ANÁLISE COAR: Teorias conspiratórias e sem fundamento sobre voto impresso

O atual presidente da República, Jair Bolsonaro, insiste duvidar do sistema eleitoral vigente no país. Uma das últimas declarações do mandatário sobre o assunto foi divulgada através do canal Migalhas no YouTube e gerou, aliás, discussões entre internautas.

Na gravação Bolsonaro puxa coro para a aprovação da PEC que institui o voto impresso já para os próximos pleitos e ameaça até uma intervenção caso o Congresso não valide a proposta. De acordo com o chefe do executivo federal, o voto impresso “é uma maneira de termos uma eleição limpa”.

“É uma maneira de termos uma eleição limpa, se não tivermos, vamos ter problemas para no ano que vem; eu estou me antecipando a problemas no ano que vem… Como está aí, a fraude está escancarada”, disse o mandatário.

O presidente também faz um sério ataque ao Supremo Tribunal Federal: “Existe uma articulação de três ministro do Supremo para não ter o voto auditável”, e outro direcionado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tiraram o Lula da cadeia, tornaram ele elegível para ele ser presidente na fraude. E isso não vai acontecer”, acrescentou Jair Bolsonaro.

Mas, afinal, o que tem de verdade em todas essas declarações? Vamos às análises.

Não há nada que comprove a fragilidade do sistema de votação através de urnas eletrônicas. O modelo foi implantado há 25 anos no Brasil.

“É um processo seguro, é um processo auditável, tanto que hoje nós não tivemos nenhuma notícia com nada comprovando qualquer tipo de fraude na urna eletrônica ou qualquer equipamento associado a ela”, disse Anderson Lima, secretário de Tecnologia da Informação do TER-PI, em entrevista à rádio Teresina FM nesta segunda-feira (26).

Também não há informações que levantem suspeitas sobre a articulação de três ministros do STF, como destacou o presidente, para barrar a instituição do voto impresso ou auditável.

E sobre Lula, realmente ele foi solto para viabilizar sua candidatura à presidência da República em 2022? Não existe nada que comprove o fato, ou seja, não passa de uma suposição. Jair Bolsonaro não apresentou, durante a entrevista, provas comprovando a veracidade das declarações.

A COAR ressalta que ao receber uma mensagem duvidosa, desconfie e não forneça seus dados antes de ter certeza de que é verdadeira. Qualquer dúvida nos contate pelo nosso WhatsApp (86) 99517-9773 ou pelo Instagram (@coarnoticias).

Escrito por: Wanderson Camêlo

Referências da COAR

ELEIÇÕES: CONTEÚDO informa que eleitor não poderá justificar no aplicativo E-título após dia da votação. Tal informação não procede

Um conteúdo divulgado nas redes sociais, principalmente em páginas do Facebook, informa erroneamente sobre a justificativa eleitoral. Diante disso, a COAR checou o conteúdo para explicar ao eleitor sobre a justificativa do voto.

O TSE informa que caso o eleitor não apresente a justificativa no dia da votação poderá justificar sua ausência ainda pelo e-Título, pelo Sistema Justifica ou pelo formulário Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) em até 60 (sessenta) dias após cada turno da votação

O primeiro ponto distorcido no conteúdo divulgado em páginas do Facebook é que informa que somente após o dia 15 de novembro, o eleitor poderá justificar seu voto no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No entanto, a informação é falsa. Na seção Justificativa Pós-Eleição, o TSE informa que caso o eleitor não apresente a justificativa no dia da votação poderá justificar sim sua ausência pelo e-Título, pelo Sistema Justifica ou pelo formulário Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) em até 60 (sessenta) dias após cada turno da votação, acompanhado da documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito. O acolhimento ou não da justificativa apresentada ficará, sempre, a critério do juiz da zona eleitoral em que o eleitor for inscrito.

Imagem: TSE (2020)

No site do TSE, informa que após os 60 dias seguintes ao dia da votação, o eleitor faltante por qualquer motivo poderá justificar a ausência também nos cartórios eleitorais, no Sistema Justifica e pelo e-Título. Nesses casos, será exigida a apresentação de documentos que comprovem o motivo da ausência. Após esse prazo, o eleitor faltante ficará sujeito à multa. Para quem estiver fora do país no dia da eleição, o prazo será de 30 dias a partir do retorno ao país.

e-Título

O aplicativo e-Título pode ser baixado nas plataformas “Google Play” e “App Store”. A via digital do título de eleitor estará disponível somente para os eleitores em situação regular (Resolução-TSE nº 23.537, de 2017, art. 4º).

Escrito por: Marta Alencar

Referências da COAR:

TSE