testados e aplicados também no próprio país, como o da Sinovac. Além disso, a China já aplica o imunizante Coronavac em regime emergencial, enquanto Indonésia e Turquia anunciaram que começarão a imunização neste mês. Chile já tem acordo para a compra de 20 milhões de doses.

Post falso e com informações distorcidas

O imunizante também está sendo desenvolvido no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan, que é ligado ao governo paulista. Em coletiva no dia 10 de dezembro, o governador João Doria confirmou o início da produção da vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus. Conforme informações do Butantan, a capacidade de envase diário planejado para a vacina é entre 600 mil a um milhão de doses. O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, 40 milhões de doses da vacina deverão ser produzidos no local.

Post em tom terrorista e confuso sobre a China

Outro post distorce mais uma vez a informação de que o governo chinês utiliza o vírus  SARS-CoV-2 para destruir nações e se fortalecer economicamente. O post com tom alarmista ainda compara a China ao governo de Adolf Hitlerna Segunda Guerra Mundial. É importante citar que Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, declarou que um grupo de especialistas internacionais realizou uma primeira reunião virtual com chineses, para investigar mais sobre o vírus no mundo. Em 5 de novembro, a OMS discretamente divulgou detalhes sobre sua missão em parceria com a China, descrita como um estudo global sobre as origens do SARS-CoV-2.

Além dessas informações distorcidas, outra bastante anunciada em grupos de WhatsApp informava que o vírus foi criado em um laboratório da China. A COAR checou por diversas vezes conteúdos que pregavam isso. No entanto, é muito improvável que esse vírus tenha sido gerado em laboratório. E também não é possível dizer de onde um vírus vem até a OMS relevar com base nessa pesquisa citada em parágrafo acima.

Leia mais: Covid-19 não é nome de vírus. É um plano internacional de controle e redução da população em 2020?

VACINA chinesa contra Covid-19 reduzirá a população mundial e mudará código genético? COAMOS conteúdo desinformativo na internet

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Butantan

National Geographic Brasil

Uol

Brasileiros são cobaias de vacinas da China e Inglaterra? COAMOS vídeo de enfermeiro

Seguido por mais de 70 mil pessoas no Facebook e com quase dois mil inscritos no Youtube, o enfermeiro de Cabo Frio, Anthony Ferrari Penza, que permite às vezes ser chamado de médico em vídeo e nas redes sociais, é conhecido por divulgar informações imprecisas e distorcidas na internet, principalmente sobre Covid-19.

Foto/Reprodução: Youtube (2020)

“Não estou fazendo apologia as pessoas a não se vacinarem. Mas estou defendendo por uma vacina eficaz. Existem três vacinas que estão sendo fabricadas e vindo para o nosso país: China, Oxford e Rússia. A vacina mais rápida criada no mundo demorou dez anos para ser fabricada e comprovada sua eficácia… Os brasileiros estão sendo feitos de cobaias… O coronavírus não é vírus letal como se prega por aí. Preocupa porque tem um contágio muito grande… Você pode ou não ser cobaia…” (Trecho da declaração do enfermeiro em vídeo viralizado na internet).

Ainda segundo o enfermeiro, as vacinas produzidas transmitiriam ou provocariam: doenças autoimunes, reações inflamatórias, doenças cognitivas, depressão, além de doenças neurológicas. A verdade é que a única vacina chinesa que vem sendo desenvolvida para distribuição no Brasil é a CoronaVac, da Sinovac Biotech. O acordo com o governo de São Paulo prevê a importação de 60 milhões de doses, mas também que a tecnologia será transferida para o Instituto Butantan, que produzirá a vacina no país. Até dezembro deste ano, o Butantan pode produzir até 40 milhões de ampolas, conforme reportagem do site NSC Total.

Leia mais: VACINA chinesa contra Covid-19 reduzirá a população mundial e mudará código genético? COAMOS conteúdo desinformativo na internet

No esboço do panorama das vacinas candidatas COVID-19 da Organização Mundial de Saúde (OMS) há as fases dos medicamentos em teste e seus níveis de segurança. A vacina de Oxford e a  CoronaVac, produzida pela Sinovac Biotech, foram testadas em macacos antes dos testes clínicos em humanos. Além disso, as imunizações foram liberadas para testes clínicos no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por terem nível de segurança considerado aceitável

Quanto à possível alteração no código genético, a COAR  já havia checado anteriormente e informado que especialistas ressaltam que embora um pedaço do DNA humano de interesse seja conectado ao plasmídeo de uma bactéria, ou seja, a uma molécula do DNA bacteriano, formando o DNA recombinante. Não é possível de forma alguma que o código genético humano seja alterado ou modificado, mas sim o do micro-organismo

Canal do enfermeiro distorce dados

Em uma matéria intitulada “Médicos e enfermeiros são alvos de denúncias por fake news e cura milagrosa“, de 28 de junho, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) consta a informação que é o profissional é investigado pelo Conselho Regional do Rio de Janeiro, publicou vídeos nas redes sociais afirmando que estados e municípios recebem dinheiro do governo federal por pacientes mortos vítimas da Covid-19. Entramos em contato com a assessoria do Cofen-RJ para apurar as informações sobre a conduta do enfermeiro. “Sim, ele está passando por processo ético e foi citado mesmo antes da Resolução do Cofen que suspendia todos os processos, por conta da pandemia. Os tribunais éticos são presenciais”, disse a nota enviada por email.

O enfermeiro polêmico por suas declarações também concorre a vaga de vereador no município de Cabo Frio (RJ) pelo Partido Social Democrático (PSD).

Sites que já divulgaram boatos espalhados pelo enfermeiro:

NEXO JORNAL

Uol

Folha

Aos Fatos

Escrito por: Marta Alencar

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Referências da COAR:

Anvisa

Aos Fatos

G1

Vacina CoronaVac é produzida pela mesma empresa que vendia vacinas falsas contra pólio, tétano e difteria em 2018?

Novamente um conteúdo verificado anteriormente pela COAR é divulgado nas redes sociais, com uma matéria do site G1 publicada em 2018, tratando sobre a venda de vacinas falsas por uma empresa chinesa.  Em checagem anterior, a COAR identificou que o conteúdo desinformativo citava uma matéria do site Uol.

Desinformação compartilhada nas redes sociais

O conteúdo distorce informações sobre o potencial que as vacinas chinesas possuem no combate à Covid-19. Em meses anteriores, precisamente em 20 de junho deste ano, a COAR já havia feito uma análise do mesmo conteúdo, que vinculava a vacina CoronoVac (produzida pela empresa Sinovac Biotech) com outra empresa chinesa, que foi multada por ter vendido 250 mil doses de vacina contra a difteria, o tétano e a poliomielite, conforme constatado em matérias jornalísticas de 2018. 

Conteúdo checado pela COAR em junho deste ano. A matéria de 2018 divulgada em grupos de WhatsApp era divulgada por usuários para denegrir as vacinas chinesas em contexto errado e manipulado.

A questão é que as vacinas mencionadas são/produzidas por empresas distintas. A CoronaVac é fabricada pela companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech.  E a mencionada no conteúdo (checado) de 2018 é a Changsheng Life Science – conforme a imagem verificada. Nenhuma empresa tem qualquer relação, muito menos as vacinas.

Em 2018, a empresa Changchun Changsheng foi indiciada pelo governo chinês pela fabricação de vacinas para tétano, difteria e poliomielite (paralisia infantil). Com fluídos misturados e expirados de validação e dados de produção falsos. No total, foram 250 mil o número de doses feitas pela Changsheng Life Science que já estavam sendo distribuídas. A empresa foi multada em 9,1 bilhões de yuans (moeda chinesa), aproximadamente R$ 6, 916 bilhões. Em 2019, a organização anunciou falência.

Em checagens recentes, a COAR citou os testes das vacinas chinesas e a segurança delas com base em informações coletadas nos sites da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A COAR aponta que o conteúdo foi divulgado recentemente pelo perfil “Médicos Pela Liberdade” no Twitter. A página conta com mais de 46 mil seguidores. O grupo formado por médicos da direita reafirma em seu perfil que luta “em prol das liberdades individuais e contra o totalitarismo disfarçado de ciência”. No entanto, existem várias publicações distorcidas sobre a vacina chinesa, principalmente sensacionalistas e com tom ácido sobre as publicações científicas.

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Escrito por: Marta Alencar e Danilo Kelvin

Referências da COAR:

G1
UOL 

VACINA chinesa contra Covid-19 reduzirá a população mundial e mudará código genético? COAMOS conteúdo desinformativo na internet

Áudios e vídeos do engenheiro agrônomo, Marcelo Frazão de Almeida, sobre a vacina chinesa contra Covid-19, são divulgados frequentemente na internet. A questão é que os conteúdos – a maioria – são distorcidos, manipulados e sem quaisquer comprovações científicas. O engenheiro também está concorrendo às eleições deste ano para a Prefeitura de São Simão (SP) pelo partido Patriota.

Mensagem e áudio do engenheiro agrônomo, Marcelo Frazão de Almeida

“A Organização Mundial de Saúde está repetindo agora o que o presidente Jair Bolsonaro já dizia lá no início, que essa porcaria de resfriado não mata ninguém… O povo brasileiro tem um fetiche por ser controle pelo Estado com o uso dessa máscara. O governador do Estado (São Paulo), esse canalha, comunista e filho de terrorista, que foi expulso do país, que vai obrigar a todo mundo tomar essa vacina… Ninguém vai me obrigar a uma vacina que não quero. Graças a Deus que o presidente Jair Bolsonaro não vai obrigar a ninguém a tomar nada. Mas aconselho a vocês a fazerem o mesmo, pois essa vacina irá alterar o código genético (RNA), que causa síndromes perigosas, inclusive no sentido de fertilidade, de homossexualismo. Se você quer o bem dos seus filhos não os vacine. Não existem provas de que essa vacina vai funcionar. Pois, uma vacina demora em torno de 15 anos para ser produzida. “

No dia 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia autorizado novo teste para vacina (CoronaVac) adsorvida Covid-19 (inativada). O estudo aprovado é um ensaio clínico fase III duplo-cego, randomizado, controlado com placebo para avaliação de eficácia e segurança em profissionais da saúde. Conforme informações no site da Anvisa, a vacina é feita a partir de cepas inativadas do novo coronavírus. Para esta autorização, a Anvisa analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento do produto. Foram realizados estudos não clínicos em animais, cujos resultados demonstraram que a vacina apresenta segurança aceitável. Também foram realizados estudos de fase I e II em seres humanos adultos saudáveis. Esses estudos demonstraram segurança e imunogenicidade favoráveis com o esquema de duas doses da vacina. 

Com base em informações do site Vox, tanto as vacinas de mRNA quanto as vacinas de vetor de adenovírus se baseiam na ideia de uma vacina de subunidade. No caso do SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, a subunidade de interesse mais comum é a proteína spike. Os cientistas argumentam que podem persuadir o sistema imunológico a gerar anticorpos contra essa proteína. Os anticorpos são proteínas feitas pelo sistema imunológico que se ligam a partes específicas de um patógeno, desativando-o ou marcando-o para destruição por outras células imunológicas. As vacinas de mRNA usam mRNA, enquanto as vacinas de adenovírus usam DNA.

O processo acaba não apenas imitando uma estrutura-chave do vírus, mas também imitando como o vírus funciona durante uma infecção, o que poderia gerar uma resposta imunológica mais forte e produzir uma proteção melhor em comparação com outras abordagens. E como essas proteínas são produzidas de dentro das células, em vez de serem injetadas de fora, podem ter menos probabilidade de provocar reações adversas no receptor. Além disso, especialistas ressaltam que embora um pedaço do DNA humano de interesse seja conectado ao plasmídeo de uma bactéria, ou seja, a uma molécula do DNA bacteriano, formando o DNA recombinante. Não é possível de forma alguma que o código genético humano seja alterado ou modificado, mas sim o do micro-organismo. Ou seja, é totalmente infundado que as vacinas produzidas causariam homossexualismo ou autismo, conforme apontado pelo autor do áudio. Claramente o engenheiro informa dados e declarações homofóbicas e sem quaisquer comprovações científicas.

Todavia, a CoronaVac não insere um gene do vírus no corpo para estimular o sistema imune, informa o site do Butantan. Portanto, a Sinovac Biotech (empresa que fabrica a vacina chinesa) está produzindo uma imunização com o vírus inativado. No site do Butantan esclarece que a vacina é produzida com fragmentos “desativadas” do coronavírus para inoculação em humanos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da COVID-19. É o mesmo princípio usado em outras vacinas globalmente bem-sucedidas, como as do sarampo e poliomielite.

No dia 3 de novembro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o engenheiro Marcelo Frazão de Oliveira, por associar a vacina chinesa CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan contra a Covid-19, à homossexualidade, conforme reportagem do G1.

Covid-19 é apenas um resfriado?

O autor do áudio ainda ressalta que a Covid-19 é apenas um resfriado qualquer. A verdade é que a Covid-19 (doença provocada pelo vírus Sars-Cov-2), é uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, pode provocar falta de ar. Especialistas apontam sintomas parecidos aos da gripe, no entanto,  a única diferença é que na covid-19 é muito frequente a anosmia (ausência de olfato).

Informações constadas em matéria no site El País

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Escrito por: Kryssyno Oliveira e Marta Alencar

Referências da COAR:

Vox

Instituto Butantan

Aos Fatos

G1

El País

China compra vacina da Oxford para distribuir a sua população e vende a chinesa ao Brasil?

Posts em redes sociais e sites de notícias publicaram erroneamente que a China comprou a vacina de Oxford para distribuir à sua população e que vendeu as opções que estão a ser desenvolvidas para o Brasil. No entanto, tais informações distorcem os fatos.

Até o momento, não existe nenhuma vacina ou fármaco comprovadamente eficaz na prevenção da Covid-19 — estão todas em diversas fases de ensaios clínicos.  Além disso, as parcerias que vêm sendo firmadas entre laboratórios para a produção da vacina contra o novo coronavírus não provam que governos nacionais preferem umas imunizações a outras, conforme aponta Aos Fatos em verificação do mês de setembro.

Posts virais sobre a vacina chinesa distorcem os fatos

As vacinas normalmente requerem anos de pesquisa e testes, mas os cientistas estão correndo para produzir uma vacina contra o coronavírus segura e eficaz no próximo ano . Os pesquisadores estão testando 48 vacinas em ensaios clínicos em humanos, e pelo menos 89 vacinas pré-clínicas estão sob investigação ativa em animais.

Uma empresa chinesa chegou a firmar um acordo para produzir localmente a vacina de Oxford, mas o governo chinês está disposto a consumir vacinas que sejam comprovadamente eficazes e que forem produzidas no próprio país. Das seis vacinas que atualmente estão na etapa mais avançada no mundo, quatro são chinesas. Vale acrescentar que no dia 22, o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, explicou que a vacina de Oxford trabalha com insumos farmacêutico vindo da China. E ainda declarou que é quase impossível ter um produto feito 100% em um país. Mesmo com tantos impasses, a Anvisa liberou, na sexta-feira (23/10), seis milhões de doses da Coronavac.

Inúmeros perfis no Facebook publicaram o boato

Mas é importante informar que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo laboratório da China, Sinovac, não será comprada pelo governo, ainda que venha a possuir a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A COAR ressalta que inúmeros boatos contra a vacina chinesa são proliferados na internet, inclusive uma publicação no site da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), originalmente produzido pelo Nujoc Checagem, aborda sobre o aumento da riqueza dos chineses na pandemia. Geralmente, conteúdos falsos ou até verdadeiros são compartilhados para denegrir os chineses conforme apontado pelo Nujoc Checagem.

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Rede Nacional de Combate à Desinformação

New York Times

CNN

Observador

Correio Braziliense

Comunistas não são responsáveis pela morte de 100 mil brasileiros e nem pela criação de “vírus chinês”

É comum a COAR noticiar sobre conteúdos que distorcem os fatos e espalham terror e medo na população. Nesta semana, mais um conteúdo viralizou nas redes sociais ao acusar os partidos e simpatizantes da esquerda de serem os verdadeiros culpados pela morte de mais de 100 mil brasileiros decorrente da Covid-19. A informação é completamente fraudulenta e sem sentido.

Mensagem conspiratória distorce a realidade

Primeiro, porque a morte foi decorrente de inúmeros fatores, sendo que o principal deles é não existir uma vacina ou um medicamento totalmente eficaz na cura e prevenção de Covid-19, conforme orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo ponto, o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi contaminado por coronavírus. O que representa que o vírus não escolhe partido, religião ou opinião.

Terceiro ponto, é que o vírus não foi fabricado na China. O vírus tem origem natural de acordo com estudos científicos. O periódico médico Nature Medicine analisou em março deste ano, o genoma do vírus SARS-CoV-2, que provoca a Covid-19, e concluiu que o vírus não foi manipulado em laboratório e não é da China.

Escrito por: Marta Alencar

Referências:

Estadão Verifica

FALSA declaração do prêmio Nobel de Medicina Tasuku Honjo de que coronavírus foi criado em laboratório

É falso o texto que circula pelo WhatsApp e em redes sociais de que o prêmio Nobel de Medicina Tasuku Honjo teria afirmado que “o novo coronavírus não é natural” e foi criado em laboratório por chineses. O próprio Honjo lamentou o conteúdo e desmentiu em uma nota publicada no site da Universidade de Kyoto, no mês de abril.

Declaração verdadeira do pesquisador lamentando o episódio (Tradução da COAR)

O periódico médico Nature Medicine analisou em março deste ano, o genoma do vírus SARS-CoV-2, que provoca a Covid-19, e concluiu que o vírus não foi manipulado em laboratório. O estudo claramente informa:

As características genômicas descritas aqui podem explicar em parte a infecciosidade e transmissibilidade da SARS-CoV-2 em humanos. Embora as evidências mostrem que o SARS-CoV-2 não é um vírus propositadamente manipulado, atualmente é impossível provar ou refutar as outras teorias de sua origem descritas aqui. No entanto, como observamos todos os recursos notáveis ​​de SARS-CoV-2, incluindo o local otimizado de RBD e de clivagem polibásica, nos vírus da natureza relacionados com coronavírus, não acreditamos que qualquer tipo de cenário laboratorial seja plausível.

A falsa publicação atrelada ao pesquisador já tinha sido desmentida no mês de abril por vários sites de fact-checking, mas infelizmente voltou a circular novamente esta semana, em vários perfis no Facebook e em grupos de WhatsApp.

Texto falso que cita o prêmio Nobel de Medicina Tasuku Honjo

A COAR ressalta que várias pesquisas científicas confirmaram que o vírus causador da Covid-19 não foi desenvolvido em laboratório.

Escrito por: Marta Alencar

Referências:

Revista Nature Medicina

Uol Confere

Universidade de Kyoto

Empresa chinesa que vendia vacinas falsas contra pólio, tétano e difteria é a mesma produtora da Coronavac, que será testada em 9 mil brasileiros?

Após o anúncio da parceria do Governo de São Paulo com o Instituto Butantã e a empresa chinesa Sinovac Biotech para a realização da terceira fase de testes da chamada Coronavac (vacina feita pela empresa chinesa), que deverá ser testada em 9 mil brasileiros, alguns grupos começaram a tecer ataques e a compartilhar fake news sobre produção de vacinas chinesas.

A COAR analisou a veracidade dessas postagens e concluiu que a notícia se referindo ao portal UOL é verídica. Inclusive, a matéria consta com o título da imagem, a data e o horário: Empresa chinesa vendia vacinas falsas contra pólio, tétano e difteria. Mas além do Uol, o G1 e o site Minha Vida publicaram a informação na época. Em primeira instância convém citar que as notícias relatadas sobre a falsificação das vacinas chinesas são datadas de 2018.

Em 2018, a empresa Changchun Changsheng foi indiciada pelo governo chinês pela fabricação de vacinas para tétano, difteria e poliomielite (paralisia infantil). Com fluídos misturados e expirados de validação e dados de produção falsos. No total, foram 250 mil o número de doses feitas pela Changsheng Life Science que já estavam sendo distribuídas. A empresa foi multada em 9,1 bilhões de yuans (moeda chinesa), aproximadamente R$ 6, 916 bilhões. Em 2019, a organização anunciou falência.

Após essa constatação, a COAR buscou informações sobre a procedência da vacina que será testada no Brasil para a Covid-19. A Sinovac Biotech é uma empresa farmacêutica chinesa que está realizando uma vacina com um método já conhecido, utilizando o vírus inativo para estimular o corpo a combater o invasor. A empresa já possui três décadas no mercado e foi a primeira no mundo em 2009 a obter a licença na comercialização da vacina do H1N1. Em contrapartida, já recebeu denúncias sobre suborno na aprovação de medicamentos em 2014.

Portanto, a empresa não possui ligamento com a Changchun Changsheng, acusada em 2018 de produzir vacinas falsificadas. É claramente perceptível a vinculação dos testes com a falsificação de vacinas em um contexto inapropriado e errôneo. Nesse ponto, a informação relacionando as duas empresas é falsa.

Essas postagens advêm de grupos piauienses, visando atacar o comércio chinês. Inúmeros casos de ineficiência advindos da China já foram desmentidos por agências de fact-checking em todo o Brasil, no intuito de esclarecer e iluminar o que se é verdadeiro num cenário de confusão e caos devido a pandemia.

Escrito por: Isaac Haron

Edição: Marta Alencar

Referências da COAR:

Site Uol

Folha

Sinovac