COAMOS: Imagem com lista de medicamentos contra Covid-19 é falsa

Mais uma vez voltamos a falar de um tema bastante discutido aqui na COAR, a eficácia dos medicamentos Ivermectina, Azitromicina, Hidroxicloroquina e Zinco. Como já foi destacado, os mesmos não possuem comprovação científica contra o novo Coronavírus (Covid-19), no entanto, ainda circulam diversas informações que apontam o contrário do que a ciência divulga. 

Dessa vez, recebemos uma imagem que diz que os remédios citados acima são eficazes no tratamento contra a Covid-19 (veja a imagem abaixo). O conteúdo foi compartilhado no WhatsApp e é falso, pois não há eficácia contra a doença. 

Informação falsa. Foto: reprodução/WhatsApp

Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB), afirma que o uso de medicamentos como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica no tratamento – tratamento precoce – ou prevenção da Covid-19, seja na fase inicial ou avançada. 

Confira algumas checagens da COAR sobre os medicamentos:

COAMOS: Ivermectina não é 90% eficaz na prevenção à covid-19
Ivermectina supera vacinas ao ter 83% de eficácia contra Covid-19?

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR

Associação Médica Brasileira (AMB)

Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

COAMOS: Chapecó é exemplo no combate à Covid-19?

A COAR recebeu o link de uma entrevista onde o prefeito de Chapecó (SC), João Rodrigues (PSD), fala dos trabalhos executados durante o aumento de casos do novo Coronavírus (Covid-19), registrado no final de janeiro a março deste ano. A postagem é direcionada para a página no Facebook do deputado federal Carlos Jordy (PSL).

Entrevista do prefeito de Chapecó (SC), João Rodrigues (PSD), na Jovem Pan News. Reprodução/Facebook.

O vídeo acima é verdadeiro. A entrevista ocorreu no programa “Os Pingos nos Is” da rádio e TV na internet Jovem Pan News.

A cidade de Chapecó virou notícia nacional após ser apresentada como ‘cidade de exemplo a ser seguida’.

Como já foi destacado várias vezes aqui na COAR, o chamado tratamento precoce não tem comprovação científica. No entanto, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e outras pessoas continuam afirmando que a ação é eficaz contra a Covid-19.

Segundo João Rodrigues, o tratamento precoce deu certo em Chapecó. Porém, a queda de casos, na verdade, ocorreu por conta dos 14 dias de lockdown, com a ampliação de leitos, testagem rápida e isolamento das pessoas. O tratamento precoce é discutido pelo prefeito desde que assumiu o cargo no começo deste ano, durante a primeira reunião oficial de sua gestão. João Rodrigues, destacou que a medida não era obrigatória, mas tinha que estar disponível e não ficaria ninguém entubado na UTI por falta de tratamento precoce.

Além disso, é importante destacar que os casos da doença em Chapecó não foram zerados e sim reduzidos. A referência de que a cidade zerou os casos é com relação aos dados do Centro Avançado de Atendimento Covid-19 (CAAC), montado no Centro de Eventos de Chapecó, que teve as duas enfermarias e a Unidade de Terapia Semi-Intensiva (UTSI) desativadas após as altas e transferências de pacientes para outras unidades.

A medida de isolamento na cidade já foi suspensa e os leitos temporários foram desativados, porém, seguem montados como prevenção caso haja uma nova onda de infecções.

Amento de casos

No dia primeiro de janeiro deste ano, Chapecó tinha 14.569 casos, 123 óbitos e 69 internações. Durante o período em que a cidade se encaminhava para um novo pico, o poder público começava a flexibilizar as medidas de restrições do funcionamento de alguns setores econômicos. 

Nesse período, em 25 de janeiro, durante uma reunião do comitê do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, um médico sugeriu mais capacitação dos profissionais e o uso de tratamento precoce quando as pessoas apresentarem sintomas da Covid-19 para diminuir o impacto da doença e salvar vidas. Na data, a cidade tinha 16.148 casos, 136 óbitos e 54 internações.

A maior quantidade de internações foi no dia 10 de fevereiro, com 105 internações, 145 óbitos e 18.051 casos. Os aumentos, depois desse dia só continuaram, que foi quando o prefeito passou a adotar medidas de restrição.

Do dia em que o lockdown foi anunciado, em 12 de fevereiro, Chapecó tinha 18.510 casos, 147 óbitos e 129 internações. A cidade chegou até o final da medida de restrição, anunciada no dia 04 de março, com 314 internações, 321 óbitos e 27.364 casos.

No dia 05 de março, a cidade registrou 351 internações, 326 óbitos e 27.629 casos. No dia seguinte, as internações seguiram em queda, mas os casos e óbitos continuaram a aumentar. (Clique aqui para conferir todos os boletins epidemiológicos).

Boletim epidemiológico de casos da Covid-19 em Chapecó do dia 10/04. Foto: reprodução/prefeitura de Chapecó

Medicamentos e tratamento precoce

Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB), afirma que o uso de medicamentos como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica no tratamento – tratamento precoce – ou prevenção da Covid-19, seja na fase inicial ou avançada. 

As medidas preventivas de acordo com diversas entidades de saúde são: uso de máscaras, higienização frequente das mãos, distanciamento social e a proteção de olhos e mucosas, como pontua o Conselho Federal de Medicina (CFM).

As duas entidades afirmam ainda que a vacinação em massa de todos os brasileiros é a medida mais eficaz no combate à Covid-19. Até o momento, de acordo com a ferramenta de monitoramento de vacinação do Governo Federal, o Vacinômetro, cerca de 26.483.297 doses foram aplicadas.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Kryssyno Oliveira

Referências da COAR

Os Pingos nos Is

Jovem Pan News

Prefeitura de Chapecó

TV Agência Brasil

G1/SC

Associação Médica Brasileira (AMB)

Conselho Federal de Medicina (CFM)

Ivermectina supera vacinas ao ter 83% de eficácia contra Covid-19?

A ivermectina é um medicamento barato para uso veterinário e humano, usado contra parasitas, como sarna, oncocercose e piolhos. Mesmo com tais informações, existem muitas publicações compartilhadas em redes sociais que indicam a ivermectina como um tratamento útil contra a covid-19. Até agora, porém, sua eficácia não foi comprovada.

A matéria falsa e sem qualquer fundamento científico “IVERMECTINA MAIS EFICAZ QUE VACINAS: Médicos europeus pedem uso urgente contra a Covid” foi escrita por Fábio Allves, criador do  site de extrema-direita, Coletividade Evolutiva e compartilhada milhares de vezes por usuários nas redes sociais.

Informação falsa divulgada por um site bolsonarista

A COAR alerta que a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (ABM) já emitiram nota no início deste ano, reforçando que não existe “tratamento precoce” contra o coronavírus. No texto, as entidades também afirmam que “a desinformação dos negacionistas” piora a “devastadora situação da pandemia em nosso País”.

“As melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no ‘tratamento precoce’ para a covid-19 até o presente momento”, diz a nota.

Convém lembrar que várias informações desinformativas sobre Covid-19 já apontaram que a ivermectina reduziria mortes por Covid em até 75%. O que não é verdade. Agências e sites de fact-checking já haviam checado tais desinformações, como a Lupa, Estadão Verifica, Boatos, Uol, e tantos outros.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Estadão Verifica