Prefeitura de Teresina está realizando cadastro do Programa Vale Gás por SMS?

Novamente há a divulgação do suposto Programa Vale Gás, mas dessa vez não por WhatsApp. Os golpistas foram mais audaciosos e estão enviando por SMS aos teresinenses e informando que o cadastro do suposto programa é por meio da Prefeitura de Teresina, o que não é verdade. A informação foi enviada por um leitor da COAR. Além desse conteúdo, a COAR já havia verificado anteriormente, outros semelhantes, que recebiam o mesmo nome de Vale Gás. Assim como os outros, este conteúdo também é enganoso.

Mensagem falsa

Leia mais: Programa Vale Gás entrega benefício de R$ 70 a R$ 210 para quem realizar cadastro? Verificamos conteúdo na internet

Primeiramente, a COAR entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Teresina, que informou que não existe tal programa. Em seguida, a COAR averiguou as informações a respeito do suposto programa no site do Ministério da Cidadania. Não há nenhuma informação no site oficial, inclusive o órgão já havia desmentido no mês de maio, boatos sobre o programa em sua página no Facebook. A COAR também alerta que conteúdos com títulos apelativos como “Informação Urgente” geralmente são criados por golpistas ou hackers, evite clicar em links com títulos assim enviados por essas supostas mensagens.

A COAR ressalta que o Programa Vale Gás já existiu no Brasil, mas foi incorporado ao Bolsa Família em 2003. O único programa que atualmente está dando um auxílio relacionado a gás de cozinha é o Vale Gás Social do estado do Ceará. Ele foi criado durante a pandemia do Covid-19 para ajudar as famílias mais carentes do estado. No entanto, o programa do Ceará distribui o auxílio sem necessitar que os cearenses beneficiados se inscrevam em um site específico.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Ministério da Cidadania

Condutores de veículos terão que pagar R$ 2 para passar pela Ponte Metálica entre Teresina e Timon? COAMOS documento citado

A imagem de um suposto ofício assinado pelo prefeito Firmino Filho e encaminhado à Procuradoria Geral do Município chegou como uma enxurrada por aplicativos de mensagens e redes sociais. A COAR conferiu e destaca que as únicas publicações referentes ao assunto são datadas do dia 11 de novembro deste ano, em sites piauienses de notícias, desmentindo as informações. As reportagens trazem a argumentação da Procuradoria Geral do Município e, em algumas delas, a imagem do suposto documento disseminado pelas redes sociais. No entanto, além da divergência da data, o outro ponto destacado pela COAR é que o artigo citado da Lei 4.995 de 7 de abril de 2017 no documento falso não confere com a Lei de fato.

Os ofícios são documentos de circulação interna, sem acesso público. A COAR solicitou o ofício de nº 037 enviado pelo gabinete do prefeito Firmino à PGM. O documento é datado de 14 de fevereiro de 2020 e não de 22 de junho de 2020 como consta na imagem divulgada pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.

O artigo de lei citado não confere com o documento falso, o que demonstra sua falsidade

O assunto e o remetente do ofício também não conferem. O documento é direcionado ao então presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, desembargador Francisco Antônio Paes Landim Filho, informando-o sobre a autorização da renovação da requisição de um servidor público do TRE-PI (o qual não divulgaremos o nome por não ter qualquer relação com o conteúdo questionado) e não ao Procurador Geral do Município, Raimundo Eugênio Barbosa dos Santos Rocha, consultando-o  sobre a viabilidade de um Projeto de Lei que estipule pedágio na passagem entre os municípios de Teresina e Timon pela ponte João Luís Ferreira, mais conhecida como Ponte Metálica.

A COAR ocultou o nome do servidor a pedido do mesmo. Foto: Ofício original nº 037/2020

Além disso, outro ponto que a COAR destaca é que geralmente documentos copiados ou fotocópias com assinaturas forjadas são utilizados erroneamente para manipular a opinião das pessoas.

Documento é falso

À COAR, o procurador Raimundo Eugênio Barbosa dos Santos Rocha disse que o documento é uma fraude e informou que iria oferecer denúncia nessa quarta-feira (11) à Delegacia de Crimes de Informática para apurar de onde partiu a falsa informação.

Escrito por: Gorete Santos

Edição: Marta Alencar

Referências da COAR:

Site da Prefeitura de Teresina

Cidadeverde.com

Parlamentopiaui.com.br

Politicadinamica.com

Eleições 2020: Sátiras e paródias marcam disputam acirrada entre candidatos a Prefeitura de Teresina, além de narrativas desinformativas

Parecem apenas brincadeiras, sejam memes, figuras ou vídeos, as sátiras e paródias políticas direcionadas aos candidatos a Prefeitura de Teresina, se tornaram protagonistas da eleição municipal. A maior preocupação da COAR e assim como de todas as iniciativas de fact-checking é alertar os usuários que acreditam em algumas dessas inúmeras sátiras e paródias com narrativas desinformativas.

Conforme os pesquisadores Claire Wardle e Hossein Derakhshan alertam que sátiras e paródias mesmo não tendo nenhuma intenção de causar danos, elas têm potencial para enganar. A razão pela qual a sátira é uma ferramenta tão poderosa na desordem informacional é que muitas vezes as primeiras pessoas a vê-la entendem-na como tal. Porém, à medida que é compartilhada novamente, mais pessoas perdem a conexão com a mensagem original e não conseguem entendê-la como sátira.

Embora algumas das sátiras de Teresina tenham certo teor de veracidade, constatamos entre centenas que monitoramos diariamente nas redes sociais, que elas são também grandes ferramentas para denegrir a imagem de adversários políticos e partidos, inclusive a maioria é abordada com “humor bastante ácido”. Confira algumas das sátiras que constatamos na internet:

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Escrito por: Marta Alencar

Vídeo de compra de cavalo de R$ 187,2 mil supostamente por candidato a Prefeitura de Teresina. COAMOS vídeo original

O candidato a prefeito de Teresina, Fábio Abreu (PL), que possui um sítio no município de José de Freitas, teve um vídeo circulando nas redes sociais envolvendo seu nome. O vídeo também vem sendo divulgado com um texto:

187 mil reais!
O milionário que não herdou e não ganhou trabalhando.

Comprador: “Deputado federal Fábio Abreu”.

O vídeo circula nas redes sociais. Foto/Reprodução: Portal AZ

O vídeo original faz parte de uma live com o título 1º Leilão Live Haras MW, promovido pela empresa Agreste Leilões. A live divulgada no domingo (25), inclusive contou com apresentação do cantor Mano Walter e convidados especiais. O cavalo vendido durante a live é uma fêmea do Lote 017 HFJ BIBI FIT, do vendedor Haras MW. A partir de 2h 54, o leitor da COAR pode ouvir claramente, a seguinte informação (não editada):

“Agradecendo os lance aqui, Deputada Janiê Mota, parque áreas Gabriel Mota, Itabaianinha (Sergipe), meu amigo Felipe Mota. Lançando também meu amigo Cachadina… assessoria do bitoca. Lançando também meu amigo André Alves e Alexandre Tomazeti. Lançando também conosco, Cícero do Zé limiar e Dom Grill…. O portuga! Foi com indicação do meu amigo Gustavo do Rancho G2, ele que vai vender dois animais dia 30 de novembro no nosso Leilão no Piauí, né. Vem uma Hollencheck diferente ai! Comprador foi o Deputado Federal Fabio Abreu , José de Freitas (Piauí). Obrigado, grande compra!”

No entanto, um dos locutores fez a correção de quem de fato comprou o cavalo: “O comprador do Lote 17 foi o meu amigo Gustavo do Rancho G2 de Teresina, Piauí” – A declaração é feita em 3h12. O cavalo foi vendido por 2 +34 parcelas de R$ 5.200, contabilizando R$ 187. 200, conforme consta no vídeo, depois de mencionado o último lance a partir de 2h54.

Em coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira (27) e divulgada no Portal Teresina Diário, o candidato Fábio Abreu desmente que fez a compra do cavalo e ressaltou que a divulgação do vídeo não passou de fake news.

“Primeiro, eu não tenho esse recurso disponível. E segundo, estou focado na campanha e não tenho tempo para acompanhar leilões. Peço que a imprensa divulgue e desminta essa fake news. Estou disponível para mostrar meu celular e se tem alguma comunicação minha com quer que seja do leilão”, declarou Fábio Abreu.

A COAR entrou em contato com a assessoria da empresa Agreste Leilões, que informou apenas: “Primeiro, o evento é particular (embora a live foi ao vivo – conforme anexada nesta verificação), entendeu? E não temos obrigação de passar informação de cliente nenhum. Se vocês estão formulando a hipótese do que é verdade ou mentira, vocês VÃO ARCAR COM AS CONSEQUÊNCIAS de resolver diretamente com a pessoa.”

A assessoria da empresa informou que o evento era “particular”, no entanto constatamos que o evento foi aberto e transmitido ao vivo pelo canal no Youtube.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Agreste Leilões (Canal do Youtube)

Candidato oposicionista pediu a suspensão de aulas realizadas pela Prefeitura na TV?

A COAR recebeu mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp afirmando que o candidato ao executivo de Teresina pelo PL, Fábio Abreu, deseja que Prefeitura de Teresina paralisa às aulas municipais na TV.

“CRIANÇAS DE TERESINA PODE FICAR SEM AULAS. FÁBIO ABREU ENTROU EM DESESPERO E QUER QUE PREFEITURA PARE COM AS AULAS MUNICIPAIS PELA TV. FABIO ABREU QUER QUE A JUSTIÇA PROÍBA AS AULAS PARA OS ALUNOS DA REDE MUNICIPAL”, alerta o conteúdo da mensagem.

Um radialista e blogueiro piauiense fez declaração semelhante em uma entrevista com o prefeito da capital, Firmino Filho (PSDB), divulgada na última quarta-feira (30). Na gravação (um vídeo), ele instiga Firmino a comentar sobre o assunto fazendo a seguinte pergunta: “Prefeito, o deputado Fábio Abreu, candidato a prefeito de Teresina, ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral para tirar as aulas transmitidas pela TV. O que o senhor tem a dizer sobre isso? ”.

Checamos a informação. Fábio Abreu entrou sim com representação na Justiça Eleitoral contra o executivo teresinense, mas não solicitando exatamente a suspensão de aulas.

Trata-se de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AJE). Nela, o candidato do PL pede que a Justiça determine a retirada de conteúdos – presentes no site da prefeitura e em aulas ofertadas pela Secretaria Municipal de Educação por meio de emissoras de TV, considerados, segundo alegação da defesa, propaganda eleitoral.

Foto: reprodução

No processo, é solicitado que a Justiça Eleitoral investigue, além de Firmino Filho, a coligação “O Povo Faz Acontecer”, liderada pelo candidato tucano ao Palácio da Cidade, Kleber Montezuma, por abuso de poder político e econômico. 

Foto: reprodução

“Os investigados, estão realizando uma série de gastos e propaganda institucional através dos canais de TVs locais, desequilibrando o pleito por fazer esses gastos acima do limite permitido por lei, bem como divulgando publicidade propaganda institucional em período vedado”, diz parte do processo, do dia 21 de agosto deste ano, assinado pelo advogado Marcus Vinícius Spíndola Rodrigues.

Foto: reprodução

O candidato do PL também gravou um vídeo falando sobre a acusação e criticando o prefeito Firmino. “Tenha o trabalho de ler o processo, prefeito. Prefiro acreditar que o senhor foi mal assessorado. O que está sendo solicitada é a suspensão de propaganda [eleitoral] e isso é crime. A Justiça vai cancelar as propagandas; não está sendo solicitado em nenhum momento a suspensão das aulas das crianças”, atacou.

A prefeitura de Teresina passou a exibir conteúdo educativo através de emissoras de TV locais desde junho, com o objetivo de compensar a suspensão das aulas presenciais, causada pela pandemia do novo coronavírus.

Confira, na íntegra, o processo impetrado pela defesa de Fábio Abreu:

Caso você receba mensagens com informações duvidosas, questione e não compartilhe. Entre em contato conosco por meio do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Wanderson Camêlo

Conteúdo impostor e satírico sobre rodízio de pedestres em Teresina

Neste final de semana, um conteúdo classificado pela COAR como impostor informa que a partir desta segunda-feira (18) haverá a implantação de um rodízio de pedestres para os que calçam números pares, sendo autorizados a transitar pelas calçadas nos dias pares e os demais nos dias ímpares. O conteúdo impostor e satírico faz crítica as medidas de segurança adotadas pela gestão municipal no combate à Covid-19.

A COAR classifica a mensagem da seguinte forma: impostor por abordar o logotipo da gestão municipal com a assinatura do prefeito Firmino Filho (PSDB) de forma enganosa e manipulada. Em seguida por mencionar com tom satírico a questão do isolamento social ao informar que o prefeito estaria promovendo rodízio de pedestres.

O comunicado apresenta o nome do Prefeito Firmino Filho

Isolamento social em baixa

No sábado (17) foi registrado 49,7%, uma queda de quase três pontos comparado ao de sexta-feira, que foi de 52,6%, considerado o maior durante a semana.

Rodízio de veículos

Na semana passada, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Teresina (STRANS) concluiu o plano para rodízio de veículos que pode ser adotado pelo gestão municipal. O estudo foi solicitado pelo prefeito, ainda sem previsão de ser implantado. O modelo sugere: placas de final par (0, 2, 4, 6 e 8) que podem vir a circular em dias pares, enquanto carros com placas que terminarem em número ímpar (1, 3, 5, 7 e 9) podem ter autorização para circular nos outros dias.

Escrito por: Ilrianny Alves e Marta Alencar

Vídeo irônico simula diálogo entre prefeito Firmino Filho e senador Ciro Nogueira

Um vídeo viralizou neste sábado (2) em grupos de WhatsApp. O conteúdo com tom satírico simula, ironicamente, um diálogo entre o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB) e o senador Ciro Nogueira (PP). O conteúdo supõe que ambos estão manipulando dados e informações sobre Covid-19 na capital para promover medo e terror na população. Além de ambos, os parlamentares estarem supostamente maquinando para derrubar o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A COAR classifica a informação como sátira, porque tem o intuito de fazer humor, mas com potencial de enganar. Além disso, a COAR denomina conteúdos satíricos quando percebe que há pessoas tomando-os por verdadeiros.

A informação sobre o número de óbitos na capital mencionados no vídeo é falsa, pois informa que o número de pessoas que morreram por causa da Covid-19 é de apenas 8. No último boletim divulgado pela Prefeitura de Teresina, a cidade registrou 420 casos de pessoas infectadas com o novo coronavírus, além de 13 óbitos – e não 8 – como apresentado no vídeo. Além disso, o conteúdo simula que Firmino Filho estaria satisfeito com a situação caótica na cidade e inclusive já pensando na eleição.

O número de infectados na capital tem crescido exponencialmente, devido a queda do isolamento social. Esta semana, o isolamento social chegou a registrar 43%, o que vem causando preocupação à gestão municipal e as autoridades de saúde.

“Há males que vem para o bem… dos votos kkk. Você já mandou fechar tudo?” – cita um dos trechos do vídeo simulando um “questionamento” falso do senador Ciro Nogueira ao prefeito de Teresina.

No entanto, o prefeito da capital vem demonstrando preocupação com o número de casos de Covid-19 registrados. Firmino vem assinando vários decretos para diminuir o impacto da pandemia na cidade, um deles foi com relação ao horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais e de serviços que já tinham permissão de atendimentos.

Prefeito de Teresina lamenta a queda do isolamento social nos últimos dias

Além disso, o senador Ciro Nogueira em breve formalizará uma aliança com o presidente Jair Bolsonaro. Então não tem sentido a informação no vídeo que o senador estaria planejando a derrota ou impeachment de Bolsonaro. Ciro considera Bolsonaro um presidente bem intencionado na condução do país. Irônico ou não, o senador já apoiou a candidatura de Lula e Dilma para presidência da República.

Ciro Nogueira já foi aliado de Lula

#VERIFICAMOS: Denúncia de ex-vereador sobre contrato de empresa para cavar covas em Teresina

Em um dos trechos do vídeo citado acima, o diálogo simulado menciona um suposto contrato de uma empresa para cavar 600 covas por parte da gestão municipal, que seria para enterrar pessoas mortas pelo novo coronavírus. De posse do material, a COAR checou no início desta semana, a veracidade do conteúdo junto à Superintendência de Desenvolvimento Urbano da zona Sudeste (SDU/Sudeste).

Em nota enviada a COAR, a SDU/Sudeste informou que não foi efetivada nenhuma contratação de empresas para construção de sepulturas e que a publicação é preventiva, no caso de um possível aumento no número de mortes decorrente da Covid-19.

Escrito por: Marta Alencar

VERIFICAMOS: Contrato de empresa para cavar covas em Teresina

Um vídeo bastante polêmico do ex-vereador Antônio José Lira (PSD) viralizou em vários grupos de WhatsApp. No material, Lira denuncia que a Prefeitura de Teresina contratou uma empresa para cavar 600 covas, que seriam para enterrar pessoas mortas pelo novo coronavírus. A declaração consta em vídeo compartilhado de forma massiva em outras redes sociais.

“Para quer tanta pressa para gastar esse dinheiro, esse dinheirão do coronavírus? É por que é sem licitação”, atacou Antônio José Lira em trecho do vídeo.

A denúncia foi baseada na última publicação do Diário Oficial do Município, do dia 24 de abril, em que a SDU Sudeste informa a dispensa de licitação para a construção de 600 sepulturas em cemitérios jardins na zona Sudeste de Teresina.

De posse do material, a COAR checou a veracidade do conteúdo junto à Prefeitura de Teresina, que, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Urbano da zona Sudeste (SDU/Sudeste), enviou uma nota esclarecedora. O que tem de verídico na afirmação do ex-parlamentar, segundo a pasta, é o fato da contratação da empresa não necessitar de licitação: ação que é permitida em períodos como o atual, de calamidade pública.

Termo de ratificação de dispensa de licitação da SDU

Além disso, a pasta ainda reiterou que os valores orçados estão de acordo com os de mercado e com as tabelas de referência do governo federal, estando de acordo com a tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices (Sinapi).

Falta de licitação

O ex-vereador Antônio José Lira também questiona a falta de processo licitatório para seleção da empresa a ser contratada. No Diário Oficial do Estado consta o inciso IV do artigo 27 da Lei de Licitações e Contratos Administrativos, que trata da dispensa de obrigatoriedade de licitação para aquisição de bens e serviços em casos de emergência e de calamidades públicas.

Confira a nota na íntegra

Em nota enviada a COAR, a SDU Sudeste informou que não foi efetivada nenhuma contratação de empresas para construção de sepulturas e que a publicação é preventiva, no caso de um possível aumento no número de mortes decorrente da Covid-19.

O objetivo seria evitar burocracia em um momento mais crítico, uma vez que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)  determina um prazo máximo de três horas para o sepultamento de pessoas infectadas pelo Novo Coronavírus.

De acordo com a Superintendência, a gestão municipal vem trabalhando preventivamente para evitar o que vem acontecendo em várias cidades do país, onde o sistema funerário já entrou em colapso e os mortos estão sendo sepultados em valas comuns. As ações adotadas pelo município contemplam também pessoas não residentes em Teresina.

Diante do cenário atual, com todas as medidas institucionais determinadas pelo município para enfrentamento da pandemia, Teresina ainda contabiliza números de óbitos abaixo do projetado. Dessa forma, não foi necessária qualquer contratação.

A SDU Sudeste informa ainda que os valores orçados estão de acordo com os de mercado e com as tabelas de referência do governo federal e referem-se à construção de 600 sepulturas com 3 gavetas cada, perfazendo um total de 1.800 gavetas em cemitérios jardins, no valor unitário de R$ 684,55. Os preços estão de acordo com a tabela do Sinapi, conforme exigido pelo Decreto Municipal n. 13.289 de 29 de maio de 2013 e decreto federal n. 7.983 de 8 de abril de 2020.

A Prefeitura de Teresina e SDU Sudeste reiteram seu compromisso com a cidade, para minimizar riscos e eventuais danos que uma crise desse porte venha causar.

Escrito por: Letícia Santos, Igor Macêdo e Wanderson Camêlo