Eleições 2020: Sátiras e paródias marcam disputam acirrada entre candidatos a Prefeitura de Teresina, além de narrativas desinformativas

Parecem apenas brincadeiras, sejam memes, figuras ou vídeos, as sátiras e paródias políticas direcionadas aos candidatos a Prefeitura de Teresina, se tornaram protagonistas da eleição municipal. A maior preocupação da COAR e assim como de todas as iniciativas de fact-checking é alertar os usuários que acreditam em algumas dessas inúmeras sátiras e paródias com narrativas desinformativas.

Conforme os pesquisadores Claire Wardle e Hossein Derakhshan alertam que sátiras e paródias mesmo não tendo nenhuma intenção de causar danos, elas têm potencial para enganar. A razão pela qual a sátira é uma ferramenta tão poderosa na desordem informacional é que muitas vezes as primeiras pessoas a vê-la entendem-na como tal. Porém, à medida que é compartilhada novamente, mais pessoas perdem a conexão com a mensagem original e não conseguem entendê-la como sátira.

Embora algumas das sátiras de Teresina tenham certo teor de veracidade, constatamos entre centenas que monitoramos diariamente nas redes sociais, que elas são também grandes ferramentas para denegrir a imagem de adversários políticos e partidos, inclusive a maioria é abordada com “humor bastante ácido”. Confira algumas das sátiras que constatamos na internet:

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Escrito por: Marta Alencar

Candidato oposicionista pediu a suspensão de aulas realizadas pela Prefeitura na TV?

A COAR recebeu mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp afirmando que o candidato ao executivo de Teresina pelo PL, Fábio Abreu, deseja que Prefeitura de Teresina paralisa às aulas municipais na TV.

“CRIANÇAS DE TERESINA PODE FICAR SEM AULAS. FÁBIO ABREU ENTROU EM DESESPERO E QUER QUE PREFEITURA PARE COM AS AULAS MUNICIPAIS PELA TV. FABIO ABREU QUER QUE A JUSTIÇA PROÍBA AS AULAS PARA OS ALUNOS DA REDE MUNICIPAL”, alerta o conteúdo da mensagem.

Um radialista e blogueiro piauiense fez declaração semelhante em uma entrevista com o prefeito da capital, Firmino Filho (PSDB), divulgada na última quarta-feira (30). Na gravação (um vídeo), ele instiga Firmino a comentar sobre o assunto fazendo a seguinte pergunta: “Prefeito, o deputado Fábio Abreu, candidato a prefeito de Teresina, ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral para tirar as aulas transmitidas pela TV. O que o senhor tem a dizer sobre isso? ”.

Checamos a informação. Fábio Abreu entrou sim com representação na Justiça Eleitoral contra o executivo teresinense, mas não solicitando exatamente a suspensão de aulas.

Trata-se de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AJE). Nela, o candidato do PL pede que a Justiça determine a retirada de conteúdos – presentes no site da prefeitura e em aulas ofertadas pela Secretaria Municipal de Educação por meio de emissoras de TV, considerados, segundo alegação da defesa, propaganda eleitoral.

Foto: reprodução

No processo, é solicitado que a Justiça Eleitoral investigue, além de Firmino Filho, a coligação “O Povo Faz Acontecer”, liderada pelo candidato tucano ao Palácio da Cidade, Kleber Montezuma, por abuso de poder político e econômico. 

Foto: reprodução

“Os investigados, estão realizando uma série de gastos e propaganda institucional através dos canais de TVs locais, desequilibrando o pleito por fazer esses gastos acima do limite permitido por lei, bem como divulgando publicidade propaganda institucional em período vedado”, diz parte do processo, do dia 21 de agosto deste ano, assinado pelo advogado Marcus Vinícius Spíndola Rodrigues.

Foto: reprodução

O candidato do PL também gravou um vídeo falando sobre a acusação e criticando o prefeito Firmino. “Tenha o trabalho de ler o processo, prefeito. Prefiro acreditar que o senhor foi mal assessorado. O que está sendo solicitada é a suspensão de propaganda [eleitoral] e isso é crime. A Justiça vai cancelar as propagandas; não está sendo solicitado em nenhum momento a suspensão das aulas das crianças”, atacou.

A prefeitura de Teresina passou a exibir conteúdo educativo através de emissoras de TV locais desde junho, com o objetivo de compensar a suspensão das aulas presenciais, causada pela pandemia do novo coronavírus.

Confira, na íntegra, o processo impetrado pela defesa de Fábio Abreu:

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Escrito por: Wanderson Camêlo

Inscrições gratuitas! O Webinário “Desinformação no Nordeste” apresenta mesas temáticas e pesquisadores convidados

Mais da metade dos municípios brasileiros são desertos de notícia conforme levantamento realizado pelo Atlas da Notícia, idealizado pelo Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo). Dentre as regiões no país que lidam com esses desertos, o Nordeste é um dos que mais enfrenta desafios e adversidades quanto à cobertura jornalista, principalmente de qualidade.

Diante disso, a ULEPICC-Brasil (Capítulo Brasil da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura) e a COAR (1º projeto independente de fact-checking no Piauí) lançam de 6 a 9 de outubro de 2020, o Webinário “Desinformação no Nordeste: Desafios e oportunidades para o jornalismo”. O evento é totalmente gratuito e exibido na Plataforma Google Meet.

Para a abertura do evento será promovida a Aula Inaugural dia 6 de outubro, às 19h, e apresentada por Carlos Eduardo Franciscato (Currículo Lattes), que é pós-doutor em Comunicação e professor titular da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A partir do dia 7, o Webinário contará com mesas temáticas promovidas por pesquisadores e representantes de entidades do jornalismo regional e nacional. Para os interessados, as inscrições poderão ser realizadas no link disponível.

As mesas estão divididas por temas:

1 – O cenário do acesso à informação no Nordeste: desafios e oportunidades

Sem meios oficiais confiáveis para se informar, nordestinos que convivem com desertos de notícias podem ficam mais suscetíveis a acreditarem em boatos, que muitas vezes não são verdadeiros. Diante cenário desafiador, o Webinário apresenta no dia 7 de outubro, a partir das 16h, a mesa composta pelos seguintes pesquisadores:

Janaine Aires: Doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É líder do EPA! – Grupo de Pesquisa em Economia Política do Audiovisual. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Cristiane Portela: Doutora em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Piauí (PPGCOM/UFPI). Confira mais o Currículo Lattes da palestrante.

– Anderson Santos: Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Presidente do Capítulo Brasil da União Latina da Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc- Brasil). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

2 –O que é desinformação? E o impacto das plataformas digitais na cobertura jornalística de qualidade

A diretora do First Draft (instituto ligado à Universidade de Harvard), Claire Wardle, afirma que o termo fake news não dar conta de explicar a complexidade da desordem informacional na atualidade. Por isso, a diretora prefere utilizar o termo desinformação. Mas, o que é desinformação de fato? E como as plataformas digitais vêm ampliando a desinformação no cenário atual. Na oportunidade será apresentado o projeto Nujoc Checagem da Universidade Federal do Piauí. O Webinário será dia 7 de outubro, às 19h.

– Ana Regina Rêgo: Pós-doutora em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ(2020). Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação (NUJOC) e do Projeto Memória do Jornalismo. A professora também é coordenadora do Projeto Nujoc Checagem. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Jonas Valente: Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Coordenador do grupo de trabalho sobre indústrias midiáticas do capítulo brasileiro da União Latina da Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (Ulepicc-Brasil).Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Juliana Teixeira: Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior (Covilhã/Portugal). Líder do grupo de pesquisa Jornalismo, Inovação e Igualdade (JOII). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

3– Regulando desinformação e fakenews no Nordeste

No Brasil, há regulamentações vigentes que tratam especificamente sobre a internet, entre elas: o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD ou LGPDP). Mas neste cenário predominante de desinformação, é preciso criar mais leis? E como criar leis que não firam a liberdade e a privacidade? Todos esses pontos serão discutidos no Webinário no dia 8 de outubro, a partir das 16h, a mesa contará com os seguintes pesquisadores:

– Rodrigo Vieira: Professor de Direito Público da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró (UFERSA). Vice-Coordenador do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (PPGD/UFERSA). Pesquisador-Líder do DigiCult (Estudos e Pesquisas em Direito Digital e Direitos Culturais). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Helena Martins:Doutora em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB). Docente (Adjunta-A) na Universidade Federal do Ceará (UFC)e integrante do Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação Social). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Raquel Saraiva: Doutoranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).Presidenta e fundadora do IP.rec (Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Heloísa Massaro: Mestranda em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP). Coordenadora de pesquisa na área de Informação e Política no InternetLab. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

4 – Os discursos de ódio e a desinformação

Neste cenário repleto de informações fraudulentas, há também os desertos de notícias e os discursos de ódio que distanciam a população da liberdade de expressão e dos meios democráticos. Então, o que pode ser feito? E o que vem sendo feito no Nordeste para minimizar o volume dessas atrocidades? Essa aula ocorrerá no dia 8 de outubro, a partir das 19h, e contará com uma mesa formada pelos seguintes pesquisadores:

– José Maria da Silva Monteiro Filho: Doutor em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Tem experiência na área de Ciência da Computação com ênfase em Banco de Dados e Engenharia de Software. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Paulo Fernando: Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Professor Associado II da Universidade Federal do Piauí, coordenador do Grupo de Pesquisa Jornalismo e Discursos (JORDIS) e diretor da Rádio Universitária desde 2013. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Pedro Jorge Chaves Mourão: Doutorando em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).Pesquisador do Laboratório Grupo de Estudos da Conjuntura e das Ideias Políticas (GECIP-UECE) e do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (LEPEM-UFC). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Francisco Mesquita: Doutor em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professor no Departamento de Ciências Sociais, nos programas de pós-graduação em Sociologia e gestão pública da UFPI. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Francisco Laerte: Doutor em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

5 – Pesquisas acadêmicas sobre desinformação

No dia 9, a partir das 16h, a mesa abordará pesquisas focadas sobre o tema desinformação.

– Sônia Maria: Mestra em História do Brasil e graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, ambas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).Docente efetiva, pesquisadora e extensionista do Curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí.Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Carlos Figueiredo: Doutor em Sociologia e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Realizou pesquisa de pós-doutorado sobre coletivos de mídias a partir da interdisciplinaridade entre as Teorias dos Movimentos Sociais e a Economia Política da Comunicação. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Thiago Freire Gomes: Mestrando em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (Poscom/UFBA). Pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital – ICTD.DD. Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

6 – Fact-checking: ascensão na cobertura política do Nordeste

A crise do jornalismo hoje, atinge principalmente a credibilidade transmitida pelos conglomerados da mídia. Neste cenário de descrédito com os meios tradicionais, o fact-checking vêm ganhando destaque na cobertura jornalística, principalmente em pleitos eleitorais.Diante dessa realidade, o Webinário apresenta no dia 9 de outubro, a partir das 19h, a mesa composta pelos seguintes pesquisadores:

– Alice de Souza: Mestre em Indústrias Criativas, pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com dissertação sobre automatização de checagem de fatos. Atua como jornalista, coordenadora editorial do projeto Confere.ai no Jornal do Commercio e colaboradora do Projeto Comprova. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Francisco Rolfsen Belda: Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (USP). Presidente do Projor, coordenador acadêmico do Projeto Credibilidade e professor do curso de jornalismo e do programa de pós-graduação em mídia e tecnologia da Unesp.  Confira mais no Currículo Lattes do palestrante.

– Carla Risso:Pós doutora pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).O projeto realizado no pós-doutorado foi o projeto “À sombra da (Des)informação: a proliferação de mensagens enganosas em períodos eleitorais Brasil/Portugal”. Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

– Marta Alencar: Mestranda em Comunicação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Especialista em Gestão de Marketing Digital e graduada em Comunicação Social. Fundadora da COAR, primeiro projeto independente de Fact-Checking do Piauí. Associada da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil). Confira mais no Currículo Lattes da palestrante.

ELEIÇÃO: Pré-candidato Kleber Montezuma planeja implantar “kit Gay” nas escolas de Teresina?

Na corrida pelo pleito eleitoral, boatos, críticas, acusações e fake news são frequentes entre os candidatos. É por esse motivo que a COAR resolveu checar vídeos e textos que alertam sobre o pré-candidato a prefeito de Teresina, Kleber Montezuma (PSDB) querer implantar o “kit gay” nas unidades de ensino da capital. Um dos vídeos foi feito pelo publicitário Aluisio Rebelo Costa.

No vídeo, Aluisio alega que o parlamentar “é uma ameaça às famílias de bem da capital” e que Montezuma “tentou uma manobra quando era secretário de educação, mas por causa de pressões feitas por influentes segmentos das Igrejas não obteve êxito”. Além de chamá-lo de outros nomes pejorativos.

Publicado no perfil pessoal do publicitário


Não há provas que confirme o que foi dito pelo empresário. Todas as redes sociais do pré-candidato Montezuma foram checadas por nossa equipe. Instagram, Facebook e Twitter não têm publicações relacionadas a chamado “Kit Gay” ou algo parecido. O pré-candidato ainda não lançou plano de governo para Teresina, por isso não é possível saber quais são exatamente suas propostas futuras para as escolas municipais.

A COAR ainda fez outras análises, mas não encontrou nenhuma declaração feita por Montezuma sobre a implementação do dito programa, nem mesmo durante o período em que estava à frente da Secretária de Educação de Teresina (Semec). Ao verificar publicações e declarações do pré-candidato em 2019 e 2020, é possível observar que Kleber Montezuma fez especificações referentes à educação, mas não menciona implementação do “Kit Gay”.

Até o momento Kleber Montezuma não se posicionou sobre o ocorrido nas redes sociais.

Convém acrescentar que o site Carta Piauí fez uma matéria sobre a declaração do publicitário.

Kit Gay

Na verdade, o “kit gay” tem outro título, projeto Escola Sem Homofobia, produzido em 2011 por organizações de defesa da população LGBT em convênio com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) do Ministério da Educação, à época sob gestão de Fernando Haddad. No entanto, o projeto Escola Sem Homofobia não chegou às escolas públicas brasileiras, tendo sido vetado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) após pressão da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados, conforme apuração do Aos Fatos.

Esse kit era composto por um caderno, uma série de seis boletins, cartaz, cartas de apresentação para os gestores e educadores, além de três vídeos. Ele chegou a fazer parte do Programa Brasil sem Homofobia, porém não foi colocado em prática.

Contextualização

Em 2016, a Prefeitura de Teresina chegou a produzir um projeto voltado ao público LGBT+, mas por meio da Secretaria de Assistência Social. Na proposta do projeto, que não chegou a ser implementado, não consta o nome da Secretaria Municipal de Educação e nem do então gestor da pasta, Kleber Montezuma. O projeto foi intitulado “Plano Municipal de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT” e diz respeito à realização de projetos, campanhas, além do oferecimento de materiais a serem distribuídos em ambientes escolares para debater os assuntos que abarcam o público LGBT+. Confira o arquivo.

Perfil do publicitário

O empresário Aluisio Rebelo é ex-candidato a Deputado Estadual no Piauí pelo PROS- Partido Republicano  na coligação Piauí Acima de Tudo, em 2018. Nesse período obteve 1.308 votos totalizados (0,07% dos votos válidos), mas não foi eleito. O empresário que possui 4.791 seguidores no Facebook.

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Escrito por: Naiane Feitosa, Maria Luísa Araújo e Marta Alencar

Edição: Marta Alencar

Colaboração: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Vídeo de Aluisio Rebelo Costa

Gazeta do Povo sobre candidato Aluísio Rebêlo

Congresso em Foco

ELEIÇÕES: VERIFICAMOS tabela que destaca divisão dos recursos do Fundo Eleitoral para partidos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a tabela com a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral para 2020, orçado em R$ 2.034.954.823,96. A relação contém o valor atualizado das 33 agremiações hoje existentes e dos recursos disponíveis para as eleições municipais que se avizinham.

Os convidados poderão acompanhar o evento no plenário e em dois auditórios do TSE. Fachada do TSE
O prédio do TSE em Brasília (Foto: reprodução/Agência Brasil)

A planilha mostra o PT no topo do “ranking”. A sigla terá à disposição R$ 201.297.516,62; o PSL vem logo atrás: R$ 199.442.419,81. Os dados foram publicados no dia 17 do último mês de junho no site da Corte eleitoral e destoam dos apresentados em uma relação que circula em grupos de WhatsApp.

A mensagem é visivelmente um ataque à deputada Joice Hasselmann (PSL), ex-colega de partido do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Hoje os dois são inimigos declarados. O autor, não identificado, se refere à deputada pela alcunha de Peppa (nome de uma porca protagonista do desenho infantil Peppa Pig), apelido pejorativo usado por alguns opositores para atacar a parlamentar.

“A peppa está so pelo dindin do fundo eleitoral ja que o fundo partidário ja está garantido [sic]”, consta no início do texto, antes da apresentação da relação contento o valor que cada legenda receberia do Fundo Partidário em 2020.

A mensagem vem sendo compartilhada em grupos de WhatsApp (Foto: reprodução)

Depois da análise foi possível confirmar que o valor-geral (R$ 2.034.954.823,96) apresentado na informação está correto, e que o dinheiro realmente já está garantido. Os montantes que terão direito PMN, DC, PCB, PCO, PMB, PRTB, PSTU e UP também batem com os da tabela do TSE, já os demais não estão de acordo com a nova planilha.

Com um recálculo feito pela Corte eleitoral, o PSL, por exemplo, passou a receber R$ 5,7 milhões a mais do Fundo Eleitoral em comparação com a última eleição. Somando o acréscimo ao valor que consta na tabela divulgada em redes sociais – R$ 193.680.822,47, a agremiação seria contemplada com R$ 199.380.822,42, valor menor do que o que consta no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.

Ainda é apontado no texto que o Partido Novo abriu mão do fundo que receberia: verdade. A Coar checou, também no site do TSE que, além do Novo, o PRTB preferiu não receber o dinheiro que teria direito.

“Dois partidos comunicaram à Justiça Eleitoral a sua decisão de abrir mão dos recursos do FEFC para financiar as campanhas políticas de seus candidatos a prefeito e vereador: o partido Novo e o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) ”, informa o TSE.

A mensagem divulgada nas redes sociais, portanto, apresenta um conteúdo impreciso.

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Escrito por: Wanderson Camêlo

Edição: Marta Alencar

Referências da Coar:

Tribunal Superior Eleitoral