Donald Trump invocou a Insurrection Act para manter o poder? COAMOS

Postagens virais nas redes sociais em todo o mundo afirmam falsamente que o ex-presidente Donald Trump invocou a Lei da Insurreição de 1807 para enviar soldados americanos para policiar as ruas dos EUA. Isso não é verdade. As postagens infundadas chegaram aqui no Brasil e ganharam força após a violação do Capitólio dos EUA na semana passada e deixou cinco mortos, incluindo um oficial da Polícia do Capitólio.

Postagem viral se espalha no mundo todo e em várias traduções

Não confirmação de nenhuma fonte oficial, incluindo departamentos estaduais relevantes, legisladores, militares ou a própria Casa Branca. No final de dezembro de 2020, o ex-conselheiro de segurança do presidente Michael Flynn sugeriu que a lei também poderia ser usada para ajudar a reverter a eleição, mas isso acabou não prosseguindo.

Jenna Ellis, consultora jurídica sênior de Trump, também rejeitou a proposta, sugerindo que seria inconstitucional. Ela escreveu no Twitter:

Traduzido Twitter de Jenna Ellis. Foto/Reprodução: Twitter

O que é a Lei da Insurreição?

De acordo com essa Lei, as tropas só podem ser enviadas para um estado americano pelo presidente se o governador ou a legislatura estadual assim solicitar. Outra disposição da lei, no entanto, descreve que, em certas circunstâncias limitadas envolvidas na defesa dos direitos constitucionais, o presidente pode enviar tropas unilateralmente.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Reuters

 

Papa Francisco: “A morte de Jesus na cruz foi o fracasso de Deus”? “Casais gays têm direito a união civil”? VERIFICAMOS postagem

Um usuário no Facebook, residente no Rio de Janeiro, divulgou uma publicação polêmica em que afirma que o Papa Francisco fez recentemente declarações polêmicas, uma delas é: “A morte de Jesus na cruz foi o fracasso de Deus”. A publicação feita ontem (21) já conta com mais de 200 compartilhamentos. A COAR verificou a autencidade das declarações mencionadas.

No primeiro ponto da mensagem, o autor informa que o Papa Francisco declarou que o presidente norte-americano, Donald Trump, é anticristão. Na verdade, o Papa Francisco disse no dia 18 de fevereiro de 2016 (ano das eleições dos Estados Unidos), que o pré-candidato republicano à Casa Branca Donald Trump “não é cristão” por causa de sua opinião sobre imigração.

A mesma postagem do usuário foi compartilhada por outros na internet

Quanto à declaração citada na postagem do usuário, é verdade que o Papa Francisco disse que no texto da Homilia (é uma prelecção dada por um sacerdote no decorrer de uma missa após a leitura do Antigo Testamento e do Novo Testamento, e antes da recitação do Credo). A questão é que houve uma má interpretação do texto do Papa. O texto claramente se refere aos esforços das pessoas em atuarem pelo bem ao próximo e nos projetos de vida , mesmo quando houverem fracassos, pois adversidades e/ou fracassos fazem parte. Abaixo segue um dos trechos do texto do Papa:

Podemos ficar encastrados quando medimos o valor dos nossos esforços apostólicos pelo critério da eficiência, do funcionamento e do sucesso externo que governa o mundo dos negócios. Não digo que estas coisas não sejam importantes! Foi-nos confiada uma grande responsabilidade e o povo de Deus, justamente, espera resultados. Mas o verdadeiro valor do nosso apostolado é medido pelo valor que o mesmo tem aos olhos de Deus. Ver e avaliar as coisas a partir da perspectiva de Deus chama-nos para uma conversão constante ao primeiro tempo da nossa vocação e – nem é preciso dizê-lo – a uma grande humildade. A cruz mostra-nos uma maneira diferente de medir o sucesso: a nós cabe-nos semear, e Deus vê os frutos do nosso trabalho. E se, às vezes, os nossos esforços e o nosso trabalho parecem gorar-se e não dar fruto, estamos a trilhar a mesma via de Jesus Cristo; a sua vida, humanamente falando, acabou com um fracasso: o fracasso da cruz.

A COAR identificou uma declaração do Papa de 14 de setembro de 2018, que ele reforça a verdadeira mensagem da cruz: “A cruz é sinal de vitória e não de derrota para quem é cristão.” Em um dos trechos  do texto do Papa na Missa celebrada na Casa Santa Marta, no Vaticano, reforça isso:

A nossa vitória é a cruz de Jesus, vitória diante do nosso inimigo, a grande antiga serpente, o Grande Acusador”. Na cruz, “fomos salvos, naquele percurso que Jesus quis percorrer até o mais baixo, mas com a força da divindade… “Jesus elevado e satanás destruído. A cruz de Jesus deve ser para nós a atração: olhar para ela, porque é a força para continuar em frente… E a antiga serpente destruída ainda late, ainda ameaça, mas, como diziam os Padres da Igrejas, é um cão acorrentado: não se aproxime e não morderá você; mas se você for acariciá-lo porque o encanto o leva  até lá como se fosse um cachorrinho, prepare-se, ele destruirá você”.

Além disso, o usuário compara o  Pontífice a Satanás e declara que Papa Francisco quer implantar o Governo Único Mundial do AntiCristo. Tais afirmações são infundadas e não passam de boatos.

Gays têm direito a união civil?

Ontem (21), o lançamento do documentário “Francesco”, dirigido pelo americano Evgeny Afineevsky, revelou que o papa Francisco considera que casais homoafetivos devem ser protegidos por leis de união civil.

“Pessoas homossexuais têm o direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deveria ser descartado [dela] ou ser transformado em miserável por conta disso”, disse o papa no documentário “Francesco”.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

ACI Digital 

G1

Folha

Tratamento usado por Trump contra Covid-19 conta com Hidroxicloroquina?

O fato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter contraído a Covid-19 repercutiu tanto quanto o tratamento usado por ele com o objetivo de combater a doença. Na internet, aliás, várias pessoas compartilharam uma postagem, feita via Twitter, sobre o assunto, especificamente ironizando o chefe do executivo norte-americano por conta dos medicamentos utilizados.

Donald Trump chega de helicóptero a hospital militar
O presidente dos dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: reprodução/CNN)

Segundo o perfil responsável pela publicação, Donald Trump, que já discursou defendendo a Hidroxicloroquina como remédio eficaz contra o novo coronavírus, optou por um coquetel que inclui “drogas antivirais do laboratório Regeneron, vitamina D, zinco, um protetor gástrico e remdesivir”.

Foto: reprodução/Twitter

A equipe da Coar checou a informação – tendo como base reportagens produzidas por algumas revistas e portais de notícias brasileiros, e constatou que a informação publicizada através do perfil virtual é verdadeira. Como bem destacou o CNN Brasil, em publicação que foi ao ar no último dia 02 – a Casa Branca confirmou que os médicos que atendem o presidente Donald Trump deram a ele uma dose do coquetel experimental de anticorpos da Regeneron, uma empresa de biotecnologia baseada em Nova York.

“O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi submetido a um tratamento pouco usual para pacientes com a doença. De acordo com documento divulgado pela Casa Branca, o presidente está sendo tratado com vitamina D, zinco, famotidina, melatonina e aspirina”, diz outra matéria, do portal jornalístico Diário de Pernambuco.

Analisando um boletim médico divulgado pela secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnanny, via Twitter não é possível constatar a existência da Hidroxicloroquina na lista de medicamentos prescritos pelo médico Sean Conley, que assina o documento.

Foto: reprodução/Twitter

O presidente norte-americano anunciou, via mensagem em redes sociais, no último dia 02, que testou positivo para Covid-19. A primeira-dama Melania Trump também contraiu a doença.

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Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

CNN Brasil

Diário de Pernambuco

Carta Capital

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