REDE GLOBO: Documento sigiloso 2020 revela diretrizes de pautas sobre Covid-19 para atingir atual governo?

Existem conteúdos que manipulam informações e tentam usar marcas de empresas de comunicação para deturpar dados e assim enganar usuários, principalmente relacionadas à Covid-19. É frequente o número de conteúdos que tentam descredibilizar o papel da imprensa na cobertura sobre a pandemia no país. Grupos extremistas utilizam variadas formas para provocar tal confusão, desde humanos a bots (robôs).

O primeiro ponto da distorção é a logo, além de ser ultrapassada não é semelhante a atual apresentada pela Rede Globo. A Globo começou este ano lançando sua nova marca. Conforme informações colocadas no site institucional do Grupo, a logo “representa uma empresa que cresceu, que traduz essa nova Globo, mais leve, mais próxima”.

Novo logo da Globo apresentada

A evolução das logos da Rede Globo nos últimos anos, o que demonstra mais uma vez que essa logo de 2020 no suposto documento é falso. Além disso, a COAR questiona mais uma vez a veracidade de tal documento, pois não releva o apresentador, que teria sido demitido.

Fonte:  GKPB

O segundo ponto questionado pela COAR é que o título do documento soa totalmente arbitrário e enganoso. Porque pauta jornalista tem um outro formato, que segue objetivos fontes e etc. O documento falso apresentado se realmente tivesse credibilidade deveria ser chamado de diretrizes editoriais para todos os veículos que compõem a Rede Globo e não apenas Pauta para Covid-19, no singular.

Documento é falso

Outro ponto discutível no documento é que claramente mostra que os telejornais da Rede Globo seriam orientados a não ouvir autoridades, servidores ou pesquisadores, o que realmente não é verdade. Confira vídeos de entrevistas aqui. Além disso, é importante ler o documento da Rede Globo, que apresenta os seus princípios editoriais.

Além disso, o documento falso utiliza o nome de Cláudio Marques, editor-chefe do Jornal Hoje, ou seja, que não é editor-chefe da Rede Globo.

A COAR alerta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

VERIFICAMOS: Lula vendeu solo brasileiro para Canadá conforme documento secreto?

Um conteúdo divulgado em redes sociais com a imagem do ex-presidente Lula (PT), informa que o mesmo “vendeu o solo brasileiro para empresários canadenses” explorarem os minérios. Desde 2019, conteúdos semelhantes vêm sendo divulgados quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez denúncias graves contra o ex-presidente Lula, declarando que ele havia autorizado, via decreto secreto, aos canadenses explorarem, sem concorrência o potássio no rio Madeira, em Rondônia. O mesmo tom da declaração vem sendo publicado desde então, mas mudando apenas alguns termos e variando quem são os estrangeiros. Uma hora é citado canadenses, noruegueses, chineses, entre outros.

Postagens no Instagram e no Facebook já chegaram a alegar que Lula  teria “vendido o solo [da Amazônia] para a Noruega em documento secreto” e que o país arrecadaria “2 bilhões ao ano” com a companhia, mas devolve “180 milhões” para consertar o “estrago” que teria causado. No entanto, tanto o primeiro como o segundo conteúdo, são falsos. Inclusive o Projeto Comprova, Estadão e Folha publicaram a verificação sobre isso.

Pela constituição brasileira, as riquezas minerais do país pertencem à União e não ao proprietário da terra onde elas se encontram. Ou seja, o proprietário do solo (terreno, fazenda, sítio, etc.) não é dono do subsolo. Além disso, o órgão que regulamenta e fiscaliza a pesquisa, extração e comercialização de bens minerais no país é o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), do Ministério de Minas e Energia conforme informado na Legislação Mineral Brasileira.

De acordo com a verificação do Comprova: o conteúdo foi classificado como enganoso e falso, pois as riquezas do subsolo não podem ser vendidas. Ainda segundo a verificação, as transações não foram secretas. Há textos sobre elas publicados nos sites das empresas citadas (no caso em postagens anteriores citavam os nomes da mineradora multinacional brasileira, Vale, e a empresa norueguesa, Hydro).

A COAR classifica o conteúdo como falso, pois é 100% fabricado e com o intuito de manipular a opinião dos usuários.

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Estadão Verifica

Folha

Comprova