VÍDEO de enfermeiro sobre morte de médico vacinado contra Covid-19 é fora de contexto e falso

Seguido por mais de 140 mil pessoas no Facebook, o enfermeiro de Cabo Frio, Anthony Ferrari Penza, que às vezes se intitula de médico em vídeo e nas redes sociais, é conhecido por divulgar informações imprecisas e distorcidas na internet, principalmente sobre Covid-19. A COAR já checou vários conteúdos propagados pelo enfermeiro. Um vídeo de 2020 do mesmo enfermeiro voltou a viralizar novamente nas redes sociais após o plano de vacinação contra a Covid-19 se iniciar no país.

No vídeo, o enfermeiro declara que o médico João Pedro Rodrigues Feitosa, voluntário no ensaio clínico da vacina de Oxford, foi “vítima da vacina” e faleceu em decorrência do imunizante. De acordo com o atestado de óbito do jovem, obtido pelo Comprova, ele faleceu em decorrência de uma pneumonia viral causada pela covid-19.

Brasileiros são cobaias de vacinas da China e Inglaterra? COAMOS vídeo de  enfermeiro – COAR
Enfermeiro de Cabo Frio, Anthony Ferrari Penza

Em contato com sites de fact-checking e jornalistas, a farmacêutica AstraZeneca afirmou que não poderia divulgar informações sobre os voluntários, pois as informações sobre qualquer voluntário são tratadas em sigilo. Tanto a farmacêutica quanto a Universidade de Oxford, parceiras na produção da vacina, se recusaram a confirmar se Feitosa recebeu o placebo ou a vacina na época. Porém fontes ligadas ao estudo, confirmam que o médico recebeu apenas placebo – e não a vacina propriamente dita. Ou seja, a morte de Feitosa não tem relação direta com a vacina em testes no Brasil e sim foi em decorrência de complicações da Covid-19.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Projeto Comprova

Estadão

COAMOS: China não registrou novo surto da Covid-19 e não teve vacinação?

Desde o surgimento do novo coronavírus, na cidade de Wuhan, a China sofre ataques desmedidos; muitas das vezes relacionando teorias da conspiração do tipo: “o coronavírus foi criado intencionalmente em laboratório pelos chineses para abalar a economia do restante do mundo”.

Já checamos várias informações responsabilizando a China pela pandemia e outras tantas que põem em cheque a segurança da vacina desenvolvida por laboratórios do país para combater a doença. Nossa equipe checou mais uma dessas mensagens em tom de ataque ao país asiático.

Na informação, dissipada em grupos de WhatsApp, o autor (não identificado), faz os seguintes questionamentos: “nada de vacinação; nada de segunda onda? Qual o segredo? ”.

Foto: reprodução/WhatsApp

A resposta para a primeira pergunta está em reportagem publicada no portal Diário do Nordeste no dia 11 de setembro.

“Sinopharm, laboratório da China que desenvolve duas vacinas candidatas contra a Covid-19, já aplicou as fórmulas em centenas de milhares de pessoas no país asiático, ainda que durante a fase de testes. Outra companhia chinesa, a Sinovac Biotech, que testa sua vacina candidata no Brasil, já imunizou 3 mil pessoas. Os contemplados seriam funcionários da empresa e seus familiares, incluindo o presidente do laboratório”, diz trecho do texto.

A segunda onda de infecção pelo novo coronavírus na China também existiu. O fato foi registrado em maio deste ano, praticamente no início da pandemia aqui no Brasil, e foi registrado em matérias jornalísticas publicadas por portais do mundo todo.

Casos de reincidência da doença foram registrados primeiramente nas províncias de Heilongjiang e Jilin, Nordeste do país asiático.

Também houve registro de um novo surto da Covid-19 na província de Sichuan no início deste mês. Devido a isso, o governo chinês adotou medida de caráter urgente para imunizar 2 milhões de pessoas que pertencem ao grupo de risco da região.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR:

Portal UOL

Revista Super Interessante

Enfermeira não morreu no Tennessee após tomar vacina contra Covid-19 e desmaiar em público

Vários sites de notícias e perfis de usuários na internet de vários países divulgaram vídeos e postagens em que afirmam que uma enfermeira desmaia e recebe socorro após tomar uma vacina contra a Covid-19. A enfermeira em questão se chama Tiffany Dover, que trabalha no CHI Hospital, em Chattanooga, Tennessee, nos Estados Unidos. Ela e outros médicos e enfermeiros receberam as primeiras doses da vacina Pfizer no dia 17 de dezembro.

No perfil oficial da instituição, há uma nota explicando que a enfermeira após ser vacinada está bem e com sua família.

Nota oficial traduzida

A enfermeira esclareceu que tem um histórico de síncope vasovagal. “Tenho um histórico de resposta vagal hiperativa e, portanto, se eu tiver dor relacionada a alguma coisa, uma unha, ou se cortar meu dedo do pé, por exemplo, eu desmaio.” Além disso, Tiffany gravou um vídeo fazendo um esclarecimento sobre o episódio.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

CHI Memorial

COAMOS: Posts distorcem informações sobre vacina e poderio histórico da China

É comum encontrarmos na internet conteúdos que distorcem sobre a eficácia ou os testes das vacinas de Covid-19. Um recente divulgado em grupos de WhatsApp informa que o governo chinês preferiu usar a vacina da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca ao invés daquelas que estão sendo produzidas no próprio país. A informação não procede, pois um acordo feito pelo laboratório privado chinês Shenzhen Kangtai, em 6 de agosto, prevê a produção de ao menos 100 milhões de doses experimentais da vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford. Todavia, imunizantes chineses estão sendo testados e aplicados também no próprio país, como o da Sinovac. Além disso, a China já aplica o imunizante Coronavac em regime emergencial, enquanto Indonésia e Turquia anunciaram que começarão a imunização neste mês. Chile já tem acordo para a compra de 20 milhões de doses.

Post falso e com informações distorcidas

O imunizante também está sendo desenvolvido no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan, que é ligado ao governo paulista. Em coletiva no dia 10 de dezembro, o governador João Doria confirmou o início da produção da vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus. Conforme informações do Butantan, a capacidade de envase diário planejado para a vacina é entre 600 mil a um milhão de doses. O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, 40 milhões de doses da vacina deverão ser produzidos no local.

Post em tom terrorista e confuso sobre a China

Outro post distorce mais uma vez a informação de que o governo chinês utiliza o vírus  SARS-CoV-2 para destruir nações e se fortalecer economicamente. O post com tom alarmista ainda compara a China ao governo de Adolf Hitlerna Segunda Guerra Mundial. É importante citar que Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, declarou que um grupo de especialistas internacionais realizou uma primeira reunião virtual com chineses, para investigar mais sobre o vírus no mundo. Em 5 de novembro, a OMS discretamente divulgou detalhes sobre sua missão em parceria com a China, descrita como um estudo global sobre as origens do SARS-CoV-2.

Além dessas informações distorcidas, outra bastante anunciada em grupos de WhatsApp informava que o vírus foi criado em um laboratório da China. A COAR checou por diversas vezes conteúdos que pregavam isso. No entanto, é muito improvável que esse vírus tenha sido gerado em laboratório. E também não é possível dizer de onde um vírus vem até a OMS relevar com base nessa pesquisa citada em parágrafo acima.

Leia mais: Covid-19 não é nome de vírus. É um plano internacional de controle e redução da população em 2020?

VACINA chinesa contra Covid-19 reduzirá a população mundial e mudará código genético? COAMOS conteúdo desinformativo na internet

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Butantan

National Geographic Brasil

Uol

Brasileiros são cobaias de vacinas da China e Inglaterra? COAMOS vídeo de enfermeiro

Seguido por mais de 70 mil pessoas no Facebook e com quase dois mil inscritos no Youtube, o enfermeiro de Cabo Frio, Anthony Ferrari Penza, que permite às vezes ser chamado de médico em vídeo e nas redes sociais, é conhecido por divulgar informações imprecisas e distorcidas na internet, principalmente sobre Covid-19.

Foto/Reprodução: Youtube (2020)

“Não estou fazendo apologia as pessoas a não se vacinarem. Mas estou defendendo por uma vacina eficaz. Existem três vacinas que estão sendo fabricadas e vindo para o nosso país: China, Oxford e Rússia. A vacina mais rápida criada no mundo demorou dez anos para ser fabricada e comprovada sua eficácia… Os brasileiros estão sendo feitos de cobaias… O coronavírus não é vírus letal como se prega por aí. Preocupa porque tem um contágio muito grande… Você pode ou não ser cobaia…” (Trecho da declaração do enfermeiro em vídeo viralizado na internet).

Ainda segundo o enfermeiro, as vacinas produzidas transmitiriam ou provocariam: doenças autoimunes, reações inflamatórias, doenças cognitivas, depressão, além de doenças neurológicas. A verdade é que a única vacina chinesa que vem sendo desenvolvida para distribuição no Brasil é a CoronaVac, da Sinovac Biotech. O acordo com o governo de São Paulo prevê a importação de 60 milhões de doses, mas também que a tecnologia será transferida para o Instituto Butantan, que produzirá a vacina no país. Até dezembro deste ano, o Butantan pode produzir até 40 milhões de ampolas, conforme reportagem do site NSC Total.

Leia mais: VACINA chinesa contra Covid-19 reduzirá a população mundial e mudará código genético? COAMOS conteúdo desinformativo na internet

No esboço do panorama das vacinas candidatas COVID-19 da Organização Mundial de Saúde (OMS) há as fases dos medicamentos em teste e seus níveis de segurança. A vacina de Oxford e a  CoronaVac, produzida pela Sinovac Biotech, foram testadas em macacos antes dos testes clínicos em humanos. Além disso, as imunizações foram liberadas para testes clínicos no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por terem nível de segurança considerado aceitável

Quanto à possível alteração no código genético, a COAR  já havia checado anteriormente e informado que especialistas ressaltam que embora um pedaço do DNA humano de interesse seja conectado ao plasmídeo de uma bactéria, ou seja, a uma molécula do DNA bacteriano, formando o DNA recombinante. Não é possível de forma alguma que o código genético humano seja alterado ou modificado, mas sim o do micro-organismo

Canal do enfermeiro distorce dados

Em uma matéria intitulada “Médicos e enfermeiros são alvos de denúncias por fake news e cura milagrosa“, de 28 de junho, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) consta a informação que é o profissional é investigado pelo Conselho Regional do Rio de Janeiro, publicou vídeos nas redes sociais afirmando que estados e municípios recebem dinheiro do governo federal por pacientes mortos vítimas da Covid-19. Entramos em contato com a assessoria do Cofen-RJ para apurar as informações sobre a conduta do enfermeiro. “Sim, ele está passando por processo ético e foi citado mesmo antes da Resolução do Cofen que suspendia todos os processos, por conta da pandemia. Os tribunais éticos são presenciais”, disse a nota enviada por email.

O enfermeiro polêmico por suas declarações também concorre a vaga de vereador no município de Cabo Frio (RJ) pelo Partido Social Democrático (PSD).

Sites que já divulgaram boatos espalhados pelo enfermeiro:

NEXO JORNAL

Uol

Folha

Aos Fatos

Escrito por: Marta Alencar

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Referências da COAR:

Anvisa

Aos Fatos

G1

COAMOS: 48 pessoas morreram em Singapura após participarem de testes com vacina chinesa?

Um leitor da COAR enviou conteúdo que vem sendo divulgado nas redes sociais sobre uma suposta notícia de que 48 pessoas morreram após teste da vacina chinesa contra Covid-19.

Informação falsa

O primeiro ponto é que o título em espanhol da matéria está errado assim como o link na imagem. O título correto é “Ya son 48 muertos relacionados con la vacuna de la gripe y empiezan a paralizarse algunas de ellas en Asia” (tradução: Já são 48 mortes relacionadas à vacina contra gripe e algumas delas começam a ficar paralisadas na Ásia”. O link citado é incorreto, o site é chamado 20 minutos e é da Espanha.

Site destaca mortes por vacina contra gripe e não por Covid-19. A matéria também cita que as vacinas não são chinesas.

Na matéria publicada no site espanhol informa que as autoridades de Singapura anunciaram no dia 26 de outubro, a interrupção do uso de duas de suas  vacinas contra a gripe sazonal, depois que a Coréia do Sul relatou pelo menos 48 mortes. Mas a vacina mencionada na imagem falsa não tem qualquer relação com a de Covid-19. Além disso, as autoridades sul-coreanas ressaltaram que o assunto não tem vínculo com o programa de vacinação estatal.

A COAR informa ainda que não existem registros oficiais de que qualquer vacina chinesa contra Covid-19 sendo testada em Singapura. Além disso, as vacinas contra gripe na região não são chinesas. No site Reuters, há a informação de que as vacinas contra gripe de Cingapura chamada SKYCellflu Quadrivalent é fabricada pela SK Bioscience da Coreia do Sul e distribuída localmente pela AJ Biologics, enquanto a vacina VaxigripTetra é fabricada pela Sanofi (empresa farmacêutica de Gentilly, França).

O perfil verificado que publica tal afirmação no Twitter segue perfis de políticos da direita e contas bots (robôs). A COAR acrescenta que inúmeros boatos contra a vacina chinesa são proliferados na internet desde o início dos testes.

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Reuters

Vacina CoronaVac é produzida pela mesma empresa que vendia vacinas falsas contra pólio, tétano e difteria em 2018?

Novamente um conteúdo verificado anteriormente pela COAR é divulgado nas redes sociais, com uma matéria do site G1 publicada em 2018, tratando sobre a venda de vacinas falsas por uma empresa chinesa.  Em checagem anterior, a COAR identificou que o conteúdo desinformativo citava uma matéria do site Uol.

Desinformação compartilhada nas redes sociais

O conteúdo distorce informações sobre o potencial que as vacinas chinesas possuem no combate à Covid-19. Em meses anteriores, precisamente em 20 de junho deste ano, a COAR já havia feito uma análise do mesmo conteúdo, que vinculava a vacina CoronoVac (produzida pela empresa Sinovac Biotech) com outra empresa chinesa, que foi multada por ter vendido 250 mil doses de vacina contra a difteria, o tétano e a poliomielite, conforme constatado em matérias jornalísticas de 2018. 

Conteúdo checado pela COAR em junho deste ano. A matéria de 2018 divulgada em grupos de WhatsApp era divulgada por usuários para denegrir as vacinas chinesas em contexto errado e manipulado.

A questão é que as vacinas mencionadas são/produzidas por empresas distintas. A CoronaVac é fabricada pela companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech.  E a mencionada no conteúdo (checado) de 2018 é a Changsheng Life Science – conforme a imagem verificada. Nenhuma empresa tem qualquer relação, muito menos as vacinas.

Em 2018, a empresa Changchun Changsheng foi indiciada pelo governo chinês pela fabricação de vacinas para tétano, difteria e poliomielite (paralisia infantil). Com fluídos misturados e expirados de validação e dados de produção falsos. No total, foram 250 mil o número de doses feitas pela Changsheng Life Science que já estavam sendo distribuídas. A empresa foi multada em 9,1 bilhões de yuans (moeda chinesa), aproximadamente R$ 6, 916 bilhões. Em 2019, a organização anunciou falência.

Em checagens recentes, a COAR citou os testes das vacinas chinesas e a segurança delas com base em informações coletadas nos sites da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A COAR aponta que o conteúdo foi divulgado recentemente pelo perfil “Médicos Pela Liberdade” no Twitter. A página conta com mais de 46 mil seguidores. O grupo formado por médicos da direita reafirma em seu perfil que luta “em prol das liberdades individuais e contra o totalitarismo disfarçado de ciência”. No entanto, existem várias publicações distorcidas sobre a vacina chinesa, principalmente sensacionalistas e com tom ácido sobre as publicações científicas.

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Escrito por: Marta Alencar e Danilo Kelvin

Referências da COAR:

G1
UOL 

Vacina mRNA contra a Covid-19 altera e causa danos irreversíveis ao DNA?

Um texto atribuído ao advogado e ambientalista norte-americano, Robert F. Kennedy Jr., sobrinho do presidente John F. Kennedy, viralizou nas redes sociais. O conteúdo informa que as vacinas de mRNA mudariam o material genético das pessoas. No entanto, a COAR constatou que além da declaração ser falsa, ela não pertence de fato ao Kennedy Jr. e não encontrou a fonte oficial que teria feito tal afirmação.

A COAR elencou vários perfis e páginas que publicaram a mensagem contra a vacina (apresentação em slideshow). Diante da mensagem que informa sobre a manipulação de DNA por meio da vacina, a COAR esclarece que mRNA baseia-se na injeção de fragmentos de material genético de um vírus, ou seja, células humanas. Este processo cria proteínas virais que imitam o coronavírus, treinando o sistema imunitário para reconhecer a sua presença. Para esclarecer melhor sobre o assunto, a nossa equipe entrou em contato com o infectologista Carlos Henrique Nery Costa , que esclareceu que não há nenhuma menção sobre manipulação genética de qualquer vacina na literatura médica.

Não, a quimioterapia ela não é ineficaz. Existe algumas pesquisas que estão sendo realizadas com a retirada do carboidrato da redução de carboidratos na dieta para quem possui algum tipo de tumor, mas são pesquisa que não foram feitos em humanos ainda, então nós não temos bases científicas suficiente para fazer essa afirmação. Então quem faz quimioterapia não deve cortar o carboidrato, a pessoa deve manter uma alimentação completa e ter um bom acompanhamento nutricional que é essencial para as pessoas e a quimioterapia ela não perde a sua eficácia para quem consome esse macronutriente. Então não é não precisa se preocupar com isso, pois é apenas um boato.

Ativista e patrocinador de movimentos antivacinas nos Estados Unidos. O World Mercury Project, liderado por Kennedy, e uma organização com sede na Califórnia chamada Stop Mandatory Vaccination comprou 54% dos anúncios no Facebook para espalhar desinformação.


Outros sites de fact-checking já haviam esclarecido o assunto: Uol, Estadão, Lupa etc.

COAR alerta mais uma vez para que você desconfie de links incluídos em mensagens sobre ações ligadas a instituições, porém, não publicadas no site oficial da mesma.

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Escrito por: Marta Alencar

Empresa chinesa que vendia vacinas falsas contra pólio, tétano e difteria é a mesma produtora da Coronavac, que será testada em 9 mil brasileiros?

Após o anúncio da parceria do Governo de São Paulo com o Instituto Butantã e a empresa chinesa Sinovac Biotech para a realização da terceira fase de testes da chamada Coronavac (vacina feita pela empresa chinesa), que deverá ser testada em 9 mil brasileiros, alguns grupos começaram a tecer ataques e a compartilhar fake news sobre produção de vacinas chinesas.

A COAR analisou a veracidade dessas postagens e concluiu que a notícia se referindo ao portal UOL é verídica. Inclusive, a matéria consta com o título da imagem, a data e o horário: Empresa chinesa vendia vacinas falsas contra pólio, tétano e difteria. Mas além do Uol, o G1 e o site Minha Vida publicaram a informação na época. Em primeira instância convém citar que as notícias relatadas sobre a falsificação das vacinas chinesas são datadas de 2018.

Em 2018, a empresa Changchun Changsheng foi indiciada pelo governo chinês pela fabricação de vacinas para tétano, difteria e poliomielite (paralisia infantil). Com fluídos misturados e expirados de validação e dados de produção falsos. No total, foram 250 mil o número de doses feitas pela Changsheng Life Science que já estavam sendo distribuídas. A empresa foi multada em 9,1 bilhões de yuans (moeda chinesa), aproximadamente R$ 6, 916 bilhões. Em 2019, a organização anunciou falência.

Após essa constatação, a COAR buscou informações sobre a procedência da vacina que será testada no Brasil para a Covid-19. A Sinovac Biotech é uma empresa farmacêutica chinesa que está realizando uma vacina com um método já conhecido, utilizando o vírus inativo para estimular o corpo a combater o invasor. A empresa já possui três décadas no mercado e foi a primeira no mundo em 2009 a obter a licença na comercialização da vacina do H1N1. Em contrapartida, já recebeu denúncias sobre suborno na aprovação de medicamentos em 2014.

Portanto, a empresa não possui ligamento com a Changchun Changsheng, acusada em 2018 de produzir vacinas falsificadas. É claramente perceptível a vinculação dos testes com a falsificação de vacinas em um contexto inapropriado e errôneo. Nesse ponto, a informação relacionando as duas empresas é falsa.

Essas postagens advêm de grupos piauienses, visando atacar o comércio chinês. Inúmeros casos de ineficiência advindos da China já foram desmentidos por agências de fact-checking em todo o Brasil, no intuito de esclarecer e iluminar o que se é verdadeiro num cenário de confusão e caos devido a pandemia.

Escrito por: Isaac Haron

Edição: Marta Alencar

Referências da COAR:

Site Uol

Folha

Sinovac