Instituto Mauricio de Sousa distribui kits com máscaras da Turma da Mônica?

A Turma da Mônica há décadas anima crianças e adultos, principalmente com suas histórias em quadrinhos. No entanto, o Instituto Mauricio de Sousa, idealizado pelo próprio cartunista e criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, vem sendo alvo nos últimos meses, de informações falsas e boatos. Em junho deste ano, a COAR chegou a desmentir um boato sobre distribuição gratuita de almanaque da Turma da Mônica.

Uma leitora da COAR enviou nesta sexta-feira (30), um conteúdo que vem sendo distribuído nas redes sociais, que informa que o Instituto Mauricio de Sousa (realiza projetos, campanhas e ações sociais) está entregando quatro máscaras reutilizáveis da Turma da Mônica para crianças. No texto, ainda há uma imagem que ilustra as “máscaras” e um link que seria supostamente do site oficial. No entanto, o link é enganoso e não procede com o site oficial do Instituto que é www.institutomauriciodesousa.org.br. A COAR alerta sempre aos seus leitores não preencherem cadastros ou clicar em links desconhecidos. Na dúvida, acesse o site oficial ou as redes sociais de determinada instituição.

Conteúdo enganoso enviado por uma leitora da COAR

Além disso, o próprio Instituto se posicionou desde o dia 21 de outubro informando que não tem qualquer relação com a postagem falsa que informa sobre uma suposta distribuição de máscaras da Turma da Mônica. No Twitter Oficial da Turma da Mônica, há também a divulgação da checagem da Lupa, informando que o conteúdo é falso e não passa de mais um boato envolvendo o Instituto.

Leia mais: VERIFICAMOS: Distribuição gratuita de Almanaque da Turma da Mônica

Desde quando foi fundada, a COAR já verificou e desmascarou dezenas de golpes. Os golpes mais comuns são: supostos programas do Governo Federal; vagas de emprego; mensagens de bancos; sorteios ou brindes, benefícios sociais etc. Links manipulados, falsos cadastros ou sites fraudulentos, os golpistas inovam quando o assunto é furtar dados pessoais ou bancários de usuários.

Fez o cadastro?

Nos primeiros meses de 2020, mais de 3 milhões de pessoas tiveram seus WhatsApps clonados em todo o país conforme levantamento da dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe.

Para garantir a segurança máxima do seu aplicativo, a COAR recomenda que você realize a verificação em duas etapas:

Abra seu WhatsApp e toque em Configurações (Android) ou Ajustes (iOS) > Conta > Confirmação em duas etapas > ATIVAR.

Caso, você tenha caído no golpe do WhatsApp, envie um e-mail para support@whataspp.com com o assunto “Perdido/roubado/clonado: por favor, desative minha conta” e no corpo da mensagem escreva seu número de telefone, com código do país e DDD.

A COAR alerta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram(@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

  1. Perfil oficial no Twitter Turma da Mônica
  2. Site oficial do Instituto Mauricio de Sousa

Uso de máscaras dentro de casa AGORA é obrigatório?

Durante este período de pandemia, a desinformação sobre medidas do governo para a prevenção da Covid-19 e “supostas curas” para a doença é crescente. Dessa vez, o que circula nas redes sociais é uma mensagem que informa sobre uma suposta lei que obrigaria o cidadão a usar máscara em casa, e que dar permissão às autoridades para fiscalizarem dentro das residências, caso seja necessário. A COAR verificou, a informação é falsa.

Foto: Karolina Grabowska

O que foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (9) foi o projeto de lei que torna obrigatório o uso de máscara pela população em locais públicos e privados acessíveis ao público. Não é mencionada a obrigação de usar máscara dentro de casa e nem mesmo o direito às autoridades de fiscalizar no interior das residências.

A Ementa do PL é bem clara:

Altera a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, para dispor sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção individual para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público, em vias públicas e em transportes públicos durante a vigência das medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da Covid-19. (Câmara dos Deputados)

Multa


Foi aprovado no Senado Federal, texto que determina que os setores públicos e privados ofertem máscaras aos empregados. Decreta ainda que o descumprimento da regra em setores privados acarretará em aplicação de multa de R$ 300,00 por funcionário. Esse valor pode variar de acordo com a condição financeira da empresa em questão.

Vale ressaltar que a gestão municipal e estadual tem autonomia para estipular valores de multas sobre seus civis. Crianças menores de 3 anos, pessoas que apresentam deficiências intelectuais e sensoriais que não permitam o uso correto da máscara, pessoas em situação econômica menos favoráveis e moradores de rua não serão afetadas pela cobrança da multa. De acordo com o texto, o poder público deve ofertar máscaras para essas pessoas com maior vulnerabilidade econômica por meio de serviços de assistência social, tanto públicos como privados.

Empresas que trabalham como meios de transporte, sejam de ônibus, motoristas de aplicativos ou táxis, deverão fazer colaboração na fiscalização do cumprimento da regra de utilização obrigatória de máscaras, tendo direito de impedir a entrada de passageiros em seus veículos.

Novas diretrizes

Nesse contexto, a população deve ficar atenta às novas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgadas na última sexta-feira (5), inclusive, sobre o material que deve ser usado para a fabricação de máscaras de pano, que de acordo com a entidade, deve ter três camadas:

• A camada exterior deve ser feita de um material resistente à água, como o polipropileno, poliéster ou uma mistura deles;

• A camada do meio deve funcionar como um filtro e pode ser feita de um material sintético, também como o polipropileno ou pode ser feita uma camada extra de algodão;

• Para a camada interior deve ser usado um material que possa absorver a água, como o algodão.

Escrito por: Assislene Carvalho e Naiane Feitosa

Edição: Daniel Silva

Referências da COAR:

  1. Ementa projeto de lei n°: 1562, de 2020
  2. Senado Notícias
  3. Novas orientações da OMS sobre uso de máscaras

Máscaras do Piauí com número 666 não estão infectadas

Exclusiva COAR

29/04/2020 8h50

Por: Letícia Santos

Desde as primeiras recomendações das autoridades em saúde sobre a utilização de máscaras, o objeto vem sendo alvo de conteúdos falsos no Piauí. Desta vez, uma mensagem compartilhada massivamente no Whatsapp, Twitter e Youtube dá conta de que máscaras estampadas com o número “666” vindas da China estariam contaminadas com o coronavírus e que a população piauiense deveria evitá-las.  A publicação ainda alerta de que o número “666” seria o da “besta fera” e que a Bíblia está revelando que o fim está próximo. 

A COAR investigou a respeito do conteúdo e encontrou a mesma imagem sendo divulgada de formas diferentes em vários estados, não somente no Piauí. No entanto, devido a mensagem está circulando massivamente no Estado, entramos em contato com a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) para comentar a respeito da mensagem com tom religioso e sem embasamento científico.

De acordo com a pasta, todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) são avaliados pela vigilância sanitária antes de serem distribuídos. Portanto, a mensagem é infundada e falsa. Além disso, os EPIs são destinados aos profissionais de saúde. E o número em questão não tem relação com as máscaras de proteção ou com qualquer suposição de ataque terrorista.

O Ministério da Saúde já esclareceu que não há nenhuma evidência de produtos enviados da China para o Brasil, que tenham tragam o coronavírus (Covid-19).

Leia mais: #FALSO: Áudio alertando sobre máscaras contaminadas distribuídas no Piauí

De acordo com estudos científicos, os vírus sobrevivem no tecido entre 72 e 96 horas. A médica infectologista, Jéssica Sousa, confirma essa informação e explica que não existem estudos específicos sobre o novo coronavírus, mas pode-se levar em consideração estudos de outros vírus já conhecidos.

Cuidados com a máscara de tecido

A infectologista afirma que é necessário ter cuidado com a máscara de tecido. Ao sair de casa, a recomendação é que a máscara não seja manuseada pela parte da frente, somente pelo elástico. Além disso, o ideal é que a máscara não fique folgada no rosto. A recomendação é que ao chegar em casa, a máscara seja colocada de molho em água com sabão ou hipoclorito (água sanitária) e lavada manualmente. 

“É importante ter cuidado nos momentos de retirar e colocar a máscara, considerando sempre que aquela região anterior esteja contaminada. Evite colocar a mão na máscara o tempo inteiro quando sair para a rua, porque sua mãos podem estar contaminadas”, aconselha a infectologista.

A médica infectologista também chama atenção para o perigo das informações falsas que circulam nas redes sociais sobre os equipamentos de proteção individual.

“Quando que você vir uma notícia que considera duvidosa, entre em contato com profissionais ou especialistas área de saúde para esclarecer, antes de sair divulgando uma informação inverídica”, finaliza a médica.