COAR participa do Primeiro Programa de Residência do Comprova

No período de quase dois meses, a fundadora da COAR, Marta Alencar, participou do Primeiro Programa de Residência do Projeto Comprova.  O projeto selecionou conforme o cumprimento das etapas do curso “Monitoramento e investigação de conteúdos digitais“. Em seguida, a equipe do Comprova avaliou as respostas de um Formulário realizado após o cumprimento do curso, além da disponibilidade e aplicabilidade das ideias propostas pelos 77 inscritos no curso. Desses 77, o Comprova selecionou dez nomes para uma temporada de oito semanas em atividades práticas junto da equipe.

O Comprova reúne jornalistas de 33 diferentes veículos de comunicação brasileiros para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas sobre políticas públicas, processo eleitoral e a pandemia de covid-19 compartilhadas nas redes sociais ou por aplicativos de mensagens.

Texto: Equipe da COAR

Educação no combate à desinformação

Opinião

Teorias conspiratórias e informações negacionistas sobre a pandemia de Covid-19 se alastram rapidamente nas redes sociais, formando bolhas desinformativas que viralizam e incitam dúvidas e questionamentos sobre a ciência e ataques à imprensa por grupos extremistas. Em 2020, o cenário desinformativo expandiu nas eleições municipais do país e também promoveu uma onda de conteúdos verdadeiros sendo divulgados fora de contexto para difamar ou denegrir a imagem de adversários políticos. Diante disso, como é possível lidar ou encontrar respostas para combater ou diminuir os efeitos da desinformação no Brasil e no mundo?

341 projetos de verificação ou fact-checking existem/atuam no mundo conforme o último censo do Duke Reporter´s Lab, lançado em 3 de junho de 2021. Apesar da ascensão desses projetos de checagem para frear as fake news, grupos ou usuários que leem ou compartilham a checagem representam um percentual pequeno diante das páginas e grupos que espalham desinformação. Um relatório “Desinformação, mídia social e Covid-19 no Brasil: relatório, resultados e estratégias de Combate” realizado pelos grupos de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais da Universidade Federal de Pelotas juntamente com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O documento apresentou que de um total de 4256 páginas e grupos que compartilharam desinformação no Facebook, apenas 10% dos grupos compartilharam a checagem. Ainda segundo o relatório, grupos politicamente radicais ou altamente ideologizados tendem a proteger as suas crenças através da negação de fatos ou de evidências contrárias. Ou seja, tendem a repudiar o trabalho de verificação feito por agências de fact-checking ou por organizações jornalísticas.


Em 2020, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP)e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançaram a pesquisa “Desinformação On-line e Eleições no Brasil: a circulação de links sobre desconfiança no sistema eleitoral brasileiro no Facebook e no YouTube (2014-2020)”, em que apresenta dados inéditos sobre a circulação de textos e vídeos nas plataformas, com desinformação que tem como alvo a Justiça Eleitoral e as Eleições de forma geral. O estudo se baseou em um corpus de 1.426.687 posts publicados no Facebook, YouTube e Twitter entre os dias 1 e 30 de novembro, período que compreende as eleições municipais de 2020 no Brasil.

Entre os conteúdos observados e analisados:fraude nas urnas, vulnerabilidade das urnas eletrônicas, farsa e manipulação eleitoral, defesa aguda do voto impresso etc. Dentre os principais resultados da pesquisa, o debate sobre voto impresso foi apontado como mobilizado em todas as principais narrativas ocorridas no período analisado de 30 dias, com destaque para a desconfiança na segurança, na transparência e na integridade dos sistemas do TSE. Esses dados revelam o quanto conteúdos com teor negacionista e que promovem desconfiança às instituições públicas e entidades geram confusão e ruídos nas redes sociais.

Para a pós-doutora em comunicação, Pollyana Ferrari e a doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, Margareth Boarini, o negacionismo não só é antigo como se vale de um espectro bastante abrangente, valendo-se, na grande maioria dos casos, do discurso de poder, passando de Galileu a Holocausto, até a crise climática, vacinas e pandemia da Covid-19, entre outros temas. As pesquisadoras refletem que é preciso não apenas empregar as ferramentas tecnológicas mais modernas e eficazes, mas de trabalhar a educação permanente, a quem os especialistas denominam de life long learning, e o exercício do pensamento crítico.

A educação é, sem dúvidas, uma das ferramentas essenciais para combater a desinformação nesse cenário, inclusive o negacionismo, as teorias conspiratórias e o discurso de ódio. Como dizia o saudoso escritor Machado de Assis: “Quem mal lêmal ouvemal falamal vê. … De fato, quem mal lêmal ouvemal falamal vê.”, mas é preciso expandir ou incentivar um pensamento crítico e analítico de cada um, que rompa bolhas desinformativas e partidárias, onde a verdade dos fatos e o respeito pela divergência de opiniões prevaleçam.

Texto: Marta Alencar

Paolla Oliveira não declarou que prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito

A desinformação envolvendo o nome da atriz global, Paolla Oliveira, embora tenha sido desmentida por várias sites de fact-checking e de jornalismo, continua a circular em grupos de WhatsApp e no Twitter. A desinformação envolve uma suposta declaração dela, ligando atrizes da TV Globo com prostituição.

Paolla Oliveira desmente a desinformação

Segundo a atriz, seu nome foi citado como se ela tivesse dito que “a prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito”.

“Está circulando uma MENTIRA (famosa FAKE NEWS) por aí, de um site que eu nunca ouvi falar, sendo compartilhada sobre uma suposta declaração que eu NUNCA DEI à revista Caras. Nunca existiu”, disse a atriz no post em seu perfil oficial no Instagram.

“É MENTIRA e é tão ÓBVIO que é mentira. Primeiro que você nunca vai encontrar essa declaração minha falando sobre esse assunto, porque eu simplesmente nunca diria isso, envolvendo uma empresa e outras colegas e profissionais, inclusive. Não tem sentido. Pode jogar palavra por palavra no Google e não encontrará NADA, além da mentira plantada”, continua Paolla.

A COAR averigou vários perfis de usuários e bots no Twitter citando a Paolla Oliveira à desinformação sobre prostituição, inclusive fazendo piadas e comentários maldosos contra a atriz. Abaixo um exemplo disso:

Perfil no Twitter faz comentário maldoso contra a atriz

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso email coarnews@gmail.com ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Instagram da Paolla Oliveira

COAR EDUCA lança dois cursos de Produção e Edição de Podcast em parceria com Malamanhadas

Mais uma parceria de sucesso! A Produtora de podcasts no Nordeste, Malamanhadas, idealizada por quatro mulheres incríveis, oferta dois cursos em parceria com o COAR EDUCA: Como Fazer Podcast e Edição de Áudio. Os cursos serão realizados nos dias 30 e 31 de outubro e ministrados pelas professoras:

Jade Araújo – Jornalista, podcaster, produtora e editora de áudio

Aldenora Cavalcante – Jornalista, co-fundadora do Malamanhadas Produtora, podcaster e produtora

Ananda Omati – Jornalista, idealizadora do Malamanhadas Produtora, podcaster e editora de áudio

O Curso de Extensão Como Fazer Podcast terá 3h de duração e custa o investimento de R$ 60. Já o curso Edição de Áudio também com 3h de duração terá o investimento de apenas R$ 80. Os dois cursos custarão R$ 100.

Se você quer fazer sua inscrição basta preencher o Formulário e enviar o comprovante para o email coarnews@gmail.com.

FALSA: Mensagem “Wellington Dias não comprou vacinas contra Covid-19”

É verdade que o governador Wellington Dias (PT) não agilizou a compra de vacinas contra o novo coronavírus para o Piauí? A informação (abaixo) mostra uma imagem do petista, com a bandeira do Brasil ao fundo, e as seguintes informações:

“Governo Federal: 2.176.820 doses [de vacinas contra a Covid-19] enviadas para o Piauí pelo Ministério da Saúde. Zero [vacinas] compradas pelo Wellington Dias”, diz o texto da montagem, dissipada no Facebook.

MENSAGEM IMPRECISA

O site do Ministério da Saúde mostra que atualmente o número de vacinas enviadas ao estado é de 3.085.180, ou seja, ultrapassou já o contingente destacado na imagem checada, o que mostra que a mesma não é recente.

E o governador Wellington Dias, ele realmente não agilizou a compra de nenhum imunizante? Falso. Ainda este mês o Piauí negociou, por meio do Instituto Butantã, a compra de 500 mil doses da vacina chinesa Coronavac. A informação foi confirmada pelo chefe do executivo piauiense no último dia 13. A entrega deve acontecer já no próximo mês de setembro.

Wellington, antes, tentou viabilizar, através do Consórcio de Governadores do Nordeste, a compra de imunizantes russos contra a doença, mas esbarrou em uma série de condicionantes impostos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A volta atrás foi anunciada no dia 05 deste mês. Era prevista a compra de 37 milhões de doses da Sputnik V, a serem distribuídas entre todos os estados do Nordeste.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Referências da COAR:

Ministério da Saúde

Portal Cidade Verde

E-COAR entrevista Malamanhadas

Ouvir e produzir podcast já é uma realidade no Piauí, e as nossas convidadas que vivem o o formato no dia a dia: Aldenora Cavalcante —jornalista, co-fundadora da Malamanhadas Produtora, podcaster e produtora —, e Jade Araújo — jornalista, roteirista, produtora e editora de áudio —, nos contam sobre os bastidores do formato midiático na realidade piauiense.

Confira:

ANÁLISE COAR: Teorias conspiratórias e sem fundamento sobre voto impresso

O atual presidente da República, Jair Bolsonaro, insiste duvidar do sistema eleitoral vigente no país. Uma das últimas declarações do mandatário sobre o assunto foi divulgada através do canal Migalhas no YouTube e gerou, aliás, discussões entre internautas.

Na gravação Bolsonaro puxa coro para a aprovação da PEC que institui o voto impresso já para os próximos pleitos e ameaça até uma intervenção caso o Congresso não valide a proposta. De acordo com o chefe do executivo federal, o voto impresso “é uma maneira de termos uma eleição limpa”.

“É uma maneira de termos uma eleição limpa, se não tivermos, vamos ter problemas para no ano que vem; eu estou me antecipando a problemas no ano que vem… Como está aí, a fraude está escancarada”, disse o mandatário.

O presidente também faz um sério ataque ao Supremo Tribunal Federal: “Existe uma articulação de três ministro do Supremo para não ter o voto auditável”, e outro direcionado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tiraram o Lula da cadeia, tornaram ele elegível para ele ser presidente na fraude. E isso não vai acontecer”, acrescentou Jair Bolsonaro.

Mas, afinal, o que tem de verdade em todas essas declarações? Vamos às análises.

Não há nada que comprove a fragilidade do sistema de votação através de urnas eletrônicas. O modelo foi implantado há 25 anos no Brasil.

“É um processo seguro, é um processo auditável, tanto que hoje nós não tivemos nenhuma notícia com nada comprovando qualquer tipo de fraude na urna eletrônica ou qualquer equipamento associado a ela”, disse Anderson Lima, secretário de Tecnologia da Informação do TER-PI, em entrevista à rádio Teresina FM nesta segunda-feira (26).

Também não há informações que levantem suspeitas sobre a articulação de três ministros do STF, como destacou o presidente, para barrar a instituição do voto impresso ou auditável.

E sobre Lula, realmente ele foi solto para viabilizar sua candidatura à presidência da República em 2022? Não existe nada que comprove o fato, ou seja, não passa de uma suposição. Jair Bolsonaro não apresentou, durante a entrevista, provas comprovando a veracidade das declarações.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR

COAMOS: Rodrigo Pacheco (DEM -MG) acatou projeto de voto impresso?

O voto impresso é defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e alguns aliados, e questionado por outros políticos, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre eles, o presidente do órgão, Luís Roberto Barroso.

Algumas das informações a respeito do tema podem ser imprecisas ou falsas. Uma delas, COADA por nossa equipe, afirma que o presidente do Senado acatou o projeto de voto impresso e que uma consulta pública teria sido aberta no site da Casa.

A nossa equipe analisou o conteúdo recebido para verificar a veracidade das informações apresentadas na mensagem  e constatamos que ela é falsa. Pacheco não acatou o projeto de voto impresso, como destaca a mensagem. O presidente não possui poder para decidir isso sozinho. Além disso, há diversas versões da mesma mensagem encontradas na internet e algumas com alterações no texto.

O canal de checagem de fatos do Senado, Senado Verifica, também já desmentiu o conteúdo e apontou algumas informações como imprecisas, como a enquete trazida pela mensagem. Na verdade, ela é uma ideia legislativa apresentada em 2018 que pede “voto impresso em 100% das urnas” para ser analisada pelos senadores, e que foi transformada em sugestão após 20 mil apoios.

Ainda com relação a enquete, de acordo com o Senado, ela deve antes ser votada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Se for aprovada pelos senadores, terá andamento como projeto de lei e seguirá os procedimentos previstos no processo legislativo. Após votação no Senado ainda terá que ser analisada pela Câmara dos Deputados e, se aprovada, poderá ser encaminhada à sanção presidencial para ser transformada em lei.  

Em algumas versões da mesma mensagem, o texto pede para que as pessoas votem o quanto antes, pois a votação está perto de ser encerrada, o que não é verdade. A enquete permanece em aberto até o final da tramitação. 

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Senado Verifica

CNN Brasil

Correio Braziliense

Lázaro Barbosa escapou da Polícia em direção ao Piauí?

Mais um conteúdo impostor e com tom satírico é divulgado nas redes sociais e em grupos de WhatsApp sobre a fuga de Lázaro Barbosa de Sousa, suspeito de uma série de crimes no Distrito Federal e em Goiás. O criminoso é citado em vários memes na internet, no entanto, alguns levam desinformação também ao distorcerem conteúdos com a logo e com links falsos de sites jornalísticos.

Dessa vez o Portal G1 (O portal de notícias da Globo) foi alvo dessa desinformação. Onde um link falso informava que Lázaro estava vindo em direção ao Piauí. Ao clicar no link, o usuário é direcionado a um meme com o humorista Tiririca:

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Escrito por: Marta Alencar

Sátira: Imagem do criminoso Lázaro Barbosa de Sousa com Lula é divulgada em grupos de WhatsApp

É frequente encontrarmos na internet imagens que viralizam com conteúdos sátiros sobre políticos no país, incluindo o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT). A mais recente é do ex-presidente ao lado de Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, que vem realizando uma série de ataques em casa e chácaras e matou quatro pessoas de uma mesma família. Nas redes sociais, o suspeito é popularizado como ‘serial killer de Brasília’.

A imagem é questão (abaixo) é manipulada e não condiz com a verdade, não passando de sátira com tom de deboche sobre a real situação do criminoso.

Foto/Reprodução WhatsApp

A verdadeira imagem condiz com o ex-presidente Lula ao lado do ex-candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (Psol).

Lula declara apoio a Boulos em São Paulo para 'restabelecer democracia no  Brasil' | Política: Diario de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

A foto é de 2018 e feita durante uma convocação geral do PT em São Bernardo do Campo, após o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública,  Sergio Moro, determinar a prisão de Lula quando exercia o cargo de juiz. O ato, convocado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, reuniu cerca de 5000 pessoas, de acordo com o sindicado, e várias figuras famosas da política brasileira, como a ex-presidente Dilma Rousseff e a presidente do PT Gleisi Hoffmann.

Luiz Marinho, Gleisi Hoffmann, Lula, Dilma e Boulos em São Bernardo. Foto: Reprodução/Brasil de Fato

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Escrito por: Marta Alencar