Alimentos perdem antioxidantes quando cozidos? Confira boatos e verdades na internet

No Quadro “Saúde sem Desinformação”, a nutricionista e mestranda do Programa de Pós-graduação de Ciências e Saúde da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Ana Rafaela Pereira, aborda os alimentos ricos em antioxidantes, que podem ser frutas e verduras com grandes concentrações de vitaminas A, C ou E, assim como o betacaroteno, minerais, como o selênio e o zinco, e aminoácidos. Na internet, existem inúmeros boatos que circulam sobre tais alimentos. Confira os principais:

1-Quanto mais antioxidante for o alimento, melhor?

Alimentos que apresentam uma boa função antioxidante, por sua vez, são os mais naturais e minimamente processados, como frutas. Então quando se tem uma alimentação rica em antioxidante, se tem uma alimentação mais saudável.

2 -Antioxidantes curam doenças?

Não, eles não curam, mas auxiliam na prevenção de um modo geral. Na química básica do ensino médio aprendemos que existem ligações que não estão balanceadas, e para isso necessitam se ligar a outros elementos para ficar estável. No nosso corpo acontece isso, porém, os antioxidantes que são uma boa parte dos responsáveis por estabilizar essas ligações “desbalanceadas”, e diminuem assim o risco de até mesmo caso de câncer algumas vezes. Alguns nutrientes em determinadas doses possuem uma função pró-oxidante, ou seja, fará o processo inverso, e nesse casos às vezes é utilizado para tratar a doença e, ou intensificar o efeito do tratamento.

3- Alimentos perdem antioxidantes quando cozidos?

Não por completo, mas sim. Às vezes, até mesmo o fato de colher uma fruta, se o armazenamento dela não for de forma correta, pode apresentar a perca de nutrientes. O indicado é que se for fazer uma preparação cozida, prefira que seja ao vapor, ou reutilizar a água do preparo em outra preparação.

4- Antioxidantes corroboram para uma vida longa?

Eles possuem propriedades benéficas sim, mas como tudo na nutrição é necessário sempre manter um bom equilíbrio, pois um alimento utilizado de maneira errada, pode desencadear outros fatores indesejados.

Escrito por: Marta Alencar

Caso você receba mensagens com informações duvidosas, questione e não compartilhe. Entre em contato conosco por meio do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Jornal Nacional destaca que Piauí é o estado com pior acesso à internet no Brasil?

Usuários piauienses vêm compartilhando no WhatsApp, um texto sobre uma suposta reportagem elaborada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo. O conteúdo indica que o telejornal criticou a situação da conexão da internet no Brasil destacando, inclusive, que o Piauí é um dos estados com pior conexão.

A mensagem divulgada nas redes sociais

Após checagem do conteúdo disseminado, a COAR elencou as últimas reportagens do telejornal e concluiu que esse texto compartilhado no WhatssApp é falso. Para contestar esse conteúdo, encontramos uma matéria recente do Jornal Nacional que aborda o ensino à distância de maneira geral, destacando apenas a situação psicológica dos alunos em meio a rotina da pandemia e a porcentagem de estudantes sem acesso a atividades remotas. Não é realizado uma análise da situação da internet no Brasil.

Matéria publicada pelo Jornal Nacional em 7 de agosto de 2020.

Foram elaboradas mais duas matérias similares. A primeira foi em 1º de junho, que revela alguns problemas dos alunos da zona rural de Minas Gerais com a falta de conexão da internet. Já a segunda reportagem de 14 de julho é abordado as iniciativas de ensino feitas por professores da rede municipal de Salvador (BA) e de uma ONG, que oferecem cursos grátis para estudantes.

A reportagem não chega a destacar quais estados brasileiros costumam possuir mais acesso a internet, mas esclarecemos aqui a atual porcentagem analisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os maiores percentuais de utilização da internet por domicílio, foram em 2018: o Distrito Federal (94,1%), São Paulo (87,1%) e Rio de Janeiro (86,0%). Já os Estados com os percentuais mais baixos foram: Maranhão e Piauí (ambos com 61,4%), e Acre (66,8%). Além disso, o acesso à internet vem aumentando no país mesmo com as diferenças sociais. O TIC Domicílios – estudo que mede os hábitos de usuários da internet brasileira – mostrou que o percentual de domicílios que utilizam a Internet subiu de 74,9% para 79,1%, de 2017 para 2018.

Contudo, para ressaltar a situação da internet no Piauí, a COAR entrou em contato com Nicolas Barbosa. Ele é mestrando em Comunicação Social pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e já realizou pesquisas sobre o assunto. Para o pesquisador, o cenário é o seguinte: “A internet por mobile (celulares) está diminuindo no Piauí desde antes da crise econômica alcançar a pior parte. Entretanto, a fixa não está assim. Realmente, o Piauí é o estado com menos cidades possuindo acesso à internet de banda larga, mas que apresenta uma melhora, pois vem ocorrendo a instalação de pequenas e médias empresas.”

O pesquisador indicou a análise de gráficos elaborados pela Agência Nacional de Telecomunicações-Anatel. Encontramos dados que explicam a evolução dos acessos da conexão da internet ao longo do tempo no Piauí. Há recortes por faixa de velocidade, tecnologia e empresa:

Nas tabelas a seguir há a variação mensal e anual dos acessos e densidade (acessos a cada 100 domicílios) por regiões, unidades da Federação e municípios:

Já os gráficos abaixo mostram a evolução dos acessos no Piauí por Modalidade de Cobrança (Pré-pago ou Pós-pago), Tecnologia, Porte da Prestadora, Tipo de Pessoa (Física ou Jurídica), Tipo de Cobrança (M2M, Padrão, Ponto de Serviço).

Nas tabelas a seguir, é possível verificar a variação mensal e anual dos acessos e da densidade (acessos a cada 100 habitantes):

O equipamento utilizado para acessar a Internet, que apresentou mais distinção entre os estudantes é o notebook. No País, em 2018, os estudantes que usaram o microcomputador para acessar a Internet representaram 59,9%. No caso do uso do telefone móvel celular para acessar a Internet, o percentual referente aos estudantes atinge em média 96,6%.

No nordeste 44,6% dos estudantes utilizam a internet através do celular

Além disso, um levantamento realizado em julho pelo G1 e pela Secretaria de Educação concluiu que no Piauí 91% dos estudantes da rede pública não possui internet para aulas remotas e que os mesmos não podem estudar durante o período da pandemia.

Caso você receba algum conteúdo duvidoso, entre em contato com nossa equipe pelo WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias que verificaremos para você.

Escrito por: Maria Luísa Araújo

Edição: Marta Alencar

Referências da COAR:

Jornal Nacional – Sexta-Feira – 07/08/20 – {COMPLETO}

Alunos com dificuldades de acesso à internet têm enfrentado desafios para estudar

Iniciativas ajudam alunos a driblar a dificuldade de acesso à internet para estudar

PNAD Contínua TIC 2018: Internet chega a 79,1% dos domicílios do país

IBGE-Utilização da Internet no domicílio

Anatel-Panorama

No Piauí 91% dos estudantes da rede pública não tem acesso a internet para aulas remotas

Golpes na internet? A COAR elenca dicas para usuários não caírem em armadilhas

Neste período de pandemia, os jornais, emissoras de televisão e de rádio, além de portais, frequentemente, publicam matérias sobre golpes na internet. Milhares de usuários são vítimas de armadilhas arquitetadas por quadrilhas ou golpistas.

Leia mais: É GOLPE! Suposta mensagem do Banco do Brasil solicitando dados e senhas de clientes por SMS

É GOLPE: Mais um cadastro enganoso sobre Auxílio Gás

Desde quando foi fundada, a COAR já verificou e desmascarou dezenas de golpes. Os golpes mais comuns são: supostos programas do Governo Federal; vagas de emprego; mensagens de bancos; sorteios ou brindes, benefícios sociais etc. Links manipulados, falsos cadastros ou sites fraudulentos, os golpistas inovam quando o assunto é furtar dados pessoais ou bancários de usuários.

Diante de tantos casos de golpes, a COAR elencou algumas dicas essenciais para você não cair em golpes:

Nas redes sociais: Cuidado com as mensagens ou ofertas que recebe por meio de links enviados pelo Facebook ou WhatsApp, pois você pode ser direcionada a uma página fraudulenta. Desconfie sempre de promoções compartilhadas nas redes sociais e não clique em links recebidos por e-mail ou mensagem de texto. Consulte sempre as páginas oficiais de empresas ou de programas sociais do Governo Federal. Na dúvida, acesse sites de notícias de credibilidade.

PesquiseDesconfie de perfis de marcas ou empresas desconhecidas que oferecem produtos pela internet, especialmente se estiverem com preço muito abaixo do mercado. O site Reclame Aqui é uma excelente dica, pois registra reclamações contra empresas sobre atendimento, compra, venda, produtos e serviços. 

Cuidados no WhatsApp

Nos primeiros meses de 2020, mais de 3 milhões de pessoas tiveram seus WhatsApps clonados em todo o país conforme levantamento da dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe.

Para garantir a segurança máxima do seu aplicativo, a COAR recomenda que você realize a verificação em duas etapas:

Abra seu WhatsApp e toque em Configurações (Android) ou Ajustes (iOS) > Conta > Confirmação em duas etapas > ATIVAR.

Caso, você tenha caído no golpe do WhatsApp, envie um e-mail para support@whataspp.com com o assunto “Perdido/roubado/clonado: por favor, desative minha conta” e no corpo da mensagem escreva seu número de telefone, com código do país e DDD.

Escrito por: Kryssyno Oliveira e Marta Alencar

Referências da COAR:

Globo

Gazeta do Povo

Usuários que enviam mensagens com “Bom dia!” são alvos de hackers chineses?

Leitores da COAR enviaram um texto alarmista que vem circulando no WhatsApp sobre ataques cibernéticos no Brasil. O título “Brasil sofreu 15 bilhões de ataques cibernéticos em apenas 3 meses” consta uma informação verdadeira da empresa multinacional de segurança de informações na internet, Fortinet, embora de 2019, ou seja, fora de contexto. Em 2020, um estudo recente publicado pela empresa registrou mais de 9,7 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos na América Latina, sendo 1,6 bilhão de ataques somente no Brasil.

Em 2017, os sites Boatos e E-farsas investigaram boatos semelhantes ao observado neste texto em questão. Outro ponto investigado pela COAR no conteúdo atual é onde cita “China of Shangai International News” como uma fonte oficial, que inclusive não existe, o que demonstra que o texto possui informações falsas e equivocadas.

No texto verificado pela COAR consta também a informação de que “hackers da China” ocultam códigos de phishing (um termo relativamente novo utilizado para descrever fraudes de roubos de dados pessoais e financeiros das vítimas) em gifs e mensagens de “Bom dia! Boa tarde! Boa noite!”, o que não é verdade.

A segunda parte do texto é totalmente falsa, enquanto a primeira parte é fora de contexto.

A COAR entrevistou o engenheiro de software, Lucas Aquiles, que garantiu que não é possível executar conteúdo malicioso por meio de gifs ou imagens no WhatsApp. O engenheiro ressalta que o trecho abordado no conteúdo (acima) que fala sobre gifs e imagens propensos a crimes cibernéticos por hackers chineses é falso.

“Existe sim a técnica de phishing para roubar dados do usuário, que consiste em dar algum tipo de isca pro usuário clicar e capturar alguma informação sensível. Mas a maioria dos sistemas de email ou de mensagens tem mecanismos para higienizar, ou seja, impedir que nada externo furte alguma informação do usuário”.

O engenheiro de software acrescenta uma dica para quem tem receios de cair em golpes na internet: “O cuidado básico para evitar cair em golpes cibernéticos é que a pessoa ao fazer downloads de aplicativos de mensagens busque aqueles que são oficiais (fontes confiáveis) e não de uma fonte pirata. Um aplicativo que seja intacto e que ninguém tenha feito qualquer tipo de modificação ou customização, onde poderia aí ter algum tipo de esquema perigoso para o usuário”.

O site indiano The Logical Indian fez uma checagem semelhante sobre o assunto. Em uma matéria verificada a respeito, os fact-checkers indianos explicam que URLs de malware ou phishing podem ser anexados a uma imagem de maneira oculta, mas tais URLs podem não estar necessariamente restritos apenas a mensagens de bom dia e boa noite.

A COAR alerta que, geralmente, textos maliciosos utilizam informações verdadeiras, mas fora de contexto no início (primeiros parágrafos) e em seguida distorce os dados e acrescenta informações falsas e sem fundamentação no restante do texto.

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Fortinet

The Logical Indian

Anvisa bloqueou uso corporativo da Zoom?

Por: Leonardo Lima

Usuários da ferramenta de videoconferência Zoom começaram a se sentir inseguros depois da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) relatar na segunda-feira (6), que bloqueou o uso interno da plataforma por encontrar falhas graves de segurança que expõem dados de seus usuários.

Segundo investigação da COAR, a medida é verdadeira e foi comunicada em nota pela própria Anvisa. Que respaldou a decisão pelo fato de sua equipe de T.I (Tecnologia da Informação) participar de diversos sites especializados em segurança cibernética do mundo todo, a fim de se manter atualizada sobre os principais acontecimentos da área de segurança e sobre os alertas de vulnerabilidade em ferramentas largamente utilizadas.

Contudo, como descrito pela equipe de T.I da Anvisa, nesses sites especializados foram encontrados indícios que apontam vulnerabilidades na plataforma Zoom que, se exploradas por hackers, dão acesso à câmera e ao microfone dos usuários, permitindo o roubo de credenciais e de informações trocadas em reuniões.

As falhas foram reconhecidas pelo próprio diretor executivo do Zoom, Eric Yuan, que informou que sua equipe vem trabalhando para corrigir tais problemas de segurança.

A Anvisa também, decidiu por fazer uso massivo de outra plataforma corporativa, que já possuía há mais de um ano e que tem a mesma funcionalidade, o Microsoft Teams. E, de acordo com suas avaliações vem demonstrando ser uma ferramenta estável e com alto grau de disponibilidade e segurança.