E-COAR EP8: Votação de deputados federais piauienses sobre prorrogação do Auxílio Emergencial e golpes por SMS do Banco do Brasil

Neste episódio do podcast E-COAR, os apresentadores Arnaldo Silva e Beatriz Mesquita citam as principais checagens da semana do site COAR. Entre elas, uma a respeito de uma notícia divulgada em um site local, que anunciava que sete dos dez deputados federais piauienses votaram contra a prorrogação do Auxílio Emergencial, até o mês de dezembro. A publicação, aliás, acompanhava a imagem do deputado federal Fábio Abreu (PL-PI), um dos que teriam se manifestado pela não extensão do benefício.

Outra verificação anunciada foi sobre uma suposta mensagem do Banco do Brasil solicitando dados e senhas de clientes por SMS. A COAR constatou que era um golpe.

Este episódio também conta com um convidado super especial: o pós-doutor em Comunicação e professor titular da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Carlos Eduardo Franciscato, que comenta sobre o cenário da desordem informacional na atualidade. O professor também é escritor e tem uma vasta experiência na área de comunicação, com ênfase em teoria e ética do jornalismo.

Confira abaixo o oitavo episódio do Podcast E-COAR:

VERIFICAMOS: Imagem do resultado da votação de deputados federais piauienses sobre FUNDEB

Uma imagem sobre a votação da Proposta de Emenda Constitucional, que fixa o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), circulou nos últimos dias. A COAR analisou a imagem, que antecipou como os deputados federais piauienses teriam voltado na sessão, realizada na última terça-feira (21).

Montagem divulgada pelo site Na Pressão (Foto: reprodução)

Algumas pessoas acabaram entendendo que os dados apresentados eram definitivos. Porém, essa é uma interpretação equivocada. Na própria imagem contendo informações falsas, o usuário nota um link do site “Na Pressão”. O site, como o nome já sugere, tem como objetivo pressionar políticos a mudarem de postura após informar aos cidadãos como eles (os políticos) estão pensando em votar algo.

É possível identificar no conteúdo, três deputados piauienses apontados como contrários ao FUNDEB, quatro indecisos e três que supostamente seriam a favor. Isso era a previsão da votação durante a campanha no “Na Pressão”, porém, não foi isso que ocorreu na prática. A verdade é que todos os 10 deputados piauienses estiveram presentes na sessão e votaram a favor da PEC.

Contudo há alguns pequenos equívocos na montagem dissipada e algumas observações precisam ser feitas sobre as informações que constam lá, como: 1° – Paes Landim é apenas suplente, o outro deputado piauiense (que completa os 10 representantes) é o Capitão Fábio Abreu (PL-PI). 2º – Na imagem o Paes Landim aparece ligado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), porém, ele é do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). 3º – Outro que está associado a um partido diferente é o Júlio César. Lá o parlamentar é destacado como sendo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), contudo, ele é do Partido Social Democrático (PSD).

Votação dos governadores?

A COAR também explica outra imagem, que vem circulando nas redes sobre os governadores não terem assinado a favor do FUNDEB. Pessoas não muito inteiradas na política podem pensar que os gestores estaduais (citados na imagem) votaram contra o Fundo. No entanto, eles não têm poder de voto nessa questão. Como a frase está mal explicada, e isso pode gerar interpretações equivocadas.

Montagem divulgada pelo site Na Pressão (Foto: reprodução/Na Pressão)

O que esses sete governadores possuem em comum é não terem colocado seus nomes na carta feita e assinada pelos outros 20 governadores do Brasil. A carta foi publicada na segunda-feira (20) e é relacionada ao FUNDEB. Seu conteúdo é, basicamente, uma pressão ao legislativo para que mantenham o texto apresentado pela deputada Federal Professora Dorinha, em substituição à PEC 15/2015. No fim, sendo o texto aprovado ou não, os governadores não terão participado diretamente disso pois, como já foi dito, não possuem poder de voto na Câmara nem no Senado.

A equipe da COAR reforça que em caso de dúvidas você pode entrar em contato com o WhatsApp: (86) 99517- 9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Guilherme Cronemberger

Edição: Wanderson Camêlo

As referências:

Site Câmara dos Deputados (link 1, link 2, link 3)
Portal Folha de São Paulo
Portal G1
Site Na Pressão
Portal Correio Braziliense
Site Brasil de Fato
Portal Rede Brasil Atual

Deputada federal posta falsa informação no Twitter e apaga em seguida

Por: Wanderson Camêlo

A deputada federal Bia Kicis, do PSL, acabou tendo de apagar uma postagem, feita via Twitter, que versava sobre a notícia-crime apresentada por parlamentares da oposição na Câmara Federal contra o presidente Jair Bolsonaro. A informação não passava de uma fake news.

Publicação falsa compartilhada no Twitter

Na publicação, veiculada na terça-feira (31), Kicis afirma que o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, arquivou o processo – apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), contra o presidente da República. Mas o próprio responsável pela apresentação da notícia-crime também negou a veracidade da informação compartilhada pela deputada como checada pela COAR.

Postagem do deputado Reginaldo Lopes

No Twitter, Reginaldo Lopes escreveu: “A deputada Bia Kicis publicou uma notícia falsa sobre a notícia-crime que protocolei contra Jair Bolsonaro. Ela não foi arquivada”. Abaixo da postagem o petista ainda escreveu a hashtag #1deabril, fazendo referência ao Dia da Mentira.

O deputado Reginaldo Lopes protocolou ainda na quarta-feira (25), no Supremo Tribunal Federal, a notícia-crime contra Jair Bolsonaro pelo. A alegação foi que o presidente ignorou a gravidade da pandemia do coronavírus ao participar, por exemplo, de ato em favor de seu governo e contra o Congresso e o Supremo no dia 15 de março deste ano – logo após ter contato com infectados pela Covid-19.
A peça destaca ainda 20 episódios em que Jair Bolsonaro tratou a pandemia como “gripezinha”, “fantasia” e “histeria”.

A petição – enviada à PGR ainda ontem pelo ministro Marco Aurélio, imputa a Bolsonaro a infração de medida sanitária preventiva, com pena de detenção prevista de um mês a um ano, além do pagamento de multa.