COAMOS: Exoneração de comandante da PM por Wellington Dias

O governador Wellington Dias (PT) realmente exonerou o comandante do Batalhão da Polícia Militar em Picos, centro-sul do Piauí, como consta em vídeo que circula nas redes sociais? A resposta é sim, mas a informação está um contexto errado e divulgada em tom sátirico.

Edwaldo Viana, ex-comandante do Batalhão da PM-Picos (Foto: reprodução/TV Cidade Verde)

A gravação (confira no final da matéria) mostra o coronel Edwaldo Viana, que comandou o 4º Batalhão da PM-PI até dezembro de 2019, em entrevista a uma emissora de TV local, falando sobre a criminalidade na cidade de Picos. O próprio repórter, no final da entrevista, se refere ao militar como sendo o chefe da unidade da PM responsável pelo policiamento na cidade.

O material traz em anexo uma imagem do policial ao lado de Wellington Dias e contendo a seguinte manchete jornalística: Governador petista demite comandante da PM que desafiou a bandidagem, que é de matéria veiculada no Jornal da Cidade Online, conhecido por propagar desinformação.

O vídeo é um evidente ataque ao governador petista. Wellington foi retratado como um soldado nazista, só que de forma jocosa. Ele aparece com um traje militar (na cor rosa), bigode, além de uma suástica, com as cores do arco-íris (no braço esquerdo).

Foto: reprodução

À época da exoneração, já em janeiro deste ano, Dias recebeu várias críticas. O motivo da mudança no comando do 4° Batalhão não foi revelado pelo governo do Estado, mas o fato aconteceu cinco dias após declaração de Edwaldo Viana, feita através de áudio (dissipado em grupos de WhatsApp), repercutir em meios de comunicação locais.

Na gravação o policial tratou da morte de um empresário, na cidade de Picos, durante um assalto e chamou os criminosos de “covardes”. Além disso, o então comandante disse que os responsáveis pelo homicídio não tinham condições de “serem pegos vivos”.

Hoje, inclusive, o militar disputa o comando do executivo piauiense, representando o PSL.

A equipe da COAR reforça que em caso de dúvidas você pode entrar em contato com o WhatsApp: (86) 99517- 9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Confira o vídeo logo abaixo:

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

Portal Cidade Verde

Jogador do Flamengo não doou R$1 milhão para Hospital em Picos

Atualizada às 18h

Com ampla repercussão do trabalho de reportagem da COAR à respeito do valor doado pelo jogador Rêne Rodrigues do Flamengo, a organização da vaquinha prestou esclarecimentos através de nota:

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Nota na íntegra
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Nota na íntegra

Entenda o caso

Um página relacionada à torcedores do Flamengo divulgou em seu perfil no Twitter, na tarde de quinta-feira (26), que o lateral direito do time carioca, Renê Rodrigues, teria feito uma doação de R$ 1 milhão, para uma campanha virtual de arrecadação de recursos para o Hospital Regional Justino Luz (HRJL), na cidade de Picos, terra natal do jogador. A informação, no entanto, é FALSA.

Página relacionada ao Flamengo que divulgou a doação do jogador Renê

A COAR apurou a vaquinha virtual, mobilizada pela Loja Maçônica da cidade para a aquisição de equipamentos de proteção individual, necessários à prevenção e cuidados com a proliferação do novo coronavírus (Covid-19). No total, a inciativa pretende arrecadar R$ 100 mil, ou seja, muito menos que a quantia da doação divulgada pela postagem.

Um dos organizadores da iniciativa, o maçom Ítalo Batista confirma que Renê, assim como Rômulo Borges, outro atleta piauiense que atua no Grêmio, colaborou com a ação, mas não com o valor compartilhado por mais de 900 usuários no Twitter. Ele conta que, por conta do boato, muitas pessoas deixaram de contribuir com a campanha, e reforça o pedido de solidariedade.

Até esta sexta-feira (27), a vaquinha virtual já havia arrecadado cerca de R$ 40 mil reais, com a colaboração de 156 apoiadores.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Piauí (CIEVS-PI), o município de Picos não havia registrado nenhuma notificação de contaminação de Covid-19, mas possuía casos suspeitos sendo monitorados.