Detran e Polícia Militar estão multando quem estiver dirigindo sem máscara?

Nesta semana, um comunicado falso vem circulando em grupos de WhatsApp divulgando uma suposta multa para quem dirigir sem máscara. Este boato informa que o Detran e a Polícia Militar (PM) estão multando os motoristas que estiverem dirigindo sem o acessório de proteção. A mensagem ainda cita que o valor da multa seria de R$ 128 por pessoa. A COAR havia checado uma informação semelhante envolvendo a Guarda municipal e PM no começo de 2020. O comunicado falso já circulou em vários estados brasileiros e desmentido por vários órgãos de trânsito.

Mensagem falsa é semelhante a uma antiga divulgada no ano passado

A COAR alerta que não há imposição de penalidade ao condutor por dirigir sem o uso da máscara, pois não existe esse tipo de infração no Código de Trânsito Brasileiro. Existe a obrigatoriedade do uso da máscara em espaços públicos, conforme o Decreto Estadual no Piauí de nº 18.947, de 22 de abril de 2020, que diz que o uso obrigatório deste acessório é mais uma medida de enfrentamento à Covid-19, com o objetivo de garantir mais segurança para a saúde dos piauienses.

A COAR informa que geralmente falsos comunicados contêm vários erros de ortografia e não têm embasamento de fontes oficiais ou credíveis.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Uso prolongado de máscara aumenta quadro de intoxicação, torna sangue ácido e promove câncer, além de outras doenças? COAMOS imagem na internet

É comum a COAR desinformações sobre o uso de máscara no combate à Covid-19. Um dos mais recentes afirma que o uso excessivo de máscara permite que as pessoas absorvam gás carbônico e assim transformando o sangue mais ácido e promovendo novas doenças, como câncer. Esses rumores não se baseiam em comprovações científicas, pois segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “usar máscaras médicas durante muito tempo pode ser desconfortável, mas não provoca intoxicação por dióxido de carbono nem hipóxia”.

Informação é falsa

Especialistas alertam que não procede a informação de que usar máscara deixa o sangue ácido e enfraquece o sistema imunológico, já que não há evidências de que o equipamento cause hipercapnia. Além disso, o Ministério da Saúde já havia anunciado que não há embasamento técnico científico que comprove a ocorrência de acidificação do sangue por causa do uso de máscaras.

Em maio de 2020, uma mensagem falsa viralizou nas redes sociais. O conteúdo continha “sem consentimento” a assinatura de um médico do Rio de Janeiro, que supostamente alertava sobre o uso de máscara por um longo período de tempo causa hipóxia (deficiência de oxigênio no sangue, que pode alterações no tato, na visão e coordenação motora). A suposta mensagem creditava como fonte oficial: o clínico geral Eduardo Herrera, do Rio Janeiro. No entanto, a COAR verificou o conteúdo, que é falso e ainda encontrou o perfil do médico citado no Facebook, que negou ter dado tal informação. Em seu perfil, o próprio médico reforça o uso de máscara. “USEM MÁSCARAS! EU USO A MÁSCARA E TE PROTEJO…VOCÊ USA A MÁSCARA E ME PROTEGE”.

Segundo o infectologista Gilvan Nunes, nenhum desses quadros pode ser provocado pelo uso da máscara, mesmo que prolongado, ao contrário do conteúdo da mensagem divulgada que isso intoxicaria o usuário. O médico reiterou também a importância do uso da máscara como uma das medidas defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à Covid-19.

Caso você receba mensagens com informações duvidosas, questione e não compartilhe. Entre em contato conosco por meio do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Aos Fatos

El País

Uso prolongado de máscara causa hipóxia?

Uma mensagem divulgada com assinatura de um médico do Rio de Janeiro alerta que o uso de máscara por um longo período de tempo causa hipóxia (deficiência de oxigênio no sangue, que pode alterações no tato, na visão e coordenação motora). A suposta mensagem credita como fonte oficial: o clínico geral Eduardo Herrera, do Rio Janeiro. No entanto, a COAR verificou o conteúdo, que é falso e ainda encontrou o perfil do médico citado no Facebook, que negou ter dado tal informação. Em seu perfil, o próprio médico reforça o uso de máscara. “USEM MÁSCARAS! EU USO A MÁSCARA E TE PROTEJO…VOCÊ USA A MÁSCARA E ME PROTEGE”.

Segundo o infectologista Gilvan Nunes, nenhum desses quadros pode ser provocado pelo uso da máscara, mesmo que prolongado, ao contrário do conteúdo da mensagem divulgada que isso intoxicaria o usuário. O médico reiterou também a importância do uso da máscara como uma das medidas defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à Covid-19.

O médico desmente ter dado tal informação

A COAR entrou em contato também com o Diretor do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, Infectologista Dr. José Noronha, que ressaltou: “Não há nexo afirmar que o uso prolongado da máscara causaria essa baixa de oxigênio. Pois as máscaras filtram o ar, nenhuma impede a entrada de ar”.

Escrito por: Sol Rocha e Marta Alencar

Máscaras do Piauí com número 666 não estão infectadas

Exclusiva COAR

29/04/2020 8h50

Por: Letícia Santos

Desde as primeiras recomendações das autoridades em saúde sobre a utilização de máscaras, o objeto vem sendo alvo de conteúdos falsos no Piauí. Desta vez, uma mensagem compartilhada massivamente no Whatsapp, Twitter e Youtube dá conta de que máscaras estampadas com o número “666” vindas da China estariam contaminadas com o coronavírus e que a população piauiense deveria evitá-las.  A publicação ainda alerta de que o número “666” seria o da “besta fera” e que a Bíblia está revelando que o fim está próximo. 

A COAR investigou a respeito do conteúdo e encontrou a mesma imagem sendo divulgada de formas diferentes em vários estados, não somente no Piauí. No entanto, devido a mensagem está circulando massivamente no Estado, entramos em contato com a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) para comentar a respeito da mensagem com tom religioso e sem embasamento científico.

De acordo com a pasta, todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) são avaliados pela vigilância sanitária antes de serem distribuídos. Portanto, a mensagem é infundada e falsa. Além disso, os EPIs são destinados aos profissionais de saúde. E o número em questão não tem relação com as máscaras de proteção ou com qualquer suposição de ataque terrorista.

O Ministério da Saúde já esclareceu que não há nenhuma evidência de produtos enviados da China para o Brasil, que tenham tragam o coronavírus (Covid-19).

Leia mais: #FALSO: Áudio alertando sobre máscaras contaminadas distribuídas no Piauí

De acordo com estudos científicos, os vírus sobrevivem no tecido entre 72 e 96 horas. A médica infectologista, Jéssica Sousa, confirma essa informação e explica que não existem estudos específicos sobre o novo coronavírus, mas pode-se levar em consideração estudos de outros vírus já conhecidos.

Cuidados com a máscara de tecido

A infectologista afirma que é necessário ter cuidado com a máscara de tecido. Ao sair de casa, a recomendação é que a máscara não seja manuseada pela parte da frente, somente pelo elástico. Além disso, o ideal é que a máscara não fique folgada no rosto. A recomendação é que ao chegar em casa, a máscara seja colocada de molho em água com sabão ou hipoclorito (água sanitária) e lavada manualmente. 

“É importante ter cuidado nos momentos de retirar e colocar a máscara, considerando sempre que aquela região anterior esteja contaminada. Evite colocar a mão na máscara o tempo inteiro quando sair para a rua, porque sua mãos podem estar contaminadas”, aconselha a infectologista.

A médica infectologista também chama atenção para o perigo das informações falsas que circulam nas redes sociais sobre os equipamentos de proteção individual.

“Quando que você vir uma notícia que considera duvidosa, entre em contato com profissionais ou especialistas área de saúde para esclarecer, antes de sair divulgando uma informação inverídica”, finaliza a médica.