Paolla Oliveira não declarou que prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito

A desinformação envolvendo o nome da atriz global, Paolla Oliveira, embora tenha sido desmentida por várias sites de fact-checking e de jornalismo, continua a circular em grupos de WhatsApp e no Twitter. A desinformação envolve uma suposta declaração dela, ligando atrizes da TV Globo com prostituição.

Paolla Oliveira desmente a desinformação

Segundo a atriz, seu nome foi citado como se ela tivesse dito que “a prostituição será a única forma de sobrevivência das atrizes da Globo caso Bolsonaro seja reeleito”.

“Está circulando uma MENTIRA (famosa FAKE NEWS) por aí, de um site que eu nunca ouvi falar, sendo compartilhada sobre uma suposta declaração que eu NUNCA DEI à revista Caras. Nunca existiu”, disse a atriz no post em seu perfil oficial no Instagram.

“É MENTIRA e é tão ÓBVIO que é mentira. Primeiro que você nunca vai encontrar essa declaração minha falando sobre esse assunto, porque eu simplesmente nunca diria isso, envolvendo uma empresa e outras colegas e profissionais, inclusive. Não tem sentido. Pode jogar palavra por palavra no Google e não encontrará NADA, além da mentira plantada”, continua Paolla.

A COAR averigou vários perfis de usuários e bots no Twitter citando a Paolla Oliveira à desinformação sobre prostituição, inclusive fazendo piadas e comentários maldosos contra a atriz. Abaixo um exemplo disso:

Perfil no Twitter faz comentário maldoso contra a atriz

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso email coarnews@gmail.com ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Instagram da Paolla Oliveira

Tratamento usado por Trump contra Covid-19 conta com Hidroxicloroquina?

O fato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter contraído a Covid-19 repercutiu tanto quanto o tratamento usado por ele com o objetivo de combater a doença. Na internet, aliás, várias pessoas compartilharam uma postagem, feita via Twitter, sobre o assunto, especificamente ironizando o chefe do executivo norte-americano por conta dos medicamentos utilizados.

Donald Trump chega de helicóptero a hospital militar
O presidente dos dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: reprodução/CNN)

Segundo o perfil responsável pela publicação, Donald Trump, que já discursou defendendo a Hidroxicloroquina como remédio eficaz contra o novo coronavírus, optou por um coquetel que inclui “drogas antivirais do laboratório Regeneron, vitamina D, zinco, um protetor gástrico e remdesivir”.

Foto: reprodução/Twitter

A equipe da Coar checou a informação – tendo como base reportagens produzidas por algumas revistas e portais de notícias brasileiros, e constatou que a informação publicizada através do perfil virtual é verdadeira. Como bem destacou o CNN Brasil, em publicação que foi ao ar no último dia 02 – a Casa Branca confirmou que os médicos que atendem o presidente Donald Trump deram a ele uma dose do coquetel experimental de anticorpos da Regeneron, uma empresa de biotecnologia baseada em Nova York.

“O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi submetido a um tratamento pouco usual para pacientes com a doença. De acordo com documento divulgado pela Casa Branca, o presidente está sendo tratado com vitamina D, zinco, famotidina, melatonina e aspirina”, diz outra matéria, do portal jornalístico Diário de Pernambuco.

Analisando um boletim médico divulgado pela secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnanny, via Twitter não é possível constatar a existência da Hidroxicloroquina na lista de medicamentos prescritos pelo médico Sean Conley, que assina o documento.

Foto: reprodução/Twitter

O presidente norte-americano anunciou, via mensagem em redes sociais, no último dia 02, que testou positivo para Covid-19. A primeira-dama Melania Trump também contraiu a doença.

Caso você receba mensagens com informações duvidosas, questione e não compartilhe. Entre em contato conosco por meio do WhatsApp: (86) 99517-9773 ou pelo Instagram @coarnoticias.

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

CNN Brasil

Diário de Pernambuco

Carta Capital

Super Interessante

Veja

WhatsApp vai sair do Brasil?

A COAR verificou a imagem abaixo, onde é afirmado que, se o projeto de lei 2630 (o chamado PL das fake news) for aprovado, redes sociais como Facebook, Whatsapp e Twitter terão que sair do Brasil. Tal afirmação é falsa.

A COAR não faz serviço de futurologia, logo não pode dar seu parecer se tais redes sociais irão ou não sair do Brasil caso o projeto de lei seja aprovado (já passou pelo crivo do Senado esta semana). Para concluirmos que o conteúdo é falso, verificamos a mensagem, e foi possível constatar se algum diretor do WhatsApp havia dito algo similar. Durante o processo de checagem, alguns problemas na mensagem foram identificados, são eles:

1. Falta de especificação sobre qual diretor: A mensagem é pouco clara ao dizer apenas “diretor”, qual especificamente? O WhatsApp é uma empresa enorme que tem seus serviços espalhados pelo mundo todo, tendo assim vários diretores para diferentes setores. Estaria ela se referindo a Pablo Bello, diretor de Políticas Públicas do WhatsApp para a América Latina? Ele foi o único diretor da empresa que recentemente veio a público falar sobre o projeto de lei.

A COAR buscou, na internet, por palavras-chave que poderiam ligar Pablo a alguma fala sobre uma possível saída do aplicativo de mensagem do país, caso o PL seja aprovado, porém, nada relacionado a isso foi encontrado. Nas últimas semanas ele concedeu entrevistas a alguns veículos de imprensa, como o Estadão e a Folha de São Paulo, que estão buscando saber opinião das partes que serão diretamente afetadas caso o Projeto de Lei das Fake News passe pelo crivo do Congresso. No pronunciamento dado aos dois jornais citados, por exemplo, o diretor apenas criticou o projeto de lei e apontou outras formas melhores (na visão dele) para combater as Fake News.

2. Erros na escrita: Escrever WhatsApp corretamente pode não ser tão simples e na pressa errar uma vez é compreensível, no entanto, a mensagem erra o nome da empresa em duas oportunidades colocando um “S” a mais e um “P” a menos. Uma dica valiosa da COAR é: fique de olho nos erros de português nas mensagens que receber, desinformações possuem uma tendência maior a terem tais erros.

3. Facebook, WhatsApp e Twitter?: Um diretor do WhatsApp até poderia saber informações privilegiadas sobre o Facebook e/ou Instagram, afinal eles possuem um mesmo dono. Entretanto um diretor do WhatsApp não pode falar em nome do Twitter pois ele (Twitter) não possui nenhum vínculo com estas outras três. 

Além desses pontos, a COAR ainda verificou as redes sociais do tal Robô News 38 para saber se a mensagem estava sendo veiculada a essa marca falsamente. Contudo, a conta Robô News 38 realmente é a responsável pela publicação, tendo postado no Instagram a imagem com a legenda “Não vamos deixar esses vermes transformarem o nosso Brasil numa Coreia do Norte”, como você pode verificar no print abaixo:

A publicação foi compartilhada no Instagram “Robô News 38”

COAR alerta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não compartilhe antes de ter certeza de que ela é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Guilherme Cronemberger

Edição: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

  1. Site Estadão
  2. Site Folha de São Paulo
  3. Site Senado Notícias

COAMOS: “Após live de Whindersson Nunes, o atual presidente rebate: ‘pelo menos não sou corno”

Indignado com o aumento do número de mortes causadas por Covid-19 no país, o humorista piauiense, Whindersson Nunes, que possui mais de 39 milhões de inscritos no YouTube, chegou a chamar o presidente da República, Jair Bolsonaro, de “satanás” e desejar a sua morte. Os comentários foram após o presidente ter dito que este “é o destino de todo mundo” se referindo às mortes no país durante a pandemia.

O humorista piauiense teceu o comentário diante do descaso do presidente

No dia 5 de junho, o humorista participou do Programa Conversa com Bial, na Globo, onde teceu um novo comentário contra as atitudes de Bolsonaro. O comentário inclusive se tornou um dos assuntos mais comentados entre os internautas.

“Que o Bolsonaro é um bosta, todo mundo já sabe. Eu não vou ficar repetindo que a água é molhada nem que o fogo queima, entendeu? Não vou ficar falando isso e quem quiser acreditar, que acredite, e quem não quiser, assiste aos meus vídeos e atura”.

Mas o assunto repercutiu tanto, que várias páginas no Instagram passaram a divulgar outro conteúdo, que seria supostamente uma resposta de Bolsonaro aos últimos comentários de Whindersson Nunes. A COAR fez um levantamento de 44 páginas somente no Instagram, que replicaram o conteúdo em 24h, além de perfis no Twitter e outras redes sociais que divulgaram o conteúdo sem verificá-lo. Segue abaixo:

Os perfis das páginas divulgaram um conteúdo do perfil “Globo das Notícia” no Twitter, que claramente faz satírica do G1 (Portal de Notícias da Globo). O perfil que conta com mais de 23 mil followers (seguidores) havia publicado no domingo (14), um texto onde mencionava que após a entrevista de Nunes ao programa do jornalista Pedro Bial, o presidente teria supostamente revidado a ofensa chamando o humorista de “corno”. No entanto, o texto era apenas uma brincadeira/paródia. Porém, muitas páginas creditaram como sendo verdadeira devido a imagem do logotipo do G1.

Diante da repercussão da paródia, o próprio humorista zombou da situação e comentou a seguinte mensagem no seu perfil no Twitter:

Memes, paródias e imitações publicadas com intuito de fazer humor, a COAR classifica como satírica quando percebe que há pessoas tomando-os por verdadeiros. Pois, as sátiras estão incluídas dentro do espectro de desinformação desenvolvido pela pesquisadora britânica Claire Wardle.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Marta Alencar e Maria Luísa Araújo

Referências da COAR:

  1. Twitter “Globo das Notícas”
  2. Perfil do Whidersson Nunes no Instagram
  3. Site G1
  4. Site UOL

Deputada federal posta falsa informação no Twitter e apaga em seguida

Por: Wanderson Camêlo

A deputada federal Bia Kicis, do PSL, acabou tendo de apagar uma postagem, feita via Twitter, que versava sobre a notícia-crime apresentada por parlamentares da oposição na Câmara Federal contra o presidente Jair Bolsonaro. A informação não passava de uma fake news.

Publicação falsa compartilhada no Twitter

Na publicação, veiculada na terça-feira (31), Kicis afirma que o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, arquivou o processo – apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), contra o presidente da República. Mas o próprio responsável pela apresentação da notícia-crime também negou a veracidade da informação compartilhada pela deputada como checada pela COAR.

Postagem do deputado Reginaldo Lopes

No Twitter, Reginaldo Lopes escreveu: “A deputada Bia Kicis publicou uma notícia falsa sobre a notícia-crime que protocolei contra Jair Bolsonaro. Ela não foi arquivada”. Abaixo da postagem o petista ainda escreveu a hashtag #1deabril, fazendo referência ao Dia da Mentira.

O deputado Reginaldo Lopes protocolou ainda na quarta-feira (25), no Supremo Tribunal Federal, a notícia-crime contra Jair Bolsonaro pelo. A alegação foi que o presidente ignorou a gravidade da pandemia do coronavírus ao participar, por exemplo, de ato em favor de seu governo e contra o Congresso e o Supremo no dia 15 de março deste ano – logo após ter contato com infectados pela Covid-19.
A peça destaca ainda 20 episódios em que Jair Bolsonaro tratou a pandemia como “gripezinha”, “fantasia” e “histeria”.

A petição – enviada à PGR ainda ontem pelo ministro Marco Aurélio, imputa a Bolsonaro a infração de medida sanitária preventiva, com pena de detenção prevista de um mês a um ano, além do pagamento de multa.