E-COAR: Episódio especial destaca as pesquisas, os projetos e a atuação da professora Juliana Teixeira dentro e fora da sala de aula

Quantos acadêmicos já tiveram suas vidas impactadas pelo testemunho, influência ou orientação da professora Juliana Teixeira? Ou quem nunca a viu pelos corredores da Universidade Federal do Piauí distribuindo sorrisos e simpatia? A professora Juliana Teixeira tem no seu currículo não apenas projetos, artigos e obras (porque são muitos), mas principalmente uma missão: (e)levar a educação com amor, simplicidade e dedicação.

A sua missão descoberta na graduação (mas não por obra do acaso) mostra o quanto a pesquisa foi fundamental dentro e fora da sala de aula.

Para falar sobre suas experiências e linhas de pesquisa, a professora Juliana Teixeira é nossa convidada especial para o Podcast E-COAR. Confiram e ouçam esse episódio feito com muito carinho:

Saiba mais sobre nossa convidada especial

Com Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (Salvador/Brasil) e em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior (Covilhã/Portugal), por meio do regime de co-tutela entre as duas instituições, a professora Juliana Teixeira já realizou entre 2016 e 2018 estágio pós-doutoral na Universidade Federal do Piauí, onde, atualmente, é professora do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social.

Também atuou como professora colaboradora vinculada ao Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará. É líder do grupo de pesquisa Jornalismo, Inovação e Igualdade (JOII – http://www.joiiufpi.com.br) e integrante do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Economia Política e Diversidade (COMUM-UFPI). 

Ao final, venho agradecer imensamente a professora Juliana Teixeira. Com o seu apoio, a caminhada foi mais reflexiva. Gratidão professora!

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Texto: Marta Alencar

Curso “Como fazer um podcast” está com inscrições abertas

Encontros vão ajudar os inscritos a tirarem o seu podcast do papel

Ensinar o passo a passo de como construir um podcast é o objetivo do curso “Como fazer um podcast”, ofertado pela Malamanhadas Produtora, em parceria com o Coar Educa. Os encontros acontecem dias 30 e 31 de outubro, das 9h às 12h de modo online com duração de 6 horas e pretendem abordar as possibilidades ofertadas pelo podcast, bem como formatos e tendências da mídia no Brasil. 

Para Ananda Omati, co-fundadora da Malamanhadas, a ideia é mostrar o quanto o podcast é acessível. “É um curso que vai ensinar passo a passo de como fazer um podcast e mostrar que essa mídia é simples e  acessível não só na entrega, como também na produção, haja visto que as técnicas são fáceis”, comenta a podcaster.

No primeiro módulo, que acontecerá no sábado dia 30, serão abordadas as noções básicas de podcast, construção de projeto e roteiro, formas de gravação, distribuição, monetização e formação de comunidade. No segundo módulo, no domingo dia 31, o foco é a edição de áudio, suas etapas, bem como as ferramentas de sonorização e mixagem. “A ideia é democratizar essa mídia que vem crescendo e se descentralizando. Temos muitos podcasts de alto nível no Nordeste e seria interessante ver pessoas nordestinas participando deste curso”, acrescenta Ananda.

O curso será ministrado por Ananda Omati, jornalista, produtora e podcaster, Jade Araújo, jornalista, produtora e podcaster e Aldenora Cavalcante, jornalista, pesquisadora e podcaster. As inscrições podem ser feitas pelo site do Coar Educar, ou através do formulário que pode ser acessado clicando aqui. Ao se matricular nos dois módulos, a inscrição sai com desconto.

Conheça a Malamanhadas

Malamanhadas é um projeto independente nascido e criado no Piauí, Nordeste. Em 2018, surge como podcast, sendo um espaço construído por mulheres nordestinas para levantar debates que contribuam para a união, protagonismo e garantia de direitos das mulheres. Seguindo se especializando na mídia, o programa se tornou também uma produtora que tem como objetivo incentivar a produção de podcasts nordestinos. 

Além do Malamanhadas Podcast, a produtora também auxilia na execução de dois podcasts piauienses – Debaixo do Cajueiro e Entretidas – e um cearense – Elas Pesquisam e, contribui na criação de outros podcasts nordestinos. O empreendimento oferece serviços especializados para o segmento. Para saber mais sobre a produtora, acesse o site.

Com três anos de existência, o Malamanhadas já ministrou cursos de relevância local e nacional, com destaque para a Oficina “O uso do podcast para criação de narrativas culturais”, dentro da programação do Ocupatrilhos e a  Oficina “Quero ter um podcast, por onde eu começo?”, ministrada na 16ª do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (Abraji). E também integra a Rede Nordestina de Podcasts (RNP), movimento que busca divulgar e contribuir para o fortalecimento da mídia podcast na região Nordeste.

SERVIÇO:

Curso “Como fazer um podcast”

Datas: 30 a 31 de outubro | Duração de 6 horas

Fontes disponíveis para entrevista: Ananda Omati (86 99945-8735) e Jade Araújo ( 86 99819-9863)

Paolla Oliveira não declarou que prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito

A desinformação envolvendo o nome da atriz global, Paolla Oliveira, embora tenha sido desmentida por várias sites de fact-checking e de jornalismo, continua a circular em grupos de WhatsApp e no Twitter. A desinformação envolve uma suposta declaração dela, ligando atrizes da TV Globo com prostituição.

Paolla Oliveira desmente a desinformação

Segundo a atriz, seu nome foi citado como se ela tivesse dito que “a prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito”.

“Está circulando uma MENTIRA (famosa FAKE NEWS) por aí, de um site que eu nunca ouvi falar, sendo compartilhada sobre uma suposta declaração que eu NUNCA DEI à revista Caras. Nunca existiu”, disse a atriz no post em seu perfil oficial no Instagram.

“É MENTIRA e é tão ÓBVIO que é mentira. Primeiro que você nunca vai encontrar essa declaração minha falando sobre esse assunto, porque eu simplesmente nunca diria isso, envolvendo uma empresa e outras colegas e profissionais, inclusive. Não tem sentido. Pode jogar palavra por palavra no Google e não encontrará NADA, além da mentira plantada”, continua Paolla.

A COAR averigou vários perfis de usuários e bots no Twitter citando a Paolla Oliveira à desinformação sobre prostituição, inclusive fazendo piadas e comentários maldosos contra a atriz. Abaixo um exemplo disso:

Perfil no Twitter faz comentário maldoso contra a atriz

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso email coarnews@gmail.com ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Instagram da Paolla Oliveira

COAR EDUCA lança dois cursos de Produção e Edição de Podcast em parceria com Malamanhadas

Mais uma parceria de sucesso! A Produtora de podcasts no Nordeste, Malamanhadas, idealizada por quatro mulheres incríveis, oferta dois cursos em parceria com o COAR EDUCA: Como Fazer Podcast e Edição de Áudio. Os cursos serão realizados nos dias 30 e 31 de outubro e ministrados pelas professoras:

Jade Araújo – Jornalista, podcaster, produtora e editora de áudio

Aldenora Cavalcante – Jornalista, co-fundadora do Malamanhadas Produtora, podcaster e produtora

Ananda Omati – Jornalista, idealizadora do Malamanhadas Produtora, podcaster e editora de áudio

O Curso de Extensão Como Fazer Podcast terá 3h de duração e custa o investimento de R$ 60. Já o curso Edição de Áudio também com 3h de duração terá o investimento de apenas R$ 80. Os dois cursos custarão R$ 100.

Se você quer fazer sua inscrição basta preencher o Formulário e enviar o comprovante para o email coarnews@gmail.com.

FALSA: Mensagem “Wellington Dias não comprou vacinas contra Covid-19”

É verdade que o governador Wellington Dias (PT) não agilizou a compra de vacinas contra o novo coronavírus para o Piauí? A informação (abaixo) mostra uma imagem do petista, com a bandeira do Brasil ao fundo, e as seguintes informações:

“Governo Federal: 2.176.820 doses [de vacinas contra a Covid-19] enviadas para o Piauí pelo Ministério da Saúde. Zero [vacinas] compradas pelo Wellington Dias”, diz o texto da montagem, dissipada no Facebook.

MENSAGEM IMPRECISA

O site do Ministério da Saúde mostra que atualmente o número de vacinas enviadas ao estado é de 3.085.180, ou seja, ultrapassou já o contingente destacado na imagem checada, o que mostra que a mesma não é recente.

E o governador Wellington Dias, ele realmente não agilizou a compra de nenhum imunizante? Falso. Ainda este mês o Piauí negociou, por meio do Instituto Butantã, a compra de 500 mil doses da vacina chinesa Coronavac. A informação foi confirmada pelo chefe do executivo piauiense no último dia 13. A entrega deve acontecer já no próximo mês de setembro.

Wellington, antes, tentou viabilizar, através do Consórcio de Governadores do Nordeste, a compra de imunizantes russos contra a doença, mas esbarrou em uma série de condicionantes impostos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A volta atrás foi anunciada no dia 05 deste mês. Era prevista a compra de 37 milhões de doses da Sputnik V, a serem distribuídas entre todos os estados do Nordeste.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Referências da COAR:

Ministério da Saúde

Portal Cidade Verde

CONTEÚDO IMPOSTOR: Mensagem forja assinatura do Grupo Unimed para repassar informações falsas sobre variante Delta

Uma mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp que supostamente teria a assinatura do “Grupo Unimed” faz um falso alerta sobre a variante Delta da Covid-19. De acordo com o texto, a variante não apresenta: sintomas de tosse e nem febre, “mas articulações muito doloridas, dor de cabeça, dor no pescoço e na parte superior das costas, fraqueza geral, perda de apetite e pneumonia”, alerta a mensagem.

Mensagem Falsa

A COAR verificou que o conteúdo compartilhado é falso. A Unimed não compartilhou nenhuma mensagem assinada como “Grupo Unimed” e ainda com informações imprecisas. Em comunicado oficial, a Unimed esclarece que o Sistema Unimed” somente se pronuncia por intermédio dos canais oficiais de comunicação, promovendo o acesso a informações seguras e confiáveis”, informou.

No mesmo comunicado a Unimed também apresentou informações a respeito da variante Delta, explicadas pelo infectologista Alexandre Naime, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).  A variante Delta tem como principal característica a sua alta transmissibilidade. Em relação à cepa original do vírus, a variante é 97% mais transmissível, conforme estudo do King’s College London.

“De acordo com essa pesquisa, publicada há um mês, os sintomas de quem tem a variante delta são mais tênues, com menos ocorrência de tosse e dor no corpo. Em pacientes mais jovens, os sintomas se assemelham a um resfriado, com menos perda de olfato e paladar”, explicou.

A flexibilização de medidas restritivas e a redução da imunização é um dos fatores para o agravamento e a propagação da variante Delta. Especialistas alertam que é necessário acelerar a vacinação e a população continuar com os mesmos cuidados desde o início da pandemia: evitar aglomerações, distanciamento social de no mínimo um metro, uso de máscara e lavagem das mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel 70%.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Sistema Unimed

Metrópoles

BBC Brasil

E-COAR entrevista Malamanhadas

Ouvir e produzir podcast já é uma realidade no Piauí, e as nossas convidadas que vivem o o formato no dia a dia: Aldenora Cavalcante —jornalista, co-fundadora da Malamanhadas Produtora, podcaster e produtora —, e Jade Araújo — jornalista, roteirista, produtora e editora de áudio —, nos contam sobre os bastidores do formato midiático na realidade piauiense.

Confira:

ANÁLISE COAR: Teorias conspiratórias e sem fundamento sobre voto impresso

O atual presidente da República, Jair Bolsonaro, insiste duvidar do sistema eleitoral vigente no país. Uma das últimas declarações do mandatário sobre o assunto foi divulgada através do canal Migalhas no YouTube e gerou, aliás, discussões entre internautas.

Na gravação Bolsonaro puxa coro para a aprovação da PEC que institui o voto impresso já para os próximos pleitos e ameaça até uma intervenção caso o Congresso não valide a proposta. De acordo com o chefe do executivo federal, o voto impresso “é uma maneira de termos uma eleição limpa”.

“É uma maneira de termos uma eleição limpa, se não tivermos, vamos ter problemas para no ano que vem; eu estou me antecipando a problemas no ano que vem… Como está aí, a fraude está escancarada”, disse o mandatário.

O presidente também faz um sério ataque ao Supremo Tribunal Federal: “Existe uma articulação de três ministro do Supremo para não ter o voto auditável”, e outro direcionado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tiraram o Lula da cadeia, tornaram ele elegível para ele ser presidente na fraude. E isso não vai acontecer”, acrescentou Jair Bolsonaro.

Mas, afinal, o que tem de verdade em todas essas declarações? Vamos às análises.

Não há nada que comprove a fragilidade do sistema de votação através de urnas eletrônicas. O modelo foi implantado há 25 anos no Brasil.

“É um processo seguro, é um processo auditável, tanto que hoje nós não tivemos nenhuma notícia com nada comprovando qualquer tipo de fraude na urna eletrônica ou qualquer equipamento associado a ela”, disse Anderson Lima, secretário de Tecnologia da Informação do TER-PI, em entrevista à rádio Teresina FM nesta segunda-feira (26).

Também não há informações que levantem suspeitas sobre a articulação de três ministros do STF, como destacou o presidente, para barrar a instituição do voto impresso ou auditável.

E sobre Lula, realmente ele foi solto para viabilizar sua candidatura à presidência da República em 2022? Não existe nada que comprove o fato, ou seja, não passa de uma suposição. Jair Bolsonaro não apresentou, durante a entrevista, provas comprovando a veracidade das declarações.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR

COAMOS: Rodrigo Pacheco (DEM -MG) acatou projeto de voto impresso?

O voto impresso é defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e alguns aliados, e questionado por outros políticos, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre eles, o presidente do órgão, Luís Roberto Barroso.

Algumas das informações a respeito do tema podem ser imprecisas ou falsas. Uma delas, COADA por nossa equipe, afirma que o presidente do Senado acatou o projeto de voto impresso e que uma consulta pública teria sido aberta no site da Casa.

A nossa equipe analisou o conteúdo recebido para verificar a veracidade das informações apresentadas na mensagem  e constatamos que ela é falsa. Pacheco não acatou o projeto de voto impresso, como destaca a mensagem. O presidente não possui poder para decidir isso sozinho. Além disso, há diversas versões da mesma mensagem encontradas na internet e algumas com alterações no texto.

O canal de checagem de fatos do Senado, Senado Verifica, também já desmentiu o conteúdo e apontou algumas informações como imprecisas, como a enquete trazida pela mensagem. Na verdade, ela é uma ideia legislativa apresentada em 2018 que pede “voto impresso em 100% das urnas” para ser analisada pelos senadores, e que foi transformada em sugestão após 20 mil apoios.

Ainda com relação a enquete, de acordo com o Senado, ela deve antes ser votada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Se for aprovada pelos senadores, terá andamento como projeto de lei e seguirá os procedimentos previstos no processo legislativo. Após votação no Senado ainda terá que ser analisada pela Câmara dos Deputados e, se aprovada, poderá ser encaminhada à sanção presidencial para ser transformada em lei.  

Em algumas versões da mesma mensagem, o texto pede para que as pessoas votem o quanto antes, pois a votação está perto de ser encerrada, o que não é verdade. A enquete permanece em aberto até o final da tramitação. 

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Senado Verifica

CNN Brasil

Correio Braziliense

RECIPIENTE DE PLÁSTICO PODE SER USADO PARA GUARDAR ALIMENTOS? – Curiosidade sobre bisfenol-A

A utilização de recipientes de plástico é comum na grande maioria dos lares, uma vez que se pode reutilizar embalagens de outros produtos, ou até mesmo podem ser adquiridos de todos os tamanhos e formatos para fazer coleção nas prateleiras da cozinha. Porém, nem sempre o que é bonito aos olhos fará tão bem a nossa saúde, e por isso que se deve ter cuidado e acesso à informação correta para uma utilização cautelosa. Mas o que poderia conter nesses recipientes que nos levasse a uma certa preocupação?

Há um tipo de substância presente nas vasilhas que chamamos de bisfenol-A (BFA), que desde seu descobrimento vêm sendo amplamente utilizado nas indústrias para produzir materiais em geral, por isso podemos encontrar em variados tipos de objetos de em nosso cotidiano. E com a grande produção também é realizado estudos para avaliar os efeitos de tal substância, e em muitos deles, é constatado que o BFA possa estar relacionado algumas doenças bem comuns como diabetes mellitus tipo II e até mesmo câncer.

Essa substância entra em contato com alimentos ou líquidos armazenados em recipientes de plásticos ou enlatados, principalmente quando resfriados ou aquecidos, e esse aumento de BFA foi possível ser detectado em humanos acima de 6 anos no estudo internacional. Outros relacionaram o consumo de alimentos e líquidos enlatados ou armazenados em plásticos, com o aumento do tumor de mama. Mas calma, não é necessário entrar em desespero e parar imediatamente o uso dos recipientes e garrafas.

Os estudos que analisam algumas doenças com o BFA necessitam ser aprimorados e melhor relacionados para se ter um resultado bem mais preciso, porém, o que já nos é disponibilizado pela comunidade científica pode ser posto em prática e assim reduzir os futuros riscos. Primeiramente pode-se evitar aquecer alimentos em vasilhas de plástico, ou colocar algo quente nas mesmas, espere esfriar para assim guardar. Evite usar diariamente garrafas de plástico para congelar líquidos, ou até mesmo colocar café, chás ou outras preparações quentes.

O ideal é utilizar vasilhas de vidro, mas como o custo ainda é muito elevado, então a alternativa é reduzir o uso dos recipientes plásticos, e fazer o uso de forma menos prejudicial possível. Lembrando que toda e qualquer doença será desenvolvida por um conjunto de fatores e não apenas pelo BFA. A notícia boa é que já estão estudado novas substâncias que são menos prejudiciais para saúde e mais biodegradáveis, o que facilitará a nossa qualidade de vida.

Escrito por: Ana Rafaela Silva Pereira

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Saúde, UFPI.

Pós-Graduanda da Especialização em Nutrição Oncológica.

REFERÊNCIAS

MALUF, E.M.C. et al. Contaminação em larga escala por Bisfenol-A: estamos conscientes do risco e formas de exposição? Ciências & Saúde Coletiva. 25(11),2020. Doi: 10.1590/1413-812320202511.01852018 

MOKBEL, K.; WAZIR, U. Bisphenol A: A Concise Review of Literature and a Discussion of Health and Regulatory Implications. In Vivo. 33(5):1421-1423, 2019. Doi: 10.21873/invivo.11619.

SEACHRIST, D.D. et al. A review of the carcinogenic potential of bisphenol A. Reproductive Toxicology. 59:167-182, 2016. Doi:  10.1016 / j.reprotox.2015.09.006