Governador Rui Costa foi flagrado aglomerando sem máscara em meio à pandemia da Covid-19?

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi flagrado dançando forró, sem máscara, em meio à pandemia da Covid-19? A informação que circula massivamente em grupos de WhatsApp e acompanha um vídeo em que aparece não só o gestor, como também os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA) é falsa, pois o vídeo em questão é de 2018, antes da pandemia. O texto diz o seguinte: “A TURMA DO FIQUE EM CASA E DA CPI DA CLOROQUINA TODOS SEM MÁSCARAS NO FORRÓ NO FINAL DE SEMANA NA BAHIA”.

Foto: reprodução/WhatsApp

Na gravação Rui Costa está dançando com uma mulher, não identificada, ao som de uma banda de forró. Os demais presentes acompanham cantando.

O governador Rui Costa dançando forró em uma festa na Bahia (Foto: reprodução/YouTube)

Depois de checagem foi possível confirmar que o vídeo foi disponibilizado na internet (especificamente no YouTube) em 2018, portanto, bem antes da pandemia da Covid-19. Diante disso, é possível confirmar que a informação analisada é falsa.

A gravação não contém montagem. De acordo com uma das páginas onde o mesmo foi disponibilizado, as cenas foram registradas na cidade de Irecê-BA.

A COAR alerta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

COAMOS: Reportagem nacional sobre a Vila Irmã Dulce é imprecisa

Uma reportagem veiculada na Rede Record sobre a Vila Irmã Dulce, bairro localizado na zona sul de Teresina, gerou a revolta de muitos moradores do local. O conteúdo foi ao ar no dia 1° deste mês, no programa Cidade Alerta, e afirma, dentre outras coisas, que a região foi dominada por facções criminosas.

O vídeo circulou massivamente nas redes sociais e chegou a ser replicado por meios de comunicação locais. Na reportagem é dito ainda que o posto de saúde localizado no bairro, devido a supostas pressões de facções, prioriza o atendimento a criminosos e que há a imposição de toques de recolher.

Foto: reprodução/Rede Record

Checamos a gravação e foi possível deduzir que as informações veiculadas são imprecisas. O equívoco diz respeito a um crime retratado logo no início da reportagem para reforçar a suposta dominação de facções no bairro.

O caso ocorreu, na verdade, no vizinho município de Timon (Maranhão), especificamente no bairro Formosa, no dia 03 de março deste ano.

As cenas são do espancamento de um jovem conhecido como “Peladinha”. Depois de agredido, ele aparece sendo levado, pelos braços e pernas, para a carroceria de uma caminhonete. De acordo com matérias veiculadas na imprensa local, à época do acontecido, a hipótese é de que o jovem tenha sido levado para a execução.

Aliás, o Conselho de Presidentes das Associações da Irmã Dulce, através de extensa nota divulgada na imprensa local, rebateu esse e os demais pontos elencados na reportagem.

No entanto, é impossível colocar em cheque todo o conteúdo jornalístico. Citamos, por exemplo, a afirmação sobre a presença massiva de facções criminosas na comunidade.

Em janeiro de 2020, a própria Secretaria de Segurança Pública do Piauí, pela primeira vez, assumiu a presença de grupos como o Bonde dos 40 e o Primeiro Comando da Capital (PCC), destacados na reportagem, em todo o estado.

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Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR

Portal Cidade Verde

Portal GP1

Portal Meio Norte

COAMOS vídeo de jornalista que alerta sobre possíveis danos em ter relações sexuais após uso da vacina da Pfizer

O vídeo do jornalista Fernado Beteti viralizou no Youtube e também em grupos de WhatsApp. No conteúdo em questão o jornalista alerta que um protocolo clínico da vacina da Pfizer em parceria com a BioNTech aborda sobre anomalias genéticas que poderiam surgir após usuários vacinados terem relações sexuais. Infelizmente, notícias falsas espalhadas nas redes sociais provocam o medo de que vacinas , que envolvem as de RNA, como a da Pfizer, e as de DNA, também em estudo para combater o Sars-CoV-2, possam provocam mutações genéticas.

Conforme informações no site da Pfizer (uma empresa farmacêutica multinacional com sede em Nova Iorque, Estados Unidos), a vacina contra a COVID-19 é baseada no RNA mensageiro, ou mRNA, que ajuda o organismo a gerar a imunidade contra o coronavírus, especificamente o vírus SARS-CoV-2. A ideia é que o mRNA sintético dê as instruções ao organismo para a produção de proteínas encontradas na superfície do vírus. Uma vez produzidas no organismo, essas proteínas (ou antígenos) estimulam a resposta do sistema imune resultando, assim, potencialmente em proteção para o indivíduo. Ou seja, a vacina de RNA mensageiro, como a da Pfizer, conta com compostos presentes em uma dose, que nem passam perto do nosso DNA.

O infectologista Carlos Henrique Ney Costa é categórico ao afirmar que não há problemas nas vacinas que atuam com DNA e RNA, já que elas se degradam rapidamente no organismo. “Essas informações falsas não procedem”, enfatizou.

O documento em questão citado pelo jornalista, que possui um canal no Youtube e blog focado em segmento na área de saúde, informa sobre o acompanhamento, que é realizado para obter informações gerais sobre a gravidez. No caso de um nascido vivo, a integridade do neonato pode ser avaliada no momento do nascimento – descreve o protocolo em questão. Não alerta ou ressalta que anomalias podem ser geradas por quem tem relações sexuais após a vacina conforme os estudos apontados.

A COAR entrou em contato com a assessoria de comunicação da Pfizer, que informou em nota:

Nota enviada pela Pfizer

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Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

Pfizer

Saúde Abril