Vídeo de compra de cavalo de R$ 187,2 mil supostamente por candidato a Prefeitura de Teresina. COAMOS vídeo original

O candidato a prefeito de Teresina, Fábio Abreu (PL), que possui um sítio no município de José de Freitas, teve um vídeo circulando nas redes sociais envolvendo seu nome. O vídeo também vem sendo divulgado com um texto:

187 mil reais!
O milionário que não herdou e não ganhou trabalhando.

Comprador: “Deputado federal Fábio Abreu”.

O vídeo circula nas redes sociais. Foto/Reprodução: Portal AZ

O vídeo original faz parte de uma live com o título 1º Leilão Live Haras MW, promovido pela empresa Agreste Leilões. A live divulgada no domingo (25), inclusive contou com apresentação do cantor Mano Walter e convidados especiais. O cavalo vendido durante a live é uma fêmea do Lote 017 HFJ BIBI FIT, do vendedor Haras MW. A partir de 2h 54, o leitor da COAR pode ouvir claramente, a seguinte informação (não editada):

“Agradecendo os lance aqui, Deputada Janiê Mota, parque áreas Gabriel Mota, Itabaianinha (Sergipe), meu amigo Felipe Mota. Lançando também meu amigo Cachadina… assessoria do bitoca. Lançando também meu amigo André Alves e Alexandre Tomazeti. Lançando também conosco, Cícero do Zé limiar e Dom Grill…. O portuga! Foi com indicação do meu amigo Gustavo do Rancho G2, ele que vai vender dois animais dia 30 de novembro no nosso Leilão no Piauí, né. Vem uma Hollencheck diferente ai! Comprador foi o Deputado Federal Fabio Abreu , José de Freitas (Piauí). Obrigado, grande compra!”

No entanto, um dos locutores fez a correção de quem de fato comprou o cavalo: “O comprador do Lote 17 foi o meu amigo Gustavo do Rancho G2 de Teresina, Piauí” – A declaração é feita em 3h12. O cavalo foi vendido por 2 +34 parcelas de R$ 5.200, contabilizando R$ 187. 200, conforme consta no vídeo, depois de mencionado o último lance a partir de 2h54.

Em coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira (27) e divulgada no Portal Teresina Diário, o candidato Fábio Abreu desmente que fez a compra do cavalo e ressaltou que a divulgação do vídeo não passou de fake news.

“Primeiro, eu não tenho esse recurso disponível. E segundo, estou focado na campanha e não tenho tempo para acompanhar leilões. Peço que a imprensa divulgue e desminta essa fake news. Estou disponível para mostrar meu celular e se tem alguma comunicação minha com quer que seja do leilão”, declarou Fábio Abreu.

A COAR entrou em contato com a assessoria da empresa Agreste Leilões, que informou apenas: “Primeiro, o evento é particular (embora a live foi ao vivo – conforme anexada nesta verificação), entendeu? E não temos obrigação de passar informação de cliente nenhum. Se vocês estão formulando a hipótese do que é verdade ou mentira, vocês VÃO ARCAR COM AS CONSEQUÊNCIAS de resolver diretamente com a pessoa.”

A assessoria da empresa informou que o evento era “particular”, no entanto constatamos que o evento foi aberto e transmitido ao vivo pelo canal no Youtube.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Agreste Leilões (Canal do Youtube)

Candidato oposicionista pediu a suspensão de aulas realizadas pela Prefeitura na TV?

A COAR recebeu mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp afirmando que o candidato ao executivo de Teresina pelo PL, Fábio Abreu, deseja que Prefeitura de Teresina paralisa às aulas municipais na TV.

“CRIANÇAS DE TERESINA PODE FICAR SEM AULAS. FÁBIO ABREU ENTROU EM DESESPERO E QUER QUE PREFEITURA PARE COM AS AULAS MUNICIPAIS PELA TV. FABIO ABREU QUER QUE A JUSTIÇA PROÍBA AS AULAS PARA OS ALUNOS DA REDE MUNICIPAL”, alerta o conteúdo da mensagem.

Um radialista e blogueiro piauiense fez declaração semelhante em uma entrevista com o prefeito da capital, Firmino Filho (PSDB), divulgada na última quarta-feira (30). Na gravação (um vídeo), ele instiga Firmino a comentar sobre o assunto fazendo a seguinte pergunta: “Prefeito, o deputado Fábio Abreu, candidato a prefeito de Teresina, ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral para tirar as aulas transmitidas pela TV. O que o senhor tem a dizer sobre isso? ”.

Checamos a informação. Fábio Abreu entrou sim com representação na Justiça Eleitoral contra o executivo teresinense, mas não solicitando exatamente a suspensão de aulas.

Trata-se de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AJE). Nela, o candidato do PL pede que a Justiça determine a retirada de conteúdos – presentes no site da prefeitura e em aulas ofertadas pela Secretaria Municipal de Educação por meio de emissoras de TV, considerados, segundo alegação da defesa, propaganda eleitoral.

Foto: reprodução

No processo, é solicitado que a Justiça Eleitoral investigue, além de Firmino Filho, a coligação “O Povo Faz Acontecer”, liderada pelo candidato tucano ao Palácio da Cidade, Kleber Montezuma, por abuso de poder político e econômico. 

Foto: reprodução

“Os investigados, estão realizando uma série de gastos e propaganda institucional através dos canais de TVs locais, desequilibrando o pleito por fazer esses gastos acima do limite permitido por lei, bem como divulgando publicidade propaganda institucional em período vedado”, diz parte do processo, do dia 21 de agosto deste ano, assinado pelo advogado Marcus Vinícius Spíndola Rodrigues.

Foto: reprodução

O candidato do PL também gravou um vídeo falando sobre a acusação e criticando o prefeito Firmino. “Tenha o trabalho de ler o processo, prefeito. Prefiro acreditar que o senhor foi mal assessorado. O que está sendo solicitada é a suspensão de propaganda [eleitoral] e isso é crime. A Justiça vai cancelar as propagandas; não está sendo solicitado em nenhum momento a suspensão das aulas das crianças”, atacou.

A prefeitura de Teresina passou a exibir conteúdo educativo através de emissoras de TV locais desde junho, com o objetivo de compensar a suspensão das aulas presenciais, causada pela pandemia do novo coronavírus.

Confira, na íntegra, o processo impetrado pela defesa de Fábio Abreu:

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Escrito por: Wanderson Camêlo

E-COAR EP8: Votação de deputados federais piauienses sobre prorrogação do Auxílio Emergencial e golpes por SMS do Banco do Brasil

Neste episódio do podcast E-COAR, os apresentadores Arnaldo Silva e Beatriz Mesquita citam as principais checagens da semana do site COAR. Entre elas, uma a respeito de uma notícia divulgada em um site local, que anunciava que sete dos dez deputados federais piauienses votaram contra a prorrogação do Auxílio Emergencial, até o mês de dezembro. A publicação, aliás, acompanhava a imagem do deputado federal Fábio Abreu (PL-PI), um dos que teriam se manifestado pela não extensão do benefício.

Outra verificação anunciada foi sobre uma suposta mensagem do Banco do Brasil solicitando dados e senhas de clientes por SMS. A COAR constatou que era um golpe.

Este episódio também conta com um convidado super especial: o pós-doutor em Comunicação e professor titular da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Carlos Eduardo Franciscato, que comenta sobre o cenário da desordem informacional na atualidade. O professor também é escritor e tem uma vasta experiência na área de comunicação, com ênfase em teoria e ética do jornalismo.

Confira abaixo o oitavo episódio do Podcast E-COAR:

Deputados federais piauienses votaram contra prorrogação do Auxílio Emergencial?

Circula uma notícia afirmando que sete dos dez deputados federais piauienses votaram, em sessão plenária que aconteceu no último dia 15, contra a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 até o mês de dezembro. A publicação, aliás, acompanha a imagem do deputado federal Fábio Abreu (PL-PI), um dos que teriam se manifestado pela não extensão do benefício. Verificamos os pontos elencados na notícia e foi possível constatar que a mensagem é falsa.

A informação divulgada mencionava que a votação pela continuidade do auxílio emergencial (benefício cedido pelo Governo Federal devido à pandemia) aconteceu na última quarta-feira (15/07) e que os deputados federais piauienses Átila Lira (PP), Fábio Abreu (PL), Marina Santos (Solidariedade), Margarete Coelho (PP), Júlio César (PSD), Flávio Nogueira (PDT) e Marcos Aurélio Sampaio (MDB) se posicionaram.

A equipe COAR buscou, no site da Câmara dos Deputados, informações sobre a atividade legislativa no dia 15 de julho e constatou que o que foi discutido, votado e aprovado na ocasião foi Projeto de Lei 2801/20, que “altera a Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020, para estabelecer a natureza alimentar do benefício emergencial e vedar sua penhora ou bloqueio com vistas ao pagamento de dívidas ou prestações, salvo em caso de pensão alimentícia, bem como vedar a penhora ou bloqueio de outros benefícios sociais, na forma que especifica”.

Na aba relacionada à votação da Câmara, ainda encontramos uma emenda (modificação) apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao Projeto de Lei 2801/2020, que estava sujeita a aprovação da Câmara e que não foi admitida. O recurso contra parecer terminativo à emenda n°3, tinha por objetivo ampliar o período do auxílio emergencial, já que no texto original a extensão do programa depende de uma decisão do governo federal, que sinaliza mudanças no formato e valor reduzido ao auxílio vigente. A emenda é de autoria do deputado Enio Verri (PT/PR), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, o documento também apresenta as assinaturas dos líderes de outros partidos: Wolney Queiroz (PDT/PE) e Alessandro Molon (PSB/RJ).

Essa emenda foi o que gerou uma certa confusão com a informação repassada. A proposta de alteração buscava determinar que o auxílio deveria ser pago até o fim da pandemia, mesmo que durasse mais tempo que o estabelecido pelo decreto de calamidade (31/12/2020). O relator Aureo Ribeiro (SOLIDARIEDADE-RJ), considerou a emenda inconstitucional e o partido fez um recurso, votado nominalmente (por cada deputado), contra o parecer do relator.

Parecer final da votação do PL 2801/20

O motivo pelo qual a emenda foi considerada inconstitucional é dado pelo fato de que obriga que o pagamento seja feito enquanto dure a emergência de saúde pública, ou seja, por tempo indeterminado; exige que o valor seja sempre de R$ 600, não viabilizando uma flexibilização da quantia em futuras prorrogações; por fim, quando se determina o uso de recursos federais, é necessário mencionar a origem desse dinheiro, o que não foi apresentado na proposta.

O recurso foi rejeitado pela maioria dos deputados, dessa forma não houve votação pela prorrogação do pagamento do auxílio emergencial, mas sim pelo recurso apresentado pelo PT para que essa emenda pudesse ser validada e posteriormente discutida e votada. Conseguimos acesso aos votos individuais, e os sete mencionados na informação disseminada foram contra esta alteração. Veja a seguir como cada deputado piauiense votou:

Após a repercussão dessas desinformações, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), usou sua conta no Twitter para explicar que todos os deputados e deputadas votaram a favor do auxílio, incluindo o trecho que permite que o governo estenda o prazo de disponibilidade da ajuda enquanto durar a pandemia.

A lei 13.982/2020 menciona, no artigo 2°, que “Durante o período de 3 (três) meses, a contar da publicação desta Lei, será concedido auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 (seiscentos reais) mensais ao trabalhador que cumpra cumulativamente os seguintes requisitos (…)”. Aprovado em 2 de abril de 2020, o benefício, sem a autorização de extensão, seria concedido somente até este mês de julho.

A continuidade da ajuda aconteceu devido ao decreto presidencial 10.412/2020, publicado na edição do dia 1º deste mês no Diário Oficial da União (DOU). “A Fica prorrogado o auxílio emergencial, previsto no art.  da Lei nº 13.982, de 2020, pelo período complementar de dois meses, na hipótese de requerimento realizado até 2 de julho de 2020, desde que o requerente seja considerado elegível nos termos do disposto na referida Lei”, consta no artigo 9º do texto.

Por: Assislene Carvalho

Edição: Daniel Silva e Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

  1. Portal Câmara dos Deputados (link1, link 2, link 3)
  2. Perfil no Twitter Rodrigo Maia
  3. Site Valor Econômico

Vídeo satírico com imagem de Fábio Abreu “carregado” nos braços do governador

O cenário atual é catastrófico devido à pandemia em todo o mundo, mas a disputa política não cessa mesmo assim. Um vídeo satírico sobre o secretário de segurança do Piauí e pré-candidato à Prefeitura de Teresina pelo Partido Liberal (PL), Fábio Abreu, “embalado” como criança nos braços de Wellington Dias (PT), vem sendo divulgado massivamente nas redes sociais. O conteúdo também parafraseia a fala de um personagem do saudoso humorista Chico Anysio, Armando Cascata, que ficou conhecido pelo bordão “Meu garoto”. O personagem era respondido com o bordão “meu pai-pai” pelo seu filho, Cascatinha, interpretado por Castrinho. 

Vídeo ironiza sobre um “suposto” apoio de Wellington Dias à candidatura de Fábio Abreu

No vídeo, o personagem Cascata celebra com tom debochado a importância de um “governador” ter um garotinho. “Garotinho por garotinho, eu tenho o meu”. A sátira do vídeo é que Fábio Abreu seria, ironicamente, o garotinho do governador Wellington Dias. O usuário – não identificado – que divulgou o vídeo também colocou uma mensagem questionando a competência do secretário, se referindo a ele como “secretário de insegurança”. 

Com a repercussão do vídeo, a COAR entrou em contato com o secretário Fábio Abreu, que ficou indignado com a sua imagem sendo exposta desta maneira, ainda mais com tom sarcástico. E ameaçou: “Todos os identificados serão presos”. Segundo ele, trata-se de uma quadrilha que age no sentido de difamar adversários políticos. 

Fábio Abreu é pré-candidato à Prefeitura de Teresina pelo Partido Liberal (PL). O Partido dos Trabalhadores (PT) tem um candidato próprio, o secretário de Cultura, Fábio Novo, embora o PL faça parte da base aliada, com o próprio Fábio Abreu ocupando o cargo de primeiro escalão no governo do petista. Ele pretende permanecer no cargo até junho. 

Escrito por: Igor Macêdo e Marta Alencar

Falsa lista de deputados piauienses que votaram contra a devolução do Fundo Partidário no combate à Covid-19

Por: Wanderson Camêlo

Diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus, especulou-se até o direcionamento do fundão eleitoral de R$ 2 bilhões para incrementar as ações de combate à problemática. O Partido Novo encabeça o projeto e, inclusive, já tentou promover o remanejamento do “fundão” via Justiça. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Luis Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (06). Ou seja, não houve votação na Câmara Federal que acabou vetando a destinação dos R$ 2 bilhões para a Saúde – ao contrário do que diz mensagem que circula em grupos de WhatsApp.

Informações circulando em grupos de WhatsApp

No conteúdo fraudulento, inclusive, consta uma lista de deputados federais piauienses que teriam votado contra o remanejamento do fundão. Estão presentes: Assis Carvalho (PT); Flavio Nogueira (PDT); Iracema Portella (PP); Margarete Coelho (PP); Marina Santos (Solidariedade); Merlong Solano (PT) e Rejane Dias (PT).

COAR verificou as informações constadas na mensagem:

O primeiro detalhe a ser observado nessa relação é que Merlong Solano não ocupa mais vaga no parlamento federal; hoje é secretário de Estado da Administração e cedeu espaço a Paes Landim. Vale lembrar que a vaga é de Fábio Abreu, secretário de Segurança do Estado do Piauí.

O segundo ponto é que dentre os parlamentares piauienses listados, Iracema Portella, por exemplo, já se colocou favorável não só à aplicação da verba eleitoral bilionária no combate da pandemia de coronavírus, como ao adiamento das eleições deste ano.

“Sou totalmente favorável ao adiamento, por dois anos, das eleições. Acho que o partido deveria propor a doação do fundo eleitoral, que é no valor de R$ 2 bilhões, mais o custo do dia da eleição, que é de mais de R$ 2 bilhões […]”, escreveu ela em publicação feita no seu perfil pessoal no Instagram, datada de dia 23 de março.

Perfil da deputada Iracema Portella

O conteúdo falso acrescenta que: “Somente dois deputados votaram sim – pela devolução: – Átila Lira – PSB e Marcos Aurélio Sampaio – MDB. O julgamento fica por conta de cada um. Afinal, aí está a representação do Piauí, eleita para defender o interesse do povo. Para reflexão: Seu interesse foi atendido?”.

Convém acrescentar que o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei Orçamentária Anual de 2020 com o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões ainda no dia 17 de janeiro deste ano. Não houve vetos.

Portanto, ao se deparar com tal informação falsa, a COAR recomenda: Ignore! Por favor, não compartilhe!