COAMOS: Montezuma não obteve nem a metade dos votos que Firmino registrou na última eleição?

O candidato do PSDB a prefeito de Teresina, Kleber Montezuma, obteve apoio necessário para garantir o segundo turno contra o emedebista Doutor Pessoa (MDB). A nova batalha acontece no próximo dia 29.

Foram 110.395 votos do tucano e 142.769 de Pessoa. Ou seja, Kleber não conseguiu nem a metade do sufrágio registrado a favor de Ciro Nogueira (Progressistas) na última eleição para o Senado, assim como afirma mensagem que circula em grupos de WhatsApp.

Votação para prefeito de Teresina 2020 (Foto: reprodução/TSE)

A informação dissipada, no entanto, é imprecisa, já que em outra parte destaca que o candidato tucano também não conseguiu nem a metade dos votos obtidos pelo correligionário Firmino Filho, atual prefeito de Teresina, na última disputa pelo comando do executivo teresinense.

Foto: reprodução/WhatsApp

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, Firmino teve o apoio de 220.042 teresinenses em 2016. Em outras palavras, Montezuma obteve 374 votos a mais do que a metade da votação do colega de partido.

Votação para Senador pelo Piauí – 2018

Ciro Nogueira (Progressistas): 897.959

Marcelo Castro (MDB): 812.213

*Os dois foram eleitos.

Votação para prefeito de Teresina – 2016

Firmino Filho (PSDB): 220.042

Doutor Pessoa (PSD): 171.113

* Firmino venceu no primeiro turno.

Votação para prefeito de Teresina – 2020

Kleber Montezuma (PSDB): 110.395 votos

Doutor Pessoa (MDB): 142.769 votos

*O pleito foi para o segundo turno.

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Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

Tribunal Superior Eleitoral

ELEIÇÃO: Pré-candidato Kleber Montezuma planeja implantar “kit Gay” nas escolas de Teresina?

Na corrida pelo pleito eleitoral, boatos, críticas, acusações e fake news são frequentes entre os candidatos. É por esse motivo que a COAR resolveu checar vídeos e textos que alertam sobre o pré-candidato a prefeito de Teresina, Kleber Montezuma (PSDB) querer implantar o “kit gay” nas unidades de ensino da capital. Um dos vídeos foi feito pelo publicitário Aluisio Rebelo Costa.

No vídeo, Aluisio alega que o parlamentar “é uma ameaça às famílias de bem da capital” e que Montezuma “tentou uma manobra quando era secretário de educação, mas por causa de pressões feitas por influentes segmentos das Igrejas não obteve êxito”. Além de chamá-lo de outros nomes pejorativos.

Publicado no perfil pessoal do publicitário


Não há provas que confirme o que foi dito pelo empresário. Todas as redes sociais do pré-candidato Montezuma foram checadas por nossa equipe. Instagram, Facebook e Twitter não têm publicações relacionadas a chamado “Kit Gay” ou algo parecido. O pré-candidato ainda não lançou plano de governo para Teresina, por isso não é possível saber quais são exatamente suas propostas futuras para as escolas municipais.

A COAR ainda fez outras análises, mas não encontrou nenhuma declaração feita por Montezuma sobre a implementação do dito programa, nem mesmo durante o período em que estava à frente da Secretária de Educação de Teresina (Semec). Ao verificar publicações e declarações do pré-candidato em 2019 e 2020, é possível observar que Kleber Montezuma fez especificações referentes à educação, mas não menciona implementação do “Kit Gay”.

Até o momento Kleber Montezuma não se posicionou sobre o ocorrido nas redes sociais.

Convém acrescentar que o site Carta Piauí fez uma matéria sobre a declaração do publicitário.

Kit Gay

Na verdade, o “kit gay” tem outro título, projeto Escola Sem Homofobia, produzido em 2011 por organizações de defesa da população LGBT em convênio com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) do Ministério da Educação, à época sob gestão de Fernando Haddad. No entanto, o projeto Escola Sem Homofobia não chegou às escolas públicas brasileiras, tendo sido vetado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) após pressão da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados, conforme apuração do Aos Fatos.

Esse kit era composto por um caderno, uma série de seis boletins, cartaz, cartas de apresentação para os gestores e educadores, além de três vídeos. Ele chegou a fazer parte do Programa Brasil sem Homofobia, porém não foi colocado em prática.

Contextualização

Em 2016, a Prefeitura de Teresina chegou a produzir um projeto voltado ao público LGBT+, mas por meio da Secretaria de Assistência Social. Na proposta do projeto, que não chegou a ser implementado, não consta o nome da Secretaria Municipal de Educação e nem do então gestor da pasta, Kleber Montezuma. O projeto foi intitulado “Plano Municipal de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT” e diz respeito à realização de projetos, campanhas, além do oferecimento de materiais a serem distribuídos em ambientes escolares para debater os assuntos que abarcam o público LGBT+. Confira o arquivo.

Perfil do publicitário

O empresário Aluisio Rebelo é ex-candidato a Deputado Estadual no Piauí pelo PROS- Partido Republicano  na coligação Piauí Acima de Tudo, em 2018. Nesse período obteve 1.308 votos totalizados (0,07% dos votos válidos), mas não foi eleito. O empresário que possui 4.791 seguidores no Facebook.

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Escrito por: Naiane Feitosa, Maria Luísa Araújo e Marta Alencar

Edição: Marta Alencar

Colaboração: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR:

Vídeo de Aluisio Rebelo Costa

Gazeta do Povo sobre candidato Aluísio Rebêlo

Congresso em Foco

VERDADEIRO: Pedido de empréstimo do Governo do Piauí de R$ 1 bilhão junto ao Banco do Brasil

Apesar da informação ter circulado em vários portais locais sobre o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 07/2020 que trata sobre a obtenção de empréstimo de até R$ 1 bilhão pelo Governo do Piauí junto ao Banco do Brasil com o aval, bem como do Projeto de Lei Ordinária (PLO) 08/2020 que dispõe sobre a realização de operação de crédito com o Banco Regional de Brasília (BRB) no valor de R$ 83 milhões, alguns leitores da COAR questionaram a veracidade da informação. Apesar das dúvidas, a informação é autêntica.

Ontem (6), a Assembleia Legislativa realizou, durante sessão virtual, a leitura de Projetos de Lei do Executivo. Na leitura, foi enfatizado a proposta do governador Wellington Dias (PT) de utilizar os recursos  para investimentos nas áreas da saúde, segurança e infraestrutura básica, incluindo no combate aos efeitos da pandemia do coronavírus no Piauí.

Também, foi lido o Projeto de Lei Ordinária 09/2020 que trata de um aditivo de até 100 milhões de dólares a empréstimo obtido pelo Governo do Estado junto ao BIRD (Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento). Após a leitura, os Projetos de Lei serão analisados pelas comissões técnicas da Assembleia Legislativa, incluindo as Comissões de Constituição e Justiça e de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação. A votação em plenário somente ocorrerá após a Semana Santa.

Muitos críticos questionam justamente os valores de empréstimos defendidos pelo governador Wellington Dias, já que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), solicita um empréstimo de US$ 100 milhões (valor que supera R$ 500 milhões) ao Banco Mundial para estruturar ações de combate ao coronavírus.

No caso, Doria afirma que os recursos serão destinados para construção de novos leitos de UTI e compra de testes, já que o governo projeta 220 mil casos em São Paulo. Enquanto no Piauí não há projeções de casos. Embora, em várias entrevistas, o governador Wellington Dias ressalte que o Estado possa ter mais casos de pessoas infectadas com coronavírus do que o número de casos confirmados pela Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi). 

Escrito por: Marta Alencar