COAMOS: Imagem com lista de medicamentos contra Covid-19 é falsa

Mais uma vez voltamos a falar de um tema bastante discutido aqui na COAR, a eficácia dos medicamentos Ivermectina, Azitromicina, Hidroxicloroquina e Zinco. Como já foi destacado, os mesmos não possuem comprovação científica contra o novo Coronavírus (Covid-19), no entanto, ainda circulam diversas informações que apontam o contrário do que a ciência divulga. 

Dessa vez, recebemos uma imagem que diz que os remédios citados acima são eficazes no tratamento contra a Covid-19 (veja a imagem abaixo). O conteúdo foi compartilhado no WhatsApp e é falso, pois não há eficácia contra a doença. 

Informação falsa. Foto: reprodução/WhatsApp

Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB), afirma que o uso de medicamentos como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica no tratamento – tratamento precoce – ou prevenção da Covid-19, seja na fase inicial ou avançada. 

Confira algumas checagens da COAR sobre os medicamentos:

COAMOS: Ivermectina não é 90% eficaz na prevenção à covid-19
Ivermectina supera vacinas ao ter 83% de eficácia contra Covid-19?

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR

Associação Médica Brasileira (AMB)

Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

COAMOS: Ivermectina não é 90% eficaz na prevenção à covid-19

É comum encontrarmos uma desinformação antiga circulando novamente na internet e às vezes com acréscimos de narrativas para aparentar ser uma “notícia atualizada”. O texto desinformativo em questão que circula em forma de notícia (característica peculiar das fake news) informa falsamente que a ivermectina seria 90% eficaz como profilaxia, 80% eficiente como tratamento precoce e 50% para tratamento tardio da doença. O medicamento é um anti-parasitário usado contra vermes e outros parasitas. Também é usado por veterinários, para combate de pulgas e carrapatos em animais de estimação.

Texto sem comprovação científica

Em agosto de 2020, uma desinformação semelhante também identificava a jornalista Elisa Robson como fonte. O conteúdo semelhante ao checado pela COAR distorcia as informações de que Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos, e notificava que o mesmo havia autorizado o uso de hidroxicloroquina para todos os pacientes com Covid-19.

É falso também que o CEO da farmacêutica suíça Novartis, Vasant Narasimhan, declarou que tem em mãos o resultado de pesquisas que comprovam a eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina em matar o novo coronavírus. Isso foi checado em 2020 pela COAR.

Em fevereiro deste ano, a farmacêutica americana Merck, empresa que desenvolveu a ivermectina nos anos 1980 e até hoje é a principal fabricante, afirmou que não existem evidências sobre a eficácia do medicamento contra a covid-19.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) também não recomenda tratamento precoce para Covid-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro), porque os estudos existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Ivermectina supera vacinas ao ter 83% de eficácia contra Covid-19?

A ivermectina é um medicamento barato para uso veterinário e humano, usado contra parasitas, como sarna, oncocercose e piolhos. Mesmo com tais informações, existem muitas publicações compartilhadas em redes sociais que indicam a ivermectina como um tratamento útil contra a covid-19. Até agora, porém, sua eficácia não foi comprovada.

A matéria falsa e sem qualquer fundamento científico “IVERMECTINA MAIS EFICAZ QUE VACINAS: Médicos europeus pedem uso urgente contra a Covid” foi escrita por Fábio Allves, criador do  site de extrema-direita, Coletividade Evolutiva e compartilhada milhares de vezes por usuários nas redes sociais.

Informação falsa divulgada por um site bolsonarista

A COAR alerta que a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (ABM) já emitiram nota no início deste ano, reforçando que não existe “tratamento precoce” contra o coronavírus. No texto, as entidades também afirmam que “a desinformação dos negacionistas” piora a “devastadora situação da pandemia em nosso País”.

“As melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no ‘tratamento precoce’ para a covid-19 até o presente momento”, diz a nota.

Convém lembrar que várias informações desinformativas sobre Covid-19 já apontaram que a ivermectina reduziria mortes por Covid em até 75%. O que não é verdade. Agências e sites de fact-checking já haviam checado tais desinformações, como a Lupa, Estadão Verifica, Boatos, Uol, e tantos outros.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Estadão Verifica

Anvisa liberou Ivermectina e muda a dose?

“Anvisa liberou Ivermectina e muda a dose”. A mensagem é dissipada em grupos de WhatsApp, acompanhada do link de uma entrevista jornalística, disponibilizada no YouTube, com a médica brasileira Lucy Kerr, que defende o uso do medicamento contra a Covid-19. A COAR checou e foi possível constatar que a afirmação é falsa. Como ainda não há comprovação de que o Ivermectina é, efetivamente, eficaz contra a Covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, não liberou e nem recomenda o uso do medicamento para o tratamento da doença.

“Diante das notícias veiculadas sobre medicamentos que contêm ivermectina para o tratamento da Covid-19, a Anvisa esclarece: Inicialmente, é preciso deixar claro que não existem estudos conclusivos que comprovem o uso desse medicamento para o tratamento da Covid-19, bem como não existem estudos que refutem esse uso. Até o momento, não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da Covid-19 no Brasil”, pronunciou-se a agência reguladora em nota de esclarecimento divulgada no dia 07 de julho deste ano.

A afirmação sobre a liberação da Ivermectina para o tratamento de pessoas com o novo coronavírus é, aliás, a legenda da gravação em que consta a entrevista com a médica Lucy Kerr. O vídeo se encontra disposto no canal do jornalista Fernando Beteti e foi ao ar no dia 10 do mês passado, oito dias depois que a Anvisa liberou comunicado anunciando a liberação de retenção de receita para a compra do remédio. Ou seja, não houve a liberação da Ivermectina, mas apenas não exigência de uma prescrição médica para a compra do medicamento, a exemplo do que acontecia antes da pandemia. No comunicado, inclusive, a Agência não faz menção alguma sobre uma possível eficácia do remédio no tratamento contra a Covid-19, mas sim contra verminoses e parasitoses.

“A Diretoria Colegiada da Anvisa revisou, nesta terça-feira (1º/9), a exigência de retenção de receita para os medicamentos Ivermectina e Nitazoxanida. A ação faz parte do monitoramento constante de substâncias sujeitas a controle em virtude da emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII) relacionada ao novo coronavírus (Sars-CoV-2). Neste contexto, verificou-se que os medicamentos Ivermectina e Nitazoxanida, no momento, não se encontram sob ameaça de desabastecimento de mercado. A alteração foi adotada visando garantir o acesso da população ao tratamento de verminoses e parasitoses bastante conhecidas e bem significativas. A decisão considera ainda que os dois medicamentos já são de prescrição médica e não vêm sendo utilizados em doenças e pacientes crônicos”, esclareceu a Anvisa.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

Anvisa

Prefeito de Porto Feliz é reeleito por zerar número de óbitos por Covid-19 no município?

Novamente uma informação falsa desmentida no começo deste ano de que a cidade de Porto Feliz, localizado a 100km de São Paulo, possuía o índice de zero óbitos causados pelo novo coronavírus voltou a circular nas redes sociais. O novo conteúdo atrela a vitória do prefeito, Doutor Cássio Prado (PTB), que é médico cirurgião e intensivista, o resultado de zero óbitos de Covid-19 na cidade. A COAR checou a informação e reforça que é falsa.

Informação falsa

O primeiro ponto que a COAR destaca é que o município paulista realmente reelegeu Dr. Cássio Prado com 92, 10% dos votos (25. 318). O candidato derrotou Marola, que ficou em segundo lugar com 5,70% (1.566 votos). O outro ponto é que na mensagem falsa informa que 100% da população foi tratada previamente com ivertmectina. Em junho deste ano, o prefeito chegou a declarar que havia distribuído perto de 1500 “kits” para a população conforme reportagem da Pública em outubro deste ano. Após a publicação da reportagem, a Prefeitura enviou uma nota informando que não há distribuição de Kits no município. “O que existe é um Protocolo de Tratamento Precoce prescrito por médicos em pacientes com sintomas iniciais de Covid-19” – declarou a Prefeitura em nota. No entanto, a COAR alerta que nenhum dos medicamentos que compõem o “coquetel” da Prefeitura de Porto Feliz (SP) tem comprovação científica de eficácia ou chancela da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Não há nenhum medicamento que evite o contágio da doença. Quanto à cloroquina e a hidroxicloroquina (que é um derivado da primeira), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ressalta que “estudos conduzidos até o momento têm 1 número de pacientes muito reduzido e ainda é arriscado afirmar que vai funcionar no tratamento da covid-19”. Além disso, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Sociedade Brasileira de Infectologia já publicaram em comunicados que nenhum desses medicamentos, nem a ivermectina, tem eficácia comprovada contra a doença. Quanto à ivermectina, a Anvisa afirma, em nota, que “as indicações aprovadas são aquelas constantes da bula do medicamento” — nenhuma é para a covid-19.

Terceiro ponto é falso que não houve mortes na cidade por Covid-19. Com base em dois boletins epidemiológicos do município de 13 de novembro, dois dias antes do 1º turno das eleições, havia sim o registro de 15 óbitos em decorrência do vírus. Após a vitória do prefeito, Porto Feliz continua a registrar o mesmo número de óbitos registrados no último dia 24 de novembro, fechamento desta checagem.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Boletim Epidemiológico de Porto Feliz

G1

Pública

Poder 360

VERIFICAMOS: Distribuição de kits Covid-19 da Unimed

Uma informação de que a Unimed, filial em Santa Catarina, vem distribuindo “Kits Covid-19” viralizou no Twitter. O conteúdo informa que o tal Kit conta com medicamentos, como hidroxicloroquina, ivermectina, vitamina D, zinco quelado, além de uma orientação sobre como usar a medicação de maneira preventiva. A COAR constatou que a informação é verdadeira, embora com algumas ressalvas.

O kit é distribuído pela unidade, no entanto, a empresa esclareceu que o coquetel com hidroxicloroquina, ivermectina, vitamina D, e Zinco quelado, não é recomendado a toda a população (como fica subentendido na descrição de algumas postagens), e que a intenção do kit é, especificamente, evitar que médicos contraiam o vírus Sars- Cov-2 (transmissor da Covid-19). Destacou também que a receita é enviada apenas aos profissionais que efetivaram exames para comprovar possíveis reações indesejáveis.

O estabelecimento se posicionou sobre o assunto através do Twitter oficial da Unimed Brasil.

A utilização não é compulsória e o kit foi entregue a profissionais da linha de frente com orientações. Também foram realizados exames para excluir doenças que possam ser agravadas pelo uso da profilaxia. A Unimed orienta suas cooperativas a seguirem as diretrizes previstas pelas associações e sociedades de especialidades médicas brasileiras, além dos protocolos aprovados pela OMS.

Pelo princípio cooperativista, as cooperativas têm autonomia para desenvolver e executar as ações que julgarem pertinentes às suas necessidades, bem como os médicos que as compõem têm autonomia para indicar tratamentos e procedimentos de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina.”

De fato, a ética médica diz que cada profissional tem autonomia para prescrever a receita que julgar mais eficaz. Outra, não há um medicamento ideal contra o novo coronavírus. O Ministério da Saúde recomenda o coquetel de dois medicamentos associados à azitromicina: a cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina ao tratamento precoce da doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, o acesso desses fármacos só é possível por meio de prescrição médica e da assinatura do paciente no Termo de Ciência e Consentimento.

A equipe da COAR reforça que em caso de dúvidas você pode entrar em contato com o WhatsApp: (86) 995179773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Maria Luísa Araújo

Edição: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

  1. Perfil no Twitter Unimed Brasil
  2. Perfil no Twitter Medicina em Debate

Ivermectina com Azitromicina ou água de limão é capaz de prevenir a Covid-19?

01/07/2020 8h15

Por: Maria Luísa Araújo e Assislene Carvalho

Edição: Wanderson Camêlo

A COAR recebeu recebeu um vídeo em que o empresário e educador físico piauiense Demóstenes Ribeiro afirma que a junção do fármaco Ivermectina, com água de limão e a prática de atividade física podem prevenir contra a Covid-19. Na gravação, Demóstenes saúda a população de Teresina (PI), depois ingere o experimento e indica a mistura para todas as famílias.

Ele afirma que a ingestão da receita, que ainda não possui comprovação científica, ajuda na imunização dos infectados com o novo coronavírus.

A COAR analisou que, até o momento, o vídeo está sendo repassado apenas na rede social WhatsApp e que a informação é falsa. Entramos em contato com o médico infectologista Kelson Veras. Ele explica que a mistura de substâncias não ajuda na recuperação de quem contraiu a doença.

“O efeito da água com limão está no oferecimento da refrescância ao corpo, apenas. Já a Ivermectina tem a real função de combater algumas verminoses e parasitas como piolhos e carrapatos”

A Ivermectina é um medicamento antiparasitário e já tem sua eficácia comprovada contra alguns vírus, bactérias, vermes, insetos e ácaros; geralmente é utilizada no tratamento de doenças como Filariose, Ascaridíase, Escabiose, Pediculose e outras, porém sua eficácia contra o vírus da Covid-19 ainda não é uma afirmação concreta.

Outro vídeo com um conteúdo similar está sendo repassado através do Twitter, além de estar disponível em um canal do YouTube. Trata-se de outro profissional da saúde, o médico Anthony  Wong, toxicologista e diretor Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele recomenda a Ivermectina junto à Azitromicina aos pacientes na etapa inicial da doença.

O médico garante a segurança na ingestão desses remédios e afirma que não importa o que seu médico fale sobre isso. Por esse motivo a informação também é falsa, pois segundo o Ministério da Saúde a Covid-19 não existe um medicamento ideal para a doença, sendo mais que necessário a prescrição médica e acompanhamento aos pacientes.

O vídeo está em dois perfis do Twitter, e em uma das contas, o conteúdo possui mais de 11 mil visualizações, com 261 retweets. Já no YouTube, a gravação está visualizada por 35.138 internautas e contido no canal “O Despertar da Consciência” que possui mais de 21 mil inscritos.

O médico também afirma que o Brasil terá uma forte segunda onda da pandemia

Apesar de tantos boatos sobre a Ivermectina, é provado apenas seu efeito in vitro contra o coronavírus, ou seja, em laboratório. Entretanto, a dosagem usada nos experimentos, além de alta, não comprova que o medicamento seja eficiente contra a doença no corpo humano. Tal estudo sobre a droga foi publicado em abril pela Universidade de Monash, na Austrália.

Contudo, o Ministério da Saúde também esclarece que alimentos alcalinos (entre eles o limão) também não contribuem para a cura nem prevenção do novo coronavírus.

Leia mais: Consumo de alimentos alcalinos ajuda o organismo a combater coronavírus?

A COAR recentemente publicou uma outra checagem sobre a Ivermectina que menciona os riscos da automedicação. No entanto, fazemos novamente esse alerta e ressaltamos a importância da busca do diagnóstico médico, com prescrição correta de medicamentos para o tratamento dos sintomas.

Leia mais: VERIFICAMOS Ivermectina serve para curar e prevenir Covid-19?

O Ministério da Saúde informa que, até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus (COVID-19). As recomendações de prevenção são:

  • Higienizar as mãos com água e sabão, além do uso do álcool em gel 70%.
  • Cobrir o nariz e boca com lenço ou COM O BRAÇO (e não com as mãos!) quando tossir ou espirrar.
  • Evitar o contato próximo com pessoas resfriadas ou que estejam com sintomas parecidos com os da gripe.
  • Evitar aglomerações.
  • Evitar tocar nos lhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal (como talheres, toalhas, pratos e copos).
  • Manter os ambientes ventilados.

Referências da COAR:

  1. Estudo da Austrália (link 1; link 2)
  2. Ministério da Saúde
  3. Perfis do Twitter (link 1; link 2)
  4. Vídeo sobre Ivermectina e Azitromicina (YouTube)

Ivermectina na prevenção de Covid-19

A COAR recebeu via Whatsapp o áudio de um homem paraibano – não identificado – que afirma trabalhar no IASS (Instituto de Assistência à Saúde do Servidor) e ter participado de uma palestra sobre Ivermectina, medicamento que nos últimos meses vem sendo usado como objeto de disseminação de várias desinformações. De acordo com ele, o remédio – que geralmente é utilizado como vermífugo, pode ser usado como cura e prevenção ao novo coronavírus. Essa informação poderia até ser animadora, se não fosse falsa.

No áudio é afirmado que o medicamento quebra o ciclo celular do vírus e impede que este se multiplique. O responsável pela gravação ainda informa que a Ivermectina pode ser usada em casos leves, graves e também antes do contágio, como forma de prevenção. Ele apresenta como forma de embasamento para sua fala a informação de que na Austrália 550 médicos tomaram uma única dose do remédio, variando a quantidade de comprimidos de acordo com o peso de cada pessoa. Essa única dose serviria como forma de imunização por 6 meses ou até mesmo 1 ano.

Áudio e imagem que estão sendo compartilhados via Whatsapp.

Primeiramente, nossa equipe buscou em sites oficiais, como o do Ministério da Saúde, para elencar algum posicionamento sobre o uso do medicamento. De acordo com as informações encontradas, ainda não existe nada capaz de curar nem prevenir a doença; as medicações utilizadas nos tratamentos hospitalares são apenas para ajudar a minimizar os sintomas e promover uma maior resistência do organismo para evitar que se chegue a situações mais graves e até mesmo a morte.

Em segundo momento, buscamos informações de profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia. O médico Darllan Barros, diretor do hospital de campanha Nossa Senhora de Fátima, no município de Parnaíba (norte do Piauí), informou que a Ivermectina é um medicamento que tem eficácia comprovada no tratamento de algumas doenças causadas por vírus, bactérias, vermes, insetos e ácaros.

O estudo australiano sobre o medicamento como combatente à Covid-19 foi feito a partir de testes em laboratório e realmente mostrou um impedimento da multiplicação do vírus. Porém, segundo Darllan Barros, em laboratório as condições são diferentes e mais controladas do que no corpo humano.

“Precisamos esperar para ver se ela vai funcionar quando testada em humanos, qual a quantidade que precisará ser ministrada e quais os riscos ela trará à nossa saúde. Por enquanto, ninguém tem certeza”, afirma Barros.


Riscos da automedicação

O médico ainda alerta que o próprio efeito colateral da Ivermectina pode se confundir com a manifestação clínica da Covid-19. De acordo com ele, se “em meio a uma pandemia você tomar por conta própria um remédio, pode induzir sintomas e confundir o diagnóstico, comprometendo também o tratamento”.

Em relação à dosagem do medicamento ele informou à nossa equipe que, para impedir a reprodução do coronavírus, seria necessária uma dose muito mais alta do que a utilizada no tratamento de outras verminoses e que doses muito altas podem ser tóxicas, além disso, podem oferecer maiores riscos à saúde do paciente.

Darllan Barros também nos informou que até agora não há comprovação que a medicação sirva como forma de prevenção à Covid-19 e nem registros de outro medicamento que possa servir neste sentido. O que está sendo feito nos hospitais é apenas tratamento dos sintomas por meio de medicamentos, de acordo com o diagnóstico dos profissionais de saúde.

“Tudo ainda é muito novo! Não existe uma comprovação científica segura!”, concluiu.

Escrito por: Assislene Carvalho
Edição: Wanderson Camêlo

Referências da Coar

Site do Ministério da Saúde

É FALSO? Medicamento antiparasitário que ‘mata’ Covid-19 em 48 horas

Por: Gabrielle Alcântara

É comum encontrarmos no WhatsApp, receitas milagrosas e até supostas descobertas científicas com links suspeitos. Inclusive, já verificamos muitas delas aqui, na COAR. Um exemplo disso é a matéria que recebemos, indicada por um leitor, para análise:

A informação foi compartilhada em vários sites

O site intitulado Mundo Ao Minuto veiculou uma matéria com o título “Identificado medicamento parasitário que ‘mata’ Covid-19 em 48 horas”. De acordo com o site, o medicamento chamado “Ivermectin” do Laboratório na Austrália, poderia remover essencialmente todo o RNA viral no espaço de 48 horas ou em até 24 horas – com uma redução significativa.

Ontem (3), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que um estudo publicado em um periódico científico é “muito frágil”, mas que o governo vai autorizar o uso da cloroquina no tratamento para o coronavírus também para pacientes graves. Até então, a substância era permitida apenas para pacientes considerados críticos, aqueles internados em leitos de UTI.

A COAR verificou no site do Ministério da Saúde e em diversos sites de credibilidade nacional e internacional para buscar notícias sobre o remédio de cura defendido pela matéria, mas não há veiculação sobre qualquer remédio ou vacina contra o coronavírus.

A notícia, então, é falsa. A COAR reitera o compromisso com a informação e indica que a população verifique sempre o site de notícia e evite clicar em links desconhecidos.