É GOLPE: Distribuição de produtos gratuitos da Faber-Castell

Circula no aplicativo WhatsApp mensagem sobre uma suposta campanha da produtora de material escolar, artístico, e de escritório Faber-Castell, empresa alemã possui unidades de produção em São Carlos (SP), Prata (MG) e Manaus (AM).

O texto dissipado fala de uma promoção destinada à distribuição gratuita de uma caixa de lápis de cor e um livro de colorir classificado como “Jardim Secreto”. Também é inserido um link (https://cadastro.promohoje.com), que acompanha a seguinte mensagem: “Para ganhar, basta fazer o cadastro da promoção.

A mensagem pede a realização do cadastro através do link

A COAR analisou a veracidade desse conteúdo, buscou informações oficiais da Faber-Castell e concluiu que a mensagem é enganosa. O link disponibilizado, inclusive, encontra-se indisponível.

Nessa sexta-feira (26) a marca se posicionou através do site oficial, bem como o perfil no Twitter. Por meio dessas plataformas, o grupo alertou que a mensagem é falsa e que não possui relação com a iniciativa.

Essa não é a primeira vez que criminosos utilizam o nome dessa empresa para a propagação de fake news. Em 2019 houve um golpe sobre a promoção falsa “De volta às aulas da Faber-Castell”. A corrente falsa foi repassada através do WhatsApp e garantia o oferecimento de materiais escolares gratuitos, porém destinava-se ao roubo dados de usuários.

Na época o portal de notícias G1 esclareceu que é frequente a alteração de brindes oferecidos nos golpes e que os celulares das vítimas não correm o risco de ter alguma praga virtual instalada.

A equipe da COAR destaca a importância da verificação antes do compartilhamento de determinados conteúdos duvidosos. A principal dica é sempre desconfiar de links que contenham alguma oferta tentadora, produtos com preços muito baixos e promoções inacreditáveis. Preste atenção a esses detalhes e, se possível, entre em contato pelo WhatsApp da COAR (86) 99517-9773 ou pelo Instagram(@coarnoticias).

Escrito por: Maria Luísa Araújo

Edição: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

  1. Site da Faber-Castell
  2. Perfil no Twitter da Faber-Castell
  3. Site do G1

Ivermectina na prevenção de Covid-19

A COAR recebeu via Whatsapp o áudio de um homem paraibano – não identificado – que afirma trabalhar no IASS (Instituto de Assistência à Saúde do Servidor) e ter participado de uma palestra sobre Ivermectina, medicamento que nos últimos meses vem sendo usado como objeto de disseminação de várias desinformações. De acordo com ele, o remédio – que geralmente é utilizado como vermífugo, pode ser usado como cura e prevenção ao novo coronavírus. Essa informação poderia até ser animadora, se não fosse falsa.

No áudio é afirmado que o medicamento quebra o ciclo celular do vírus e impede que este se multiplique. O responsável pela gravação ainda informa que a Ivermectina pode ser usada em casos leves, graves e também antes do contágio, como forma de prevenção. Ele apresenta como forma de embasamento para sua fala a informação de que na Austrália 550 médicos tomaram uma única dose do remédio, variando a quantidade de comprimidos de acordo com o peso de cada pessoa. Essa única dose serviria como forma de imunização por 6 meses ou até mesmo 1 ano.

Áudio e imagem que estão sendo compartilhados via Whatsapp.

Primeiramente, nossa equipe buscou em sites oficiais, como o do Ministério da Saúde, para elencar algum posicionamento sobre o uso do medicamento. De acordo com as informações encontradas, ainda não existe nada capaz de curar nem prevenir a doença; as medicações utilizadas nos tratamentos hospitalares são apenas para ajudar a minimizar os sintomas e promover uma maior resistência do organismo para evitar que se chegue a situações mais graves e até mesmo a morte.

Em segundo momento, buscamos informações de profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia. O médico Darllan Barros, diretor do hospital de campanha Nossa Senhora de Fátima, no município de Parnaíba (norte do Piauí), informou que a Ivermectina é um medicamento que tem eficácia comprovada no tratamento de algumas doenças causadas por vírus, bactérias, vermes, insetos e ácaros.

O estudo australiano sobre o medicamento como combatente à Covid-19 foi feito a partir de testes em laboratório e realmente mostrou um impedimento da multiplicação do vírus. Porém, segundo Darllan Barros, em laboratório as condições são diferentes e mais controladas do que no corpo humano.

“Precisamos esperar para ver se ela vai funcionar quando testada em humanos, qual a quantidade que precisará ser ministrada e quais os riscos ela trará à nossa saúde. Por enquanto, ninguém tem certeza”, afirma Barros.


Riscos da automedicação

O médico ainda alerta que o próprio efeito colateral da Ivermectina pode se confundir com a manifestação clínica da Covid-19. De acordo com ele, se “em meio a uma pandemia você tomar por conta própria um remédio, pode induzir sintomas e confundir o diagnóstico, comprometendo também o tratamento”.

Em relação à dosagem do medicamento ele informou à nossa equipe que, para impedir a reprodução do coronavírus, seria necessária uma dose muito mais alta do que a utilizada no tratamento de outras verminoses e que doses muito altas podem ser tóxicas, além disso, podem oferecer maiores riscos à saúde do paciente.

Darllan Barros também nos informou que até agora não há comprovação que a medicação sirva como forma de prevenção à Covid-19 e nem registros de outro medicamento que possa servir neste sentido. O que está sendo feito nos hospitais é apenas tratamento dos sintomas por meio de medicamentos, de acordo com o diagnóstico dos profissionais de saúde.

“Tudo ainda é muito novo! Não existe uma comprovação científica segura!”, concluiu.

Escrito por: Assislene Carvalho
Edição: Wanderson Camêlo

Referências da Coar

Site do Ministério da Saúde