Enfermeira não morreu no Tennessee após tomar vacina contra Covid-19 e desmaiar em público

Vários sites de notícias e perfis de usuários na internet de vários países divulgaram vídeos e postagens em que afirmam que uma enfermeira desmaia e recebe socorro após tomar uma vacina contra a Covid-19. A enfermeira em questão se chama Tiffany Dover, que trabalha no CHI Hospital, em Chattanooga, Tennessee, nos Estados Unidos. Ela e outros médicos e enfermeiros receberam as primeiras doses da vacina Pfizer no dia 17 de dezembro.

No perfil oficial da instituição, há uma nota explicando que a enfermeira após ser vacinada está bem e com sua família.

Nota oficial traduzida

A enfermeira esclareceu que tem um histórico de síncope vasovagal. “Tenho um histórico de resposta vagal hiperativa e, portanto, se eu tiver dor relacionada a alguma coisa, uma unha, ou se cortar meu dedo do pé, por exemplo, eu desmaio.” Além disso, Tiffany gravou um vídeo fazendo um esclarecimento sobre o episódio.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

CHI Memorial

Patologista canadense faz declarações falsas sobre Covid-19

Desde a pandemia, há registros de alguns médicos e cientistas extremistas que são contra as vacinas que combatem o vírus  Sars-CoV-2 (causador da Covid-19) ou que apenas a comparam uma simples gripe. Um deles é o patologista Roger Hodkinson, que se identifica como ex-presidente do Royal College of Physicians and Surgeons of Canada, e que fez diversos comentários falsos. Dentre eles, o mais conhecido é que ele considera a pandemia “a maior fraude já perpetrada” e a compara apenas uma gripe forte. No entanto, a COAR ressalta que vários especialistas médicos alertam que Covid-19 é mais mortal do que a gripe. E que o coronavírus é muito mais perigoso do que a gripe.

Ainda na mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp e outras redes sociais pelo mundo, o patologista declara que o distanciamento social é inútil. Todavia, uma das medidas de contenção da pandemia é justamente o isolamento social. Isso corresponde a uma medida em que o paciente doente é isolado de indivíduos não doentes com a finalidade de evitar a disseminação da doença.

Vale lembrar que a Organização Mundial de Saúde já notificou que a pandemia matou mais de um milhão e meio de pessoas no mundo. E por isso recomenda que as pessoas continuem com o distanciamento social, a utilização de máscaras e as medidas de saúde sanitárias.

Convém acrescentar que em 20 de novembro, o Royal College of Physicians and Surgeons of Canada esclareceu que, embora Hodkinson fosse certificado como patologista geral em 1976, ele nunca foi presidente.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Royal College of Physicians

CÂNCER: Nutricionista esclarece boatos e verdades sobre alimentos que previnem a doença

Umas das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Quadro “Saúde sem Desinformação”, a nutricionista e mestranda do Programa de Pós-graduação de Ciências e Saúde da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Ana Rafaela Pereira, esclarece alguns boatos e verdades sobre alimentos, que evitam ou amenizam os sintomas do câncer.

MAÇÃ EVITA O CÂNCER DE PULMÃO?

Nutricionista – Não 100%, mas sim. A maçã é rica em vários nutrientes fitoquímicos com propriedade antioxidante, ou seja, irá auxiliar na prevenção de futuras alterações em nossas células, incluindo qualquer câncer. No caso específico de câncer de pulmão foi observado em testes com camundongos, que utilizando uma substância isolada que se tem na maçã, juntamente com determinado tipo de medicamento utilizado na quimioterapia, há ótimos resultados, fazendo assim que futuramente possamos usar essa substância extraída de um alimento natural, que auxilie no tratamento e redução do tumor maligno no pulmão.


TOMATE PREVINE CONTRA O CÂNCER DE PRÓSTATA?
Nutricionista – Também não. O tomate in natura assim como outras frutas apresenta suas propriedades benéficas que auxiliam no bom funcionamento de nosso organismo, porém poucos estudos foram realizados para que se tenha tal comprovação. Inclusive, analisando estudos já feitos nos últimos anos, alguns demostraram viés nos resultados e outros concluíram que a taxa de prevenção é muito pequena.


GENGIBRE CURA QUALQUER TIPO DE CÂNCER?
Nutricionista – Não. Há pouquíssimos estudos nessa área, e nenhum chega a ser conclusivo para esse tipo de afirmação. Já foi realizado em laboratório alguns testes, porém mesmo com uma quantidade muito elevada não se teve a cura, no máximo irá auxiliar na sensação de fraqueza do paciente que passa pelo tratamento. É importante lembrar que não se deve fazer uso sem antes consultar a equipe oncológica, responsável pelo tratamento, pois o gengibre pode interagir com alguns tipos de medicamentos e até mesmo piorar o quadro do paciente.


VEGETAIS VERDES PROTEGEM CONTRA O CÂNCER DE INTESTINO?
Nutricionista – Sim, eles têm a capacidade de auxiliar em parte na prevenção. Vegetais são riquíssimos em antioxidantes, que já falei anteriormente um pouco sobre a importância. O mais eficaz será o consumo diversificado, ou seja, um misto de cores de verduras e frutas. Desse modo terá uma maior biodisponibilidade de vários nutrientes que auxiliam na prevenção do câncer, não só de intestino como todos os outros.

Ressalto então a importância de uma boa alimentação, aquela o mais diversificada possível, e além do consumo de alimentos naturais, é de extrema necessidade ter um hábito de vida saudável por completo, incluindo prática de atividade física, consumo adequado de água, exposição correta a luz solar, dentre outros fatores que podem interferir nesse processo de prevenção de doenças malignas.

Ana Rafaela Pereira, nutricionista e mestranda da UFPI

Escrito por: Marta Alencar

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Brasileiros são cobaias de vacinas da China e Inglaterra? COAMOS vídeo de enfermeiro

Seguido por mais de 70 mil pessoas no Facebook e com quase dois mil inscritos no Youtube, o enfermeiro de Cabo Frio, Anthony Ferrari Penza, que permite às vezes ser chamado de médico em vídeo e nas redes sociais, é conhecido por divulgar informações imprecisas e distorcidas na internet, principalmente sobre Covid-19.

Foto/Reprodução: Youtube (2020)

“Não estou fazendo apologia as pessoas a não se vacinarem. Mas estou defendendo por uma vacina eficaz. Existem três vacinas que estão sendo fabricadas e vindo para o nosso país: China, Oxford e Rússia. A vacina mais rápida criada no mundo demorou dez anos para ser fabricada e comprovada sua eficácia… Os brasileiros estão sendo feitos de cobaias… O coronavírus não é vírus letal como se prega por aí. Preocupa porque tem um contágio muito grande… Você pode ou não ser cobaia…” (Trecho da declaração do enfermeiro em vídeo viralizado na internet).

Ainda segundo o enfermeiro, as vacinas produzidas transmitiriam ou provocariam: doenças autoimunes, reações inflamatórias, doenças cognitivas, depressão, além de doenças neurológicas. A verdade é que a única vacina chinesa que vem sendo desenvolvida para distribuição no Brasil é a CoronaVac, da Sinovac Biotech. O acordo com o governo de São Paulo prevê a importação de 60 milhões de doses, mas também que a tecnologia será transferida para o Instituto Butantan, que produzirá a vacina no país. Até dezembro deste ano, o Butantan pode produzir até 40 milhões de ampolas, conforme reportagem do site NSC Total.

Leia mais: VACINA chinesa contra Covid-19 reduzirá a população mundial e mudará código genético? COAMOS conteúdo desinformativo na internet

No esboço do panorama das vacinas candidatas COVID-19 da Organização Mundial de Saúde (OMS) há as fases dos medicamentos em teste e seus níveis de segurança. A vacina de Oxford e a  CoronaVac, produzida pela Sinovac Biotech, foram testadas em macacos antes dos testes clínicos em humanos. Além disso, as imunizações foram liberadas para testes clínicos no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por terem nível de segurança considerado aceitável

Quanto à possível alteração no código genético, a COAR  já havia checado anteriormente e informado que especialistas ressaltam que embora um pedaço do DNA humano de interesse seja conectado ao plasmídeo de uma bactéria, ou seja, a uma molécula do DNA bacteriano, formando o DNA recombinante. Não é possível de forma alguma que o código genético humano seja alterado ou modificado, mas sim o do micro-organismo

Canal do enfermeiro distorce dados

Em uma matéria intitulada “Médicos e enfermeiros são alvos de denúncias por fake news e cura milagrosa“, de 28 de junho, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) consta a informação que é o profissional é investigado pelo Conselho Regional do Rio de Janeiro, publicou vídeos nas redes sociais afirmando que estados e municípios recebem dinheiro do governo federal por pacientes mortos vítimas da Covid-19. Entramos em contato com a assessoria do Cofen-RJ para apurar as informações sobre a conduta do enfermeiro. “Sim, ele está passando por processo ético e foi citado mesmo antes da Resolução do Cofen que suspendia todos os processos, por conta da pandemia. Os tribunais éticos são presenciais”, disse a nota enviada por email.

O enfermeiro polêmico por suas declarações também concorre a vaga de vereador no município de Cabo Frio (RJ) pelo Partido Social Democrático (PSD).

Sites que já divulgaram boatos espalhados pelo enfermeiro:

NEXO JORNAL

Uol

Folha

Aos Fatos

Escrito por: Marta Alencar

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Referências da COAR:

Anvisa

Aos Fatos

G1

COAMOS: 48 pessoas morreram em Singapura após participarem de testes com vacina chinesa?

Um leitor da COAR enviou conteúdo que vem sendo divulgado nas redes sociais sobre uma suposta notícia de que 48 pessoas morreram após teste da vacina chinesa contra Covid-19.

Informação falsa

O primeiro ponto é que o título em espanhol da matéria está errado assim como o link na imagem. O título correto é “Ya son 48 muertos relacionados con la vacuna de la gripe y empiezan a paralizarse algunas de ellas en Asia” (tradução: Já são 48 mortes relacionadas à vacina contra gripe e algumas delas começam a ficar paralisadas na Ásia”. O link citado é incorreto, o site é chamado 20 minutos e é da Espanha.

Site destaca mortes por vacina contra gripe e não por Covid-19. A matéria também cita que as vacinas não são chinesas.

Na matéria publicada no site espanhol informa que as autoridades de Singapura anunciaram no dia 26 de outubro, a interrupção do uso de duas de suas  vacinas contra a gripe sazonal, depois que a Coréia do Sul relatou pelo menos 48 mortes. Mas a vacina mencionada na imagem falsa não tem qualquer relação com a de Covid-19. Além disso, as autoridades sul-coreanas ressaltaram que o assunto não tem vínculo com o programa de vacinação estatal.

A COAR informa ainda que não existem registros oficiais de que qualquer vacina chinesa contra Covid-19 sendo testada em Singapura. Além disso, as vacinas contra gripe na região não são chinesas. No site Reuters, há a informação de que as vacinas contra gripe de Cingapura chamada SKYCellflu Quadrivalent é fabricada pela SK Bioscience da Coreia do Sul e distribuída localmente pela AJ Biologics, enquanto a vacina VaxigripTetra é fabricada pela Sanofi (empresa farmacêutica de Gentilly, França).

O perfil verificado que publica tal afirmação no Twitter segue perfis de políticos da direita e contas bots (robôs). A COAR acrescenta que inúmeros boatos contra a vacina chinesa são proliferados na internet desde o início dos testes.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Reuters

VACINA chinesa contra Covid-19 reduzirá a população mundial e mudará código genético? COAMOS conteúdo desinformativo na internet

Áudios e vídeos do engenheiro agrônomo, Marcelo Frazão de Almeida, sobre a vacina chinesa contra Covid-19, são divulgados frequentemente na internet. A questão é que os conteúdos – a maioria – são distorcidos, manipulados e sem quaisquer comprovações científicas. O engenheiro também está concorrendo às eleições deste ano para a Prefeitura de São Simão (SP) pelo partido Patriota.

Mensagem e áudio do engenheiro agrônomo, Marcelo Frazão de Almeida

“A Organização Mundial de Saúde está repetindo agora o que o presidente Jair Bolsonaro já dizia lá no início, que essa porcaria de resfriado não mata ninguém… O povo brasileiro tem um fetiche por ser controle pelo Estado com o uso dessa máscara. O governador do Estado (São Paulo), esse canalha, comunista e filho de terrorista, que foi expulso do país, que vai obrigar a todo mundo tomar essa vacina… Ninguém vai me obrigar a uma vacina que não quero. Graças a Deus que o presidente Jair Bolsonaro não vai obrigar a ninguém a tomar nada. Mas aconselho a vocês a fazerem o mesmo, pois essa vacina irá alterar o código genético (RNA), que causa síndromes perigosas, inclusive no sentido de fertilidade, de homossexualismo. Se você quer o bem dos seus filhos não os vacine. Não existem provas de que essa vacina vai funcionar. Pois, uma vacina demora em torno de 15 anos para ser produzida. “

No dia 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia autorizado novo teste para vacina (CoronaVac) adsorvida Covid-19 (inativada). O estudo aprovado é um ensaio clínico fase III duplo-cego, randomizado, controlado com placebo para avaliação de eficácia e segurança em profissionais da saúde. Conforme informações no site da Anvisa, a vacina é feita a partir de cepas inativadas do novo coronavírus. Para esta autorização, a Anvisa analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento do produto. Foram realizados estudos não clínicos em animais, cujos resultados demonstraram que a vacina apresenta segurança aceitável. Também foram realizados estudos de fase I e II em seres humanos adultos saudáveis. Esses estudos demonstraram segurança e imunogenicidade favoráveis com o esquema de duas doses da vacina. 

Com base em informações do site Vox, tanto as vacinas de mRNA quanto as vacinas de vetor de adenovírus se baseiam na ideia de uma vacina de subunidade. No caso do SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, a subunidade de interesse mais comum é a proteína spike. Os cientistas argumentam que podem persuadir o sistema imunológico a gerar anticorpos contra essa proteína. Os anticorpos são proteínas feitas pelo sistema imunológico que se ligam a partes específicas de um patógeno, desativando-o ou marcando-o para destruição por outras células imunológicas. As vacinas de mRNA usam mRNA, enquanto as vacinas de adenovírus usam DNA.

O processo acaba não apenas imitando uma estrutura-chave do vírus, mas também imitando como o vírus funciona durante uma infecção, o que poderia gerar uma resposta imunológica mais forte e produzir uma proteção melhor em comparação com outras abordagens. E como essas proteínas são produzidas de dentro das células, em vez de serem injetadas de fora, podem ter menos probabilidade de provocar reações adversas no receptor. Além disso, especialistas ressaltam que embora um pedaço do DNA humano de interesse seja conectado ao plasmídeo de uma bactéria, ou seja, a uma molécula do DNA bacteriano, formando o DNA recombinante. Não é possível de forma alguma que o código genético humano seja alterado ou modificado, mas sim o do micro-organismo. Ou seja, é totalmente infundado que as vacinas produzidas causariam homossexualismo ou autismo, conforme apontado pelo autor do áudio. Claramente o engenheiro informa dados e declarações homofóbicas e sem quaisquer comprovações científicas.

Todavia, a CoronaVac não insere um gene do vírus no corpo para estimular o sistema imune, informa o site do Butantan. Portanto, a Sinovac Biotech (empresa que fabrica a vacina chinesa) está produzindo uma imunização com o vírus inativado. No site do Butantan esclarece que a vacina é produzida com fragmentos “desativadas” do coronavírus para inoculação em humanos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da COVID-19. É o mesmo princípio usado em outras vacinas globalmente bem-sucedidas, como as do sarampo e poliomielite.

No dia 3 de novembro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o engenheiro Marcelo Frazão de Oliveira, por associar a vacina chinesa CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan contra a Covid-19, à homossexualidade, conforme reportagem do G1.

Covid-19 é apenas um resfriado?

O autor do áudio ainda ressalta que a Covid-19 é apenas um resfriado qualquer. A verdade é que a Covid-19 (doença provocada pelo vírus Sars-Cov-2), é uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, pode provocar falta de ar. Especialistas apontam sintomas parecidos aos da gripe, no entanto,  a única diferença é que na covid-19 é muito frequente a anosmia (ausência de olfato).

Informações constadas em matéria no site El País

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Escrito por: Kryssyno Oliveira e Marta Alencar

Referências da COAR:

Vox

Instituto Butantan

Aos Fatos

G1

El País

BRASIL: Carne vermelha contaminada com tuberculose está sendo distribuída para consumidores?

A imagem de uma carne com uma aparência duvidosa e supostamente contaminada vem sendo compartilhada em redes sociais no Piauí, com o seguinte alerta: “Se você comprar carnes e elas vierem com essas bolhas brancas descarte imediatamente, não consuma, pois se trata de tuberculose animal, um perigo para a saúde humana. Repasse para seus familiares e amigos”. A COAR investigou o conteúdo.

Imagem divulgada nas redes sociais

A COAR analisou a imagem e identificou que o conteúdo foi compartilhado por usuários no Brasil e fora do país, principalmente no Facebook. Ao conferir a imagem compartilhada, a coordenadora de carnes e derivados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (ADAPI) da Vigilância Sanitária, Siluana Benvindo, declara que não é possível definir se realmente se trata de tuberculose. “Os alimentos que passam pela inspeção municipal (SIM), estadual (SIE) ou federal (SIF) vem com um carimbo de inspeção. Essa carne provavelmente não é inspecionada.”

Diante da imagem, a coordenadora salienta para a população sobre a importância de consumir apenas carnes inspecionadas, seja pelo serviço de inspeção municipal, estadual, federal, visto que, o serviço de inspeção trabalha para o fornecimento de carne com garantia de procedimentos higiênicos- sanitários, em que os animais destinados ao abate passam por uma inspeção ante-mortem (antes do abate) e post-mortem (pós-abate) devidamente acompanhada em todos os processos por médicos veterinários, o que garante que possíveis casos dessas enfermidades não venham a chegar na mesa do consumidor.

Ainda segundo a coordenadora, o órgão fiscaliza indústrias que atuam no segmento agropecuário e não diretamente no mercado varejista, onde inspeciona animais e vegetais, para garantir o nível de proteção adequado aos consumidores, bem como a melhoria do meio ambiente.

“A tuberculose é considerada uma enfermidade infectocontagiosa, granulomatosa crônica e de caráter zoonótico que acomete mamíferos, causada por bactérias do gênero Mycobacterium. Caracteriza-se pelo desenvolvimento progressivo de lesões nodulares denominadas tubérculos, que podem localizar-se em qualquer órgão ou tecido. A doença é transmitida aos seres humanos por contato direto com materiais contaminados (tratadores de animais e trabalhadores de frigoríficos) ou indiretamente por ingestão de alimentos. Apenas pela imagem fornecida não é possível atestar se realmente é tuberculose”, declara a coordenadora.

Para tanto, o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal – RIISPOA (Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017 que Regulamenta a Lei nº 1.283 de 18 de dezembro de 1950, e pela Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989) dispõe que em estabelecimentos de inspeção sanitária (abatedouros) em casos de tuberculose serão considerados: 
Art.171. As carcaças de animais portadores de tuberculose devem ser condenadas quando
I – no exame ante mortem o animal esteja febril; 
II – sejam acompanhadas de caquexia; 
III – apresentem lesões tuberculósicas nos músculos, nos ossos, nas articulações ou nos linfonodos que drenam a linfa destas partes; 
IV – apresentem lesões caseosas concomitantes em órgãos ou serosas do tórax e do abdômen; 
V – apresentem lesões miliares ou perláceas de parênquimas ou serosas; 
VI – apresentem lesões múltiplas, agudas e ativamente progressivas, identificadas pela inflamação aguda nas proximidades das lesões, necrose de liquefação ou presença de tubérculos jovens; 
VII – apresentem linfonodos hipertrofiados, edemaciados, com caseificação de aspecto raiado ou estrelado em mais de um local de eleição; ou 
VIII – existam lesões caseosas ou calcificadas generalizadas, e sempre que houver evidência de entrada do bacilo na circulação sistêmica. 
§ 1º As lesões de tuberculose são consideradas generalizadas quando, além das lesões dos aparelhos respiratório, digestório e de seus linfonodos correspondentes, forem encontrados tubérculos numerosos distribuídos em ambos os pulmões ou encontradas lesões no baço, nos rins, no útero, no ovário, nos testículos, nas cápsulas suprarrenais, no cérebro e na medula espinhal ou nas suas membranas. 
§ 2º Depois de removidas e condenadas as áreas atingidas, as carcaças podem ser destinadas à esterilização pelo calor quando: 
I – os órgãos apresentem lesões caseosas discretas, localizadas ou encapsuladas, limitadas a linfonodos do mesmo órgão;  
II – os linfonodos da carcaça ou da cabeça apresentem lesões caseosas discretas, localizadas ou encapsuladas; e  
III – existam lesões concomitantes em linfonodos e em órgãos pertencentes à mesma cavidade.  
§ 3º Carcaças de animais reagentes positivos a teste de diagnóstico para tuberculose devem ser destinadas à esterilização pelo calor, desde que não se enquadrem nas condições previstas nos incisos I a VIII do caput.  
§ 4º A carcaça que apresente apenas uma lesão tuberculósica discreta, localizada e completamente calcificada em um único órgão ou linfonodo pode ser liberada, depois de condenadas as áreas atingidas.  
§ 5º As partes das carcaças e os órgãos que se contaminarem com material tuberculoso, por contato acidental de qualquer natureza, devem ser condenados. 

Organização Mundial de Saúde Animal declara que “a bactéria também pode permanecer dormente no hospedeiro sem causar doenças”. É ainda importante notar que esta doença é tratável. Além disso, a tuberculose pode ser transferida do hospedeiro para os humanos se você beber leite não pasteurizado ou ingerir carne crua ou parcialmente cozida ou produtos de origem animal. Cozinhar a carne até que não haja carne rosa visível, como observado pela pesquisa, efetivamente mata a maioria das bactérias, incluindo bactérias causadoras de doenças, como a tuberculose.

De acordo com um estudo do Center for Disease and Control (CDC), a maioria das pessoas comuns corre um risco muito baixo de ser infectada. Os indivíduos que correm maior risco incluem aqueles que trabalham em estreita colaboração com animais, especialmente gado ou seus produtos como leite, carne e peles.

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Escrito por: Naiane Feitosa e Marta Alencar

Referências da COAR:

Organização Mundial da Saúde

Organização Mundial de Saúde Animal

COVID-19: 212 milhões de brasileiros são “cobaias” de farmacêuticas internacionais? COAMOS vídeo

Vídeo divulgado massivamente nas redes sociais, exclusivamente na plataforma Youtube com mais de 50 mil visualizações, alerta que vacinas de Covid-19 produzidas por indústrias farmacêuticas são testadas no Brasil e sem responsabilidade por quaisquer erros ou danos. Além disso, o médico – não identificado – declara no vídeo que o “Brasil é o maior laboratório de ratinhos inocentes a serviço do mal””. O conteúdo divulgado em larga escala vai de encontro a movimentos antivacinas, que crescem em meio a pandemia.

É notório que há uma pressa para o desenvolvimento de uma vacina em tempo recorde para combater à Covid-19. Em matéria atualizada no dia 13 de outubro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informa que quatro vacinas foram autorizadas para desenvolvimento no país, após avaliação das condições de resposta às necessidades regulatórias, no caso de eventual registro no futuro, e à segurança dos participantes envolvidos. 

Em entrevista para a COAR, o médico infectologista Carlos Henrique Nery Costa informou que apenas os corticoides demonstraram efeitos favoráveis para pacientes com quadro da doença, entre moderado a grave. “Mas pode ser que surja um medicamento mais efetivo”, declarou.

Inclusive, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que corticoides podem reduzir em 20% risco de morte por covid-19, entre os pacientes que necessitam de respiradores e em cerca de um quinto entre os pacientes que requerem apenas oxigenoterapia. A taxa de sobrevivência é de cerca de 68% após o tratamento com corticoides contra 60% na ausência destas substâncias, especificam os autores da análise no comunicado.

Mapa vacinas em teste 3
Foto/Reprodução: Anvisa (2020)

É verdade que existem contratos com os países, que incluem cláusulas de compensação pelo custo de processos contra as empresas farmacêuticas e que isentam de responsabilidade legal suas ações e produtos. Por exemplo, a AstraZeneca chegou a um acordo com cerca de 25 países que estão testando sua vacina experimental, desenvolvida pela Universidade de Oxford. A AstraZeneca é a segunda maior farmacêutica do Reino Unido e prometeu o fornecimento de bilhões de doses em acordos com os Estados Unidos, países europeus e o Brasil. Em reportagem do G1, Ruud Dobber, executivo da farmacêutica, declara que a empresa está protegida de eventuais processos de países que assinaram contratos para fornecimento, como o Brasil.

 Além disso, há uma emenda à Declaração sob a Lei de Prontidão Pública e Preparação para Emergências para Contramedidas Médicas Contra COVID-19 (Lei PREP), atualizada em abril, que fornece imunidade de responsabilidade a certos indivíduos e entidades (Pessoas Cobertas) contra qualquer reclamação de perda causada por, decorrente de, relacionado a, ou resultante da fabricação, distribuição, administração ou uso de contramedidas médicas (Contramedidas Cobertas), exceto para reivindicações envolvendo “má conduta intencional”.

No dia 8, o Ministério da Saúde anunciou que garantiu cerca de 142 milhões de doses de vacinas e que espera concluir a vacinação dos grupos prioritários ainda no primeiro trimestre de 2021, conforme reportagem no site Metropóles. Ainda na matéria em destaque, o Ministério da Saúde confirmou que o consórcio internacional autorizará ao país obter imunizações que estão sendo desenvolvidas por nove laboratórios: Inovio, Moderna, Curevac, ThemisMerk, Oxford/AstraZeneca, Novavax, Universidade Queensland, Clover e Universidade de Hong Kong.

Ainda segundo o médico infectologista, o risco pela aceleração na fabricação dessas vacinas é pequeno, pois as vantagens são imensas. “Existem centenas de vacinas sendo testadas. Os fabricantes antecipam a produção antes dos testes serem encerrados”, disse Carlos Henrique Nery Costa.

Mais informações sobre as vacinas e testes, a COAR está acompanhando. Mas é importante ressaltar que as vacinas estão sendo testadas e acompanhadas por vários órgãos de saúde com a intenção de obter um medicamento eficaz que possa salvar vidas e não o contrário.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Anvisa

Metrópoles

The Incercept

G1

Uol

Comer de três em três horas auxilia no emagrecimento? Entenda mitos e verdades sobre alimentos light

No Quadro “Saúde sem Desinformação”, a nutricionista e mestranda do Programa de Pós-graduação de Ciências e Saúde da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Ana Rafaela Pereira, responde questionamentos mais comuns sobre mitos e boatos de alimentos que emagrecem.

O correto é comer de três em três horas?

Consumir alimentos de três em três horas é um ideal. Pois, o corpo humano vive em constante trabalho para gerar energia e ter bom funcionamento. A partir do momento que se fica um período de tempo longo sem se alimentar pode ocorrer alguns problemas de saúde, como gastrite. Ao comer de forma fragmentada você lida melhor com o processo de emagrecimento, pois ao invés de comer três vezes ao dia em grandes quantidades irá comer mais vezes ao dia, mas em pequenas quantidades. Mas se a pessoa sofre com a compulsão alimentar e faz o consumo de alimentos seis vezes ao dia irá comer de forma totalmente exagerada durante essas vezes e ter um efeito inverso, como engordar um pouco mais e de uma forma não saudável.

Para emagrecer, é necessário cortar os carboidratos?

Mito. Os carboidratos são importantes fonte de energia, além de serem essenciais para o organismo humano. Existem casos em que a pessoa tem dificuldade em emagrecer devido ao alto ou moderado consumo de alimentos ricos em carboidratos, mas isto só pode ser analisado e confirmado com o teste genético. Uma opção alternativa é o consumo de carboidratos integrais ao invés de cortá-los da alimentação. Na forma integral, ele vai ser rico em fibras, que possuem vários benefícios. Um deles é a questão da saciedade. O alto consumo de fibras faz com que seja ingerido uma maior quantidade de líquidos (além da água), para que se tenha as funções desejadas.

Alimentos diets e lights são sempre mais saudáveis?

Mito. Nem sempre são os mais indicados. O produto diet é retirado de uma substância de sua composição, normalmente o açúcar, mas pode ser também o sal ou a gordura. No alimento light, é reduzido em 25% um elemento de sua composição. O produto diet e light terá menos calorias do que o produto comum, mas essa diferença não será grande.

Deve-se ter cuidado ao analisar o rótulo desses alimentos. Pois, acontece principalmente em refrigerantes diets que se faz a retirada total do açúcar, mas no lugar disso é acrescentado mais sódio e conservantes que podem trazer outros prejuízos. Eles também não são indicados para crianças sem deficiência nutricional, já que elas têm o gasto energético diferente dos adultos. E os déficits energéticos desses alimentos pode ocasionar prejuízo no crescimento da criança.

Arroz com Feijão engorda?

Mito. Quando você faz esse consumo de forma exagerada pode sim acarretar em um ganho de peso indesejado, mas o consumo normal no dia a dia não fará engordar de forma indesejada. O arroz com feijão por si só não faz engordar, o certo é fazer o seu consumo de forma moderada, comendo apenas uma quantidade que supra sua necessidade calórica por dia ou refeição, além de consumir junto com eles alimentos naturais, como verduras. Um outro cuidado deve ser com a com as preparações, por exemplo, o alto uso de óleo, temperos industrializados e carnes gordurosas (Como no caso da feijoada).

É correto cortar frutas por conta da quantidade de açúcar que elas possuem?

Mito! Faça isso apenas se houver um problema de saúde o impeça de realizar tal consumo. É comum as pessoas acreditarem nisto, porque algumas delas possuem um alto índice glicêmico, porém as frutas também têm fibras que auxiliam o processo digestivo. As frutas são alimentos ricos em vitaminas e devem ser consumidas diariamente. É importante que as pessoas consumam de forma integral, utilizando também as cascas e o bagaço. Por exemplo, a laranja é recomendável para pacientes com diabetes, pois irá auxiliá-los na regulação do índice glicêmico. O contraindicado é o suco, já que as fibras são jogadas fora e possuem uma alta concentração da fruta.

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Escrito por: Glenda Muryelle

Edição: Marta Alencar

VERIFICAMOS: Covid-19 não é nome de vírus. É um plano internacional de controle e redução da população em 2020?

Diante da pandemia do novo coronavírus, movimentos antivacinas vêm crescendo em todo o mundo. Esses grupos há meses vêm semeando dúvidas e conspirações na internet. Um vídeo do médico italiano, Roberto Petrella, que é militante antivacina, viralizou nas redes sociais e propaga medo para a população.  No vídeo, o médico lê um texto sobre a COVID-19 , doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, e declara que não é o nome de um vírus e que corresponde na verdade há um plano internacional de controle de redução da população. O militante ainda incita as pessoas a não fazerem testes para a doença. A COAR checou as afirmações do médico e certifica que todas são falsas.

No vídeo, o médico faz a seguinte declaração:

“Covid-19 não é o nome do vírus. É o nome do plano internacional de controle e de redução da população desenvolvido nas últimas décadas e lançado em 2020. O que reativa o vírus é o terreno imunológico onde ele se encontra enfraquecido pelas vacinas anteriores. O que pretendem injetar dentro de nós vai ser a mais terrível vacina de todas. É uma verdadeira descida ao inferno com o objetivo de despovoamento massivo de 80% da população mundial. Não façam os testes, porque os testes não são confiáveis. Eu sempre digo isso e vou repetir assim como muitos produtores de testes afirmam: nenhum dos testes é capaz de detectar com precisão o vírus Sars Cov-2…. Covid-19 significa programa de extermínio em massa… Eu prefiro a morte, mas nunca a vacinação.”

A COAR constatou contradições e informações falsas na declaração do médico e elencou-as abaixo:

1- Em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou que o novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, era pandêmico. Após o número de casos de Covid-19 fora da China ter aumentado e atingido milhões de pessoas em poucos meses. Atualmente, há mais de 25 milhões de casos confirmados no mundo todo.

Além disso, o médico italiano afirma que a COVID-19 é “um plano internacional de controle e redução populacional lançado em 2020”. Evidências científicas comprovam que o vírus não foi criado em laboratório e indicam que sua origem é natural. Outra questão é que desde dezembro, há informações que autoridades sanitárias chinesas teriam informado a OMS sobre casos de pneumonia de origem desconhecida na cidade de Wuhan, centro-sul da China.

2 – Ainda no vídeo, Petrella declara que “o que reativa o vírus é o campo imunológico enfraquecido da vacinação”. A própria Organização Mundial de Saúde reafirma que todas as vacinas são seguras e rigorosamente testadas ao longo das diferentes fases dos testes clínicos e continuam a ser avaliadas regularmente assim que são comercializadas. E que interagem com o sistema imunológico e produzem uma resposta imunológica semelhante à gerada por infecções naturais, mas sem causar doenças ou colocar o imunizado em risco de possíveis complicações. 

O cenário atual é tão catastrófico com relação a desinformação que a própria Organização Mundial da Saúde já considerava a rejeição à imunização como uma das principais ameaça sanitárias em 2019 e, não em 2020, como alerta o médico em vídeo.

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Saúde Abril

OMS

El País